José Hermano Saraiva ( Morreu a 20 de julho de 2012 )


- José Hermano Saraiva ,nascido em Leiria a 3 de Outubro de 1919 e falecido em Setúbal a 20 de Julho de 2012 foi professor e historiador português. Ocupou o cargo de Ministro da Educação entre 1968 e 1970.

Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas (1941) e em Ciências Jurídicas (1942), tendo a sua vida profissional se iniciado pelo ensino e advocacia.
Desse modo, começou por exercer as funções de professor liceal e, seguidamente, de Director do Instituto de Assistência aos Menores e Reitor do Liceu D. João de Castro. Foi Deputado à Assembleia Nacional, Procurador à Câmara Corporativa e, já no ensino universitário, leccionou no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina da Universidade Técnica de Lisboa (no ano lectivo de 1962/1963).
Entre 1968 e 1970, exerceu as funções de Ministro da Educação em Portugal, tendo sido substituído por Veiga Simão após a crise académica de 69. Entre 1972 e 1974, foi Embaixador no Brasil.
Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha em Portugal e, ainda, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil.
Foi distinguido em Portugal com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e com a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e, no Brasil, com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco.
História de Portugal, dirigida por José Hermano SaraivaNas últimas décadas, José Hermano Saraiva tornou-se numa figura pública muito conhecida e apreciada não só em Portugal, mas junto das comunidades portuguesas em todo o Mundo, sobretudo pelos seus inúmeros programas televisivos sobre História de Portugal. Por esse mesmo motivo, tornou-se igualmente numa figura polémica, porque a sua visão da História tem sido, por vezes, questionada pelo meio académico. Além disso, a sua actuação enquanto Ministro da Educação Nacional do regime salazarista também contribuiu para o desenvolvimento dessa visão crítica à sua pessoa.
De acordo com as críticas, estas assentam no facto de José Hermano Saraiva, apesar de se dedicar há mais de quarenta anos ao estudo da História de Portugal e de ter desempenhado funções ministeriais na área da Educação, nunca ter obtido qualquer grau académico superior à licenciatura. No entanto, reconhecem-lhe o facto de, efectivamente, ter chegado a desenvolver actividades como docente convidado numa instituição pública - a Escola Superior de Polícia - e numa instituição de ensino superior privado e cooperativo, a Universidade Autónoma de Lisboa "Luís de Camões" (década de 1990).
Em contrapartida, os seus apoiantes salientam as suas qualidades de comunicador televisivo e de divulgador da História de Portugal junto de todas as camadas da população, quer no seu País de origem, quer junto das comunidades portuguesas e luso-descendentes residentes no exterior. Recentemente, através de um programa da rede de televisão portuguesa RTP, ficou classificado em 26º lugar entre os cem "Grandes Portugueses" da História.
É filho de José Saraiva (erudito e conceituado professor liceal), irmão de António José Saraiva (reputado investigador na área das Letras) e tio de José António Saraiva (jornalista e arquitecto).
Morreu a 20 de Julho de 2012 aos seus 92 anos na sequência de doença prolongada, em Setúbal, onde residia.

Distinções especiais 

Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública
Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho
Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco
Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique

Obra

História de Portugal, dirigida por José Hermano Saraiva.
Orações académicas editadas pela Academia das Ciências de Lisboa Testemunho Social e Condenação de Gil Vicente (1976);
A Revolução de Fernão Lopes (1977);
Elementos para uma nova biografia de Camões (1978);
Proposta de uma Cronologia para a lírica de Camões (1981-82): 
Evocação de António Cândido (1988);
No Centenário de Simão Bolívar (1984);
A crise geral e a Aljubarrota de Froyssart (1988).

 Trabalhos pedagógicos 

 Notas para uma didáctica assistencial (1964);
 Aos Estudantes (1969);
 Aspirações e contradições da Pedagogia contemporânea (1970);
 A Pedagogia do Livro (1972);
 O Futuro da Pedagogia (1974).

Trabalhos jurídicos

O problema do Contrato (1949);
 A revisão constitucional e a eleição do Chefe do Estado (1959);
 Non-self-governing territories and The United Nation Charter (1960);
 Lições de Introdução ao Direito (1962-63);
 A Crise do Direito (1964);
 Apostilha Crítica ao Projecto do Código Civil (1966);
 A Lei e o Direito (1967).

Trabalhos históricos

Uma carta do Infante D. Henrique (1948);
 As razões de um Centenário (1954);
 História Concisa de Portugal (1978), trad. em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês;
 História de Portugal, 3 Vols – Direcção e co-autoria (1981)
 O Tempo e a Alma, 2 Vols (1986);
 Breve História de Portugal (1996);
 Portugal – Os Últimos 100 anos (1996);
 Portugal – a Companion History (1997);
 Para uma História do Povo Português Outras maneiras de ver (1979); 
Vida Ignorada de Camões (1980);
 Raiz madrugada (1981);
 Ditos Portugueses dignos de memória (1994);
 A memória das Cidades (1999).

Programas de televisão


Série: O Tempo e a Alma (RTP, 1972)
Série: Histórias que o Tempo Apagou (RTP, 1994)
Série: Lendas e Narrativas (RTP, 1995)
Série: Horizontes da Memória (RTP2, 1996)
Série: A Alma e a Gente (RTP2)


 
- AUTOGRAFO DE JOSE HERMANO SARAIVA


- FOTO AUTOGRAFADA

Nélson Oliveira




- Nélson Miguel Castro Oliveira , nascido em Barcelos a 8 de agosto de 1991, é um futebolista português.

 - História - 
 -Formado pelas escolas de futebol do Santa Maria FC, transferiu-se do Sporting de Braga para o Sport Lisboa e Benfica no verão de 2006. Nélson Oliveira também foi sondado pelo F.C. Porto e pelo Sporting e até o Chelsea o convidou para realizar uma semana de treinos em Londres. Contudo, a decisão estava tomada e a preferência foi dada ao seu clube do coração. Com apenas 16 anos rubricou o vínculo profissional e integrou os trabalhos de pré-época dirigidos por Quique Flores. Também na selecção nacional Nélson Oliveira tem sido um caso de precocidade, onde também com apenas 16 anos era já chamado ao escalão de sub-19. Destacou-se no Mundial de Sub-20 de 2011 organizado pela Colômbia, ao marcar quatro golos - incluindo um na final contra o Brasil, uma derrota por 2-3 no prolongamento - ao fazer duas assistências e ao receber duas vezes o prémio de melhor em campo.
Foi eleito o 2º melhor jogador desta competição, sendo inclusive apelidado de 'Cantona Português'. O percurso de Nélson Oliveira tem andado de braço dado com os golos. Uma relação muito próxima entre os seus pés, a bola e as redes contrárias, que faz do atacante um dos jogadores mais promissores não só do seu clube, mas também da sua geração.
No benfica este tem-se vindo a afirmar na segunda metade da época 2011/2012, tendo vindo a ser seguido por clubes como o Barcelona e Chelsea,2012 é também o ano de estreia deste jogador pela "Selecção A" de Portugal, Nelson Oliveira é tido como um avançado que se tornará de outro mundo, fazendo um trio de ataque de luxo com Nani e Cristiano Ronaldo na selecção nacional, é de salientar que com apenas 20 anos de idade, vai participar no Europeu de 2012.

 - Características do jogador - 
 Pode jogar como ponta-de-lança, mas é como avançado mais móvel que parece sentir-se mais à vontade. Apresenta grande capacidade física e mobilidade e dotado de uma excelente técnica individual. Outra das principais características que saltam à vista de Nélson Oliveira é a sua facilidade de remate com ambos os pés, sendo detentor de um remate potente e colocado.

- Prémios Individuais - 
Seleção Portuguesa Mundial Sub-20: 2011 (Bola de Prata)

 - Prémios - 
SL Benfica Taça da Liga: 2011-12
Seleção Portuguesa Mundial Sub-20: 2011 (Vice-Campeonato)


AUTÓGRAFO DE NÉLSON OLIVEIRA

Francisco Pinto Balsemão



- Francisco José Pereira Pinto Balsemão ,nascido em Lisboa a 1 de Setembro de 1937 é um empresário português que foi primeiro-ministro de Portugal entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983. 

- Biografia -
 Nasceu em Lisboa, filho de Henrique Patrício Pinto Balsemão e de Maria Adelaide van Zeller de Castro Pereira. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi jornalista e dirigente político activo, até se dedicar à vida empresarial. É presidente e chief executive officer da holding Impresa e presidente do Conselho de Administração da SIC, a primeira estação de televisão privada em Portugal. Jornalista a partir de 1961, foi chefe de redacção da revista Mais Alto e secretariou a direcção do Diário Popular, até 1963, onde chegou a integrar o respectivo Conselho de Administração, entre 1965 e 1971.
 Fundou o jornal Expresso em 1973, semanário de referência do qual foi o primeiro director, até 1980.
Foi professor associado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, entre 1987 e 2002. Nos últimos anos do Estado Novo, foi deputado independente à Assembleia Nacional, representando a Ala Liberal, juntamente com Sá Carneiro, Magalhães Mota, Mota Amaral, Miller Guerra, entre outros, que lutavam pela abertura do regime à democracia.
 Após o 25 de Abril de 1974 seria um dos principais fundadores do Partido Popular Democrático, actual PSD. Foi deputado eleito à Assembleia Constituinte, de 1975 a 1976, e à Assembleia da República, eleito em 1979, 1980 e 1985.
Após a morte de Francisco Sá Carneiro veio a ocupar o cargo de primeiro-ministro do VII Governo Constitucional (1981) e do VIII Governo Constitucional (1981- 1983), ambos constituídos pela coligação entre o PSD, o Centro Democrático Social e o Partido Popular Monárquico.
Entre as restantes funções públicas que desempenhou, contam-se as de presidente do Conselho Europeu de Editores, presidente (não executivo) da Nec Portugal, presidente do Conselho Consultivo do Banco Privado Português, membro do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa, membro do Conselho de Administração do Daily Mail and General Trust PLC, membro do Conselho Assessor Internacional do Grupo Santander Totta, do Steerling Committee de Bilderberg Meetings, do Júri do Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional, do Consejo de Protectores da Fondación Carolina, do Conselho Geral da COTEC Portugal, do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira, do Comité Executivo do Global Business Dialogue (1999-2002), vice-presidente da Fundação Jornalistes en Europe (1995-2003) e presidente do Conselho de Administração do European Institute for the Media (1990-1999).
É ainda membro da Associação New World Order, também conhecida como Clube de Bilderberg.
 Francisco Pinto Balsemão é presidente e CEO da holding Impresa, SGPS, SA, e presidente da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, SA, detida a 100% pela Impresa. A Impresa é proprietária da holding Impresa Publishing que detém as seguintes participações: Expresso, Courrier Internacional, Blitz, Autosport, Surf Portugal, Impresa Classificados, Exame, Exame Informática, Caras, Activa, Cosmopotitan, Visão, TV Mais, Telenovelas, Jornal de Letras, Casa Claudia, Caras Decoração, Inteligent Life, Volante etc. A Impresa detém ainda 100% da Impresa Digital, que, por sua vez, detém 100% do portal aeiou, 100% da InfoPortugal, 100% da DGSM e 51% do site Olhares.
Na distribuidora Vasp detém 33.33% e 22.35% na Lusa.
 É membro do Conselho de Estado (Julho 2005). É presidente do “European Publishers Council” (1999), presidente do Júri do Prémio Pessoa (1987), membro do Júri do Prémio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional (1996), membro do “Consejo de Protectores” da “Fondación Carolina” (2001), membro não executivo do Conselho de Administração do “Daily Mail and General Trust plc” (2002), membro do Conselho Geral da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação (2003), membro do Conselho Assessor Internacional do Grupo Santander (2004), membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira (Abril 2004), presidente do Conselho da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Maio 2009), membro do Conselho Assessor da Revista “Quaderns del Cac” editada pelo Conselho do Audiovisual da Catalunha (Agosto de 2009).
 Membro do Conselho Consultivo do ISEG (Instituto Superior de Engenharia e Gestão) desde Abril de 2010.
Foi doutorado Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa (Abril 2010). Foi presidente do Conselho de Administração do EIM - “European Institute for the Media” (1990-1999) e do “European Television and Film Forum” (1999-2006), vice-presidente (1995-2003) da Fundação “Journalistes en Europe”, membro (1999-2002) do comité executivo do “Global Business Dialogue”, membro não executivo (1980-2006) do Conselho de Administração da Celbi, presidente não executivo (1999-2007) da Allianz Portugal, presidente não executivo da Nec Portugal (1995- Julho 2010) . Foi professor associado (1987-2002) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL), membro do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa (2007-2009). Licenciado em Direito pela FDL, frequentou o curso complementar de Ciências Político-Económicas da FDL. Foi jornalista, secretário de direcção (1963-65) e administrador (1965-71) do Diário Popular, fundador e director do jornal EXPRESSO (1973-80).
Foi fundador e presidente do Instituto para o Progresso Social e Democracia (de 1983 a 1986), presidente do Conselho Geral (de 1987 a 1989) sendo, actualmente, presidente do Conselho Geral do Instituto Sá Carneiro desde 1998.
Foi fundador do Partido Social Democrata (1974), deputado e vice-presidente da Assembleia Constituinte (1975), deputado à Assembleia da República em 1979, 1980 e 1985, Ministro de Estado Adjunto no VI Governo Constitucional (1980), Primeiro Ministro dos VII e VIII Governos Constitucionais (1981-83).

 - Distinções e Prémios -
- Grã Cruz da Ordem Coroa (Bélgica) – 1981
- Grã Cruz Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (Brasil) – 1982
- Grã Cruz da Ordem do Mérito (Grécia) – 1982
- Grã Cruz da Ordem Bandeira (Hungria) – 1982
- Grã Cruz da Ordem do Mérito (Itália) – 1982
- Grã Cruz da Ordem de Pianna (Vaticano/Santa Sé) – 1983
- Grã Cruz da Ordem da Bandeira (República Federal Jugoslava) – 1983
- Grã Cruz da Ordem de Isabel a Católica (Espanha) – 1989
- Grã Cruz da Ordem do Infante (Portugal) - 2006
- Prémio Arco-Íris 2007, pela Associação ILGA Portugal
- Personalidade de Media da Década, pela Meios & Publicidade
- Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade Nova de Lisboa
- PRÉMIO DE MÉRITO E EXCELÊNCIA- Globo de Ouro (SIC /Caras)


AUTÓGRAFO DE FRANCISCO PINTO BALSEMÃO

André Villas-Boas



- Luís André de Pina Cabral e Villas-Boas ,nascido no Porto a 17 de outubro de 1977 é um treinador de futebol português. 
Treinou o Chelsea, após ter rescindido seu contrato com o Futebol Clube do Porto por 15 milhões de euros, protagonizando assim a mais cara transferência de um treinador. Atualmente encontra-se desempregado, após a saida do Chelsea depois da derrota frente ao Wigan (1-0), que deixou o Chelsea a três pontos do quarto lugar na Liga inglesa. Pelo Porto, fez história na época 2010-11, conquistando quase tudo o que disputou pelo clube: Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça e Liga Europa, faltando a Taça da Liga, algo que o próprio treinador desvalorizou ao referir-se à competição como uma liga de rotação e formação de jogadores. O treinador fez história tanto a nível nacional como a nível internacional, com diversas marcas como a de maior vantagem para um segundo classificado em Portugal, a de um campeonato sem derrotas ou a de único clube no mundo a conseguir a tripla europeia (Campeonato, Taça e Competição Europeia) por duas vezes, uma das quais ao comando do treinador. É descrito como um dos treinadores mais promissores de Portugal tal como Domingos Paciência, Pedro Emanuel, Jorge Costa, e Paulo Bento. Foi considerado em Janeiro de 2011 como o 4º melhor treinador de futebol do mundo num ranking anual publicado pela IFFHS. 

- Biografia -
 Bisneto do Visconde de Guilhomil, Villas-Boas cedo se interessou por futebol, chegando a ponderar ser jogador. No entanto, rapidamente se tornou num apaixonado pelo papel de treinador e pelos aspectos tácticos do jogo. Quando, em 1994, Bobby Robson veio treinar o FC Porto, veio morar no prédio de Villas-Boas, o que levou o jovem aprendiz de treinador a tentar aproximar-se do treinador do Porto. Com 16 anos, escreveu uma carta ao treinador inglês em que sugeria como o então treinador principal do Futebol Clube do Porto poderia dar mais rendimento a Domingos Paciência, seu ídolo da juventude. Este contacto com Bobby Robson fez com que o Inglês ajudasse Villas-Boas a obter as suas certificações de treinador, apesar de, com apenas 17 anos, a lei não o permitir. 

 - Carreira - 
Começou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto, mas não tardou a tornar-se director técnico das Ilhas Virgens Britânicas (chegou a selecionador,tendo perdido 1-5 e 0-9 nos dois jogos contra a seleccao da Bermuda que; já em 2010, as Ilhas Virgens Britânicas perderam por 0-14.), escondendo sempre que só tinha 21 anos. De regresso ao Porto, foi treinador das camadas jovens até à chegada (1 ano depois) de José Mourinho que, conhecendo-o dos tempos de Bobby Robson e reconhecendo as suas capacidades, lhe pediu para se tornar seu assistente. Assim, durante 5 temporadas (2003 a 2008) foi responsável por uma parte importante do êxito de José Mourinho no Porto e Chelsea, com tarefas específicas como analisar os adversários e fazer prospecção detalhada de jogadores. Após a saída do Chelsea, seguiu Mourinho para o Inter Milão como seu adjunto. Em 2008 manifestou o desejo a Mourinho de dar um novo rumo à sua carreira como treinador principal noutra equipa de futebol profissional. O conceituado técnico português apoiou-o indicando que assim que André encontrasse uma equipa para treinar, abandonaria o Inter. Algo que aconteceu um ano depois. A 13 de Outubro de 2009 foi apresentado como técnico principal da Académica Coimbra, com a missão tirar a equipa do último lugar da Primeira Liga. Com apenas 31 anos esta seria a sua primeira aventura naquele posto. A 12 de Novembro de 2009, apenas um mês após a sua ingressão na Académica Coimbra, foi emitida a notícia de que Villas Boas seria o escolhido pelo Sporting Clube de Portugal para suceder a Paulo Bento no comando técnico da equipa. Algo desmentido no dia seguinte pela Académica através do site oficial do clube.

 - FC Porto - 
No dia 2 de Junho de 2010, André Villas-Boas foi anunciado oficialmente como o novo treinador da equipa de futebol profissional do Futebol Clube do Porto, substituindo Jesualdo Ferreira para as seguintes duas épocas, através de um comunicado oficial do clube à CMVM De acordo com a proposta, Villas-Boas auferiu 55 mil euros/mês. Teve como treinadores adjuntos, no Futebol Clube do Porto, Vítor Pereira, antigo treinador do Santa Clara, e Pedro Emanuel, ex-futebolista do FC Porto. Durante esta época, talvez considerada a melhor da década, Villas-Boas conquistou uma Supertaça Cândido de Oliveira, um campeonato nacional, uma Liga Europa e uma Taça de Portugal. Villas-Boas tornou-se assim o quinto técnico a conseguir ganhar o campeonato português logo na primeira temporada em que dirige uma equipa desde o início, feito que no FC Porto só tinha sido alcançado por José Mourinho, na época de 2002/03. Tornou-se também o terceiro treinador mais novo de sempre a conquistar o título de campeão de Portugal de futebol, com 33 anos de idade, estando atrás do húngaro Mihaly Siska (campeão pelo FC Porto em 1938-39) e de Juca (campeão pelo Sporting, em 1961-62). Com a conquista da Liga Europa tornou-se também no mais jovem treinador de sempre a ganhar uma prova europeia. De entre os feitos de Villas-Boas no FC Porto destacam-se: Conquista de um campeonato sem derrotas, feito que não era conseguido desde 1972/73. Clube com mais jogos ao longo de todas as competições sem perder (36). O recorde anterior pertencia, também no Porto, a José Mourinho. Parte desta sequência foi conseguida pelo anterior treinador, Jesualdo Ferreira. Maior número de vitórias de um clube Português na Europa Consagração do clube como campeão nacional no Estádio da Luz, algo que não acontecia há 71 anos. Maior número de vitórias consecutivas numa época (16). Maior número de pontos numa época de 30 jogos (84). Maior margem de pontos para o segundo classificado (21 pontos para o Benfica). Conquista de quatro troféus, igualando o feito de Tomislav Ivic, no FC Porto, em 1987-88. Reviravolta que nunca tinha acontecido nas meias-finais de Portugal frente ao SL Benfica. Após perder 2-0 em casa, a equipa de Villas-Boas venceu 3-1 no Estádio da Luz. Ultrapassagem por parte do FC Porto do número de títulos do SL Benfica, tornando-se, assim, no clube com mais troféus oficiais em Portugal. 

 - Chelsea - 
No dia 20 de junho de 2011, notícias apontaram o treinador como futuro técnico do Chelsea Football Club, uma vez paga a cláusula de rescisão de 15 milhões de euros. No dia seguinte, o Porto comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o pagamento da cláusula e consequente rescisão de contrato. Com a compensação paga, o Chelsea confirmou o interesse e as negociações com Villas-Boas, e, no dia 22 de junho de 2011, anunciou oficialmente a contratação do treinador, por 3 anos. Foi anunciado que o contrato pelo Chelsea renderá a Villas-Boas um salário de 5 milhões de euros anuais, o que corresponde a cerca de 8x o vencimento auferido a treinar o Futebol Clube do Porto. É despedido do Chelsea no dia 04 de Março de 2012, após a derrota frente ao WBA (1-0), que deixou o Chelsea a três pontos do quarto lugar na Liga inglesa, que disputava com o Arsenal. No ano em que é despedido do Chelsea, este acaba por vencer a Champions League, pelo que André Villas Boas também é campeão europeu, tendo inclusive realizado uma excelente campanha na fase de grupos desta competição. 

 - Títulos - 
 FC Porto 
 Supertaça de Portugal (1): 2009-2010 
 Campeonato Nacional (1): 2010-2011 
 Liga Europa da UEFA (1): 2010-2011 
 Taça de Portugal (1): 2010-2011 

Individual 
 Prémio CNID Treinador Revelação: 2010 
 Globos de Ouro - Prémio revelação 2011 
 Dragão de Ouro - Prémio revelação 2011 

 - Vida pessoal - 
A avó materna de Villas-Boas era inglesa (com a excepção de um português tataravó), embora nascidos no Lordelo do Ouro, freguesia do Porto, cuja família do pai já estava estabelecida em Portugal, e cuja mãe se mudou de sua nativa Cheadle, Metropolitan Borough de Stockport, para Guimarães no início de 1900. Como resultado, Villas-Boas fala "Inglês impecável". Casado desde 2004 com Joana Teixeira, e tem duas filhas.


AUTÓGRAFO DE ANDRÉ VILLAS-BOAS

Depois da Vida "TVI"



O programa Depois da Vida protagonizado pela medium internacionalmente conhecida Janet Parker. Conta ainda com a participação de Su Wood.

No grande jogo da vida, quem parte, apenas deixou de ser visto. Ninguém sabe de facto quem nos acompanhou e quem nos acompanha. É neste sentido de procura e descoberta do caminho, ainda que de dúvida, para os que nos são queridos, que surge "Depois da Vida".
O programa da autoria e produzido pela Planeta Ideal deu que falar em 2010 e em 2011 estando de volta em 2012 à TVI! Iva Domingues conduz a nova temporada do formato que, agora, traz novidades: os nossos entes queridos têm agora uma voz e um rosto.
Iva Domingues apresenta mais uma temporada de Depois da Vida e desta vez contará com duas médiuns internacionais para fazer a comunicação entre os convidados e os seus entes queridos já falecidos.
Janet Parker fará a ligação ‘normal’ com os espíritos enquanto que Su wood desenhará o rosto do espírito que apareceu.

- JANET PARKER -
Janet Parker trabalhou em Países como a Suíça, Itália, Holanda, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. O seu trabalho como médium é internacionalmente reconhecido, o que constitui a sua melhor credencial.

Na Universidade Arthur Findlay College, Janet ministra cursos para pessoas que querem desenvolver as suas capacidades mediúnicas e psíquicas. Esta universidade é propriedade da Organização Spiritual National Union, que obteve o reconhecimento da religião espiritual por parte do governo britânico. A SNU assegura a qualidade das instituições e o trabalho dos médiuns a elas associadas.

Por esse motivo, Janet é professora galardoada pela Spiritual Union - este prémio é apenas para professores qualificados, habilitados a formar professores e não apenas estudantes. É também certificada pela Spiritual National Union pelas suas práticas mediúnicas e também como oradora. No universo da doutrina espiritual é reconhecida como Minister, por outras palavras, realiza casamentos, funerais e cerimónias de nomeação.

Por fim, Janet trabalhou para uma fundação em Itália que ajudava as famílias e pais que perderam os seus filhos. Nestas demonstrações participavam mais de 800 pessoas por acreditarem no seu trabalho.

A Planeta Ideal sente-se lisonjeada por ter no seu grupo de médiuns alguém como a Janet dada a sua credibilidade testada e verificada há mais de 25 anos.

- SU WOOD -
Su trabalha como médium e retratista psíquica, sendo reconhecida internacionalmente. Adora viajar pelo mundo, partilhando os seus dons espirituais.

Teve consciência do mundo espiritual desde a infância, com memórias muito especiais do tempo passado a brincar com a avó materna que morreu incidentalmente anos antes de ela própria nascer.

Su diz que nunca ter frequentado um curso de desenho ou pintura nem ter especial jeito para desenhar; no entanto explica que foi abençoada com o dom da Arte Psíquica há cerca de 14 anos.

Sente-se inspirada e guiada a desenhar rostos, trazendo mensagens do mundo espiritual de forma a comprovar que não morremos, mas que a vida continua para além da morte.

Su guarda um álbum de fotografias que mostram uma semelhança notável com as pessoas em espírito que ela desenhou e as cartas de confirmação dos parentes agradecidos.

As sessões guiadas por Su são muito úteis para aqueles que procuram o acompanhamento espiritual ou outros que precisam de tomar decisões. Além disso, são a prova de que é possível estabelecer a comunicação com os entes queridos que estão no mundo espiritual.

Su é professora e coordenadora de cursos na famosa Universidade no Reino Unido, Arthur Findlay College em Essex, que atrai estudantes de todo o mundo que querem aprofundar o seu conhecimento sobre mediunidade e desenvolver o seu dom. Também leciona nos Estados Unidos, Itália e Suíça.

A Planeta Ideal está muito orgulhosa por ter Su Wood na sua equipe de médiuns internacionais a trabalhar em Portugal.


- AUTOGRAFOS DE SU WOOD E JANET PARKER -

Iva Domingues



- Iva Pamela Lima Domingues nascida a 23 de Setembro de 1976 em Braga, é uma jornalista e apresentadora de televisão portuguesa.

O seu percurso na televisão começou na TVI ao lado de Carlos Ribeiro, na apresentação do programa Cocktail Nacional (2000-2003).
Em 2003, na TVI apresentou o concurso interactivo Quem Quer Ganha, até 2008.
Mais tarde, co-apresenta o reality show A Bela e o Mestre. Apresentou também o reality show Novos Aventureiros e, excepcionalmente, apresenta o sorteio do EuroMilhões. Apresentou o programa Noticias das Estrelas, no canal TVI24.
A 15 de Março de 2011 apresentou ao lado de Fátima Lopes um programa especial emitido pela TVI durante a tarde.
Na última quinzena de Março de 2011, apresentou o concurso Agora é que conta, onde a animação imperou.
Actualmente é parte integrante da equipa de profissionais de comunicação da estação de televisão por cabo TVI24 e no programa "Depois da vida", com Janet Parker da TVI.
Tem um papel activo no combate à psoríase, um flagelo que atinge 3% da população, participando em fóruns, acções de rua e na divulgação de informação sobre a doença.
Curiosidades:
É a melhor amiga de Rita Ferro Rodrigues e de Andreia Vale.
Idiomas: Inglês; Francês; Espanhol;um pouco de italiano
Desportos: Patinagem artística; voleibol; aeróbica; surf e vela.
Hobbies: Fotografia
Iva é mãe de uma menina, Carolina, de cinco anos, fruto da sua relação com Pedro Mourinho.
Actualmente tem uma relação assumida com o actor Angelo Rodrigues.


- AUTOGRAFO DE IVA DOMINGUES -

Eunice Muñoz



- Eunice do Carmo Muñoz ,nascida na Amareleja a 30 de Julho de 1928 é uma actriz portuguesa de referência do teatro, televisão e cinema português e considerada unanimemente uma das melhores actrizes portuguesas de todos os tempos.

Biografia:
Com origens numa família de actores, Eunice Muñoz estreou-se em 1941, na peça Vendaval, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Rey Colaço/ Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. O seu talento é de imediato reconhecido, e admirado por Palmira Bastos, Raul de Carvalho, João Villaret ou pela própria Amélia Rey Colaço, o que lhe permite uma rápida integração na Companhia. Em 1943 contracena com Palmira Bastos em Riquezas da Sua Avó, uma comédia espanhola aportuguesada por Ascensão Barbosa, José Galhardo e Alberto Barbosa, ao que se segue, no ano seguinte, Labirinto, de Manuel Pressler. No Verão desse ano protagoniza a opereta João Ratão, ao lado de Estêvão Amarante. Continuou a coleccionar sucessos, ao lado de Maria Lalande e Irene Isidro (Raparigas Modernas, de Leandro Torrado), sendo ainda dirigida por Maria Matos em A Portuguesa, de Carlos Vale. Já aluna do Conservatório Nacional de Teatro celebriza-se em A Casta Susana, de Georg Okonkowikski. Termina o Conservatório, com 18 valores. Populariza-se no palco do Teatro Variedades, com Vasco Santana e Mirita Casimiro na peça Chuva de Filhos, de Margaret Mayo.
Em 1946 dá-se a sua estréia no cinema, aparecendo no filme de Leitão de Barros, Camões. Por esta interpretação, Eunice ganha o prémio do SNI - Secretariado Nacional de Informação, para a melhor actriz cinematográfica do ano. Um Homem do Ribatejo (1946), de Henrique Campos e Os Vizinhos do Rés-do-Chão (1947), de Alejandro Perla, são os trabalhos que se seguem.
Em 1948 regressa ao Teatro Nacional para protagonizar Outono em Flor, de Júlio Dantas. Seguidamente Espada de Fogo, de Carlos Selvagem, encenado por Palmira Bastos, é um êxito retumbante.
Trabalha novamente no cinema, protagonizando A Morgadinha dos Canaviais, de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari (1949), adaptado do romance homónimo de Júlio Dinis. Participa ainda num filme de Henrique Campos.
Volta aos palcos em 1950, com a comédia Ninotchka, de Melchior Lengyel, contracenando com Igrejas Caeiro, Maria Matos e Vasco Santana. Em 1951 ingressa na Companhia do Teatro Ginásio, dirigida por António Pedro. Dessa época salienta A Loja da Esquina, de Edward Percy. Passa pelo Teatro da Trindade e retira-se por quatro anos da actividade teatral, para exclamação dos jornais, dos críticos e do público. A sua re-apariçao dá-se em Joana D' Arc, de Jean Anouilh, no palco do Teatro Avenida. Multidões perfilam-se pela Avenida da Liberdade, desejosas de obter um bilhete para ver Eunice, que a crítica aclama como genial.
Em 1957, depois da peça A Desconhecida, de Pirandello ingressa juntamente com Maria Lalande, Isabel de Castro, Maria José, Ruy de Carvalho, Fernando Curado Ribeiro e Fernando Gusmão no Teatro Nacional Popular, sob a direcção de Ribeirinho, onde interpreta Shakespeare (Noite de Reis), Júlio Dantas (Um Serão Nas Laranjeiras) e Luiz Francisco Rebello (Pássaros das Asas Cortadas), entre outros autores.
Já nos anos 1960, passa para a comédia na Companhia de Teatro Alegre, ao Parque Mayer, ao lado de nomes como António Silva ou Henrique Santana. No Teatro Monumental fez O Milagre de Anna Sullivan, de William Gibson (Prémio de Melhor Actriz do SNI ex-aequo com Laura Alves - 1963).
Aparece então com regularidade na televisão, em peças repetidas por desejo expresso do público, como O Pomar das Cerejeiras, de Anton Tchekov; A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho; Recompensa, de Ramada Curto; Os Anjos Não Dormem, de Armando Vieira Pinto; ou séries, como Cenas da Vida de Uma Actriz, doze episódios de Costa Ferreira, ao lado de sua mãe, Mimi Muñoz.
Regressa à comédia, contracenando com Virgílio Teixeira e Igrejas Caeiro em Mary-Mary no Teatro Variedades. Em 1965 Raúl Solnado funda a Companhia Portuguesa de Comediantes (CPC), no recém inaugurado Teatro Villaret. Eunice recebe o maior salário, até aqui nunca pago a uma actriz dramática: 30 contos mensais. A peça de estréia é O Homem Que Fazia Chover, de Richard Nash, encenado por Alain Oulman. Seguiram-se interpretações de Tennessee Williams e Bernardo Santareno.
Regressa ao Teatro Variedades e ao Teatro Experimental de Cascaisonde protagoniza Fedra, de Jean Racine em 1967.
Em 1970, com José de Castro a Companhia Somos Dois, com a qual faz uma longa tournée por Angola e Moçambique, dirigida por Francisco Russo em Dois Num Baloiço, de William Gibson. Estréia-se na encenação com A Voz Humana, de Jean Cocteau.
Em 1971 volta ao palco do Teatro da Trindade (Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro), ao lado de João Perry para fazer O Duelo, de Bernardo Santareno. No mesmo ano integra uma nova formação artística no Teatro São Luiz onde interpreta José Régio. Com a proibição pela censura, a poucas horas da estréia, de A Mãe, de Stanislaw Wiktiewicz, em que Eunice era a protagonista, o director da companhia, Luiz Francisco Rebello, demite-se e cessa a actividade desse conjunto prometedor.
Dedica-se, então, à divulgação de poetas que ama, quer em disco, quer em recitais, dando voz a Florbela Espanca ou António Nobre, voltando ao teatro para interpretar As Criadas, Jean Genet, juntamente com Glicínia Quartin e Lurdes Norberto, na encenação do argentino Victor Garcia, no Teatro Experimental de Cascais. Faz uma longa tournée por África na companhia de Carlos Avilez, onde se contam as peças Fedra, de Jean Racine, e A Maluquinha de Arroios, de André Brun.
Volta aos palcos portugueses apenas em 1978, integrada na companhia do reaberto Teatro Nacional D. Maria II, onde viverá êxitos enormes, interpretando peças de Donald Coburn, John Murray, Bertolt Brecht, Hermann Broch, Athol Fuggard, Eurípedes, entre outros, trabalhando com encenadores como João Perry, João Lourenço ou Filipe La Féria em Passa por Mim no Rossio (1992).
Aparecera também em vários filmes, tendo uma interpretação antológica, em Manhã Submersa, de Lauro António (1980) e Tempos Difíceis, de João Botelho (1987).
Em 1991, celebram-se os seus 50 anos de Teatro, com uma exposição no Museu Nacional do Teatro, sendo Eunice condecorada, em cena aberta, no palco do Teatro Nacional, pelo Presidente da República, Mário Soares, quando envocava, de forma magistral, a figura de Estêvão Amarante, na revista-homenagem, de Filipe La Féria.
Estréia-se em telenovelas com uma notável interpretação em A Banqueira do Povo, de Walter Avancini, em 1993.
A Maçon, escrito pela romancista Lídia Jorge propositadamente para Eunice, vai a cena em 1997 no palco do Teatro Nacional.
A Casa do Lago (2001), de Ernest Thompson, encenado por La Féria, foi a cena no Politeama em 2001.
Em 2006 representou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, com a peça Miss Daisy, encenada por Celso Cleto.
Em 2007 co-protagoniza com Diogo Infante Dúvida de John Patrick Shanley, sob a direcção de Ana Luísa Guimarães no Teatro Maria Matos. Em Maio de 2008 é agraciada com o Globo de Ouro de Mérito e Excelência.
Em 2009 regressa ao Teatro Nacional D. Maria II com a peça O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, sob a encenação de Diogo Infante.
Em 2011 volta à cena com "O Comboio da Madrugada", de Tennessee Williams, sob a encenação do mestre Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais.

-Trabalhos-

Teatro:
Vendaval (1941)
Raparigas Modernas (1942)
Riquezas da Sua Avó (1943)
Frei Luís de Sousa (1943)
Labirinto (1944)
A Portuguesa (1944)
João Ratão (1944)
A Casta Susana (1945)
Chuva de Filhos (1945)
Cuidado com a Bernarda! (1946)
A Noite de 16 de Janeiro (1947)
Outono em Flor (1949)
A Loja da Esquina (1951)
João da Lua (1952)
L’Alouette (1955)
Joana d'Arc (1956)
A Continuação da Comédia (1957)
Noite de Reis (1957)
Um Serão Nas Laranjeiras (1958)
Os Pássaros de Asas Cortadas (1959)
O Pomar das Cerejeiras (1960)
O Cão do Jardineiro (1961)
Três em Lua de Mel (1961)
Os Direitos da Mulher (1962)
A Dama das Camélias (1962)
O Milagre de Ann Sullivan (1963)
O Adorável Mentiroso (1963)
Mary, Mary (1964)
Recompensa (1964)
Os Anjos Não Dormem (1964)
Lições de Matrimónio (1965)
O Homem Que Fazia Chover (1965)
O Cão do Jardineiro (1965)
As Raposas (1966)
Verão e Fumo (1966)
Fedra (1967)
Édipo de Alfama (1967)
Deliciosamente Louca (1967)
O Ídolo (1967)
Oração (1969)
Os Dois Verdugos (1969)
Dois Num Baloiço (1970)
A Voz Humana (1970)
O Duelo (1971)
A Salvação do Mundo (1971)
As Criadas (1972)
A Maluquinha de Arroios (1974)
O Ser Sepulto (1976)
Os Amantes Pueris (1976)
Hamlet (1980)
Xarope de Orgiata (1981)
Portugal e os Seus Poetas (1981)
Gin Game (1982)
Play (1983)
As Memórias (19??)
Mãe Coragem e os Seus Filhos (1986)
Baton (1988)
Zerlina (1988)
Passa Por Mim no Rossio (1992)
O Tempo e o Quarto (1993)
O Caminho Para Meca (1994)
As Fúrias (1994)
Tordesilhas - O Sonho do Rei (1995)
As Troianas (1996)
A Maçon (1997)
Madame (2000)
A Casa do Lago (2001)
Miss Daisy (2006)
Dúvida (2007)
O Ano do Pensamento Mágico (2009)
O Comboio da Madrugada (2011)

Cinema:
Camões, de Leitão de Barros (1946)
Um Homem do Ribatejo, de Henrique Campos (1946)
Os Vizinhos do Rés-do-Chão, de Alejandro Perla (1947)
A Morgadinha dos Canaviais, de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari (1949)
Ribatejo, de Henrique Campos (1949)
Cantiga da Rua, de Henrique Campos (1950)
O Trigo e o Joio, de Manuel de Guimarães (1965)
Manhã Submersa, de Lauro António (1980)
A Fachada, de Júlio Alves (1986)
Repórter X, de José Nascimento (1987)
Matar Saudades, de Fernando Lopes (1988)
Tempos Difíceis, de João Botelho (1988)
Entre os Dedos, de Tiago Guedes e Frederico Serra (2008)

Televisão:
A Banqueira do Povo (1993), de Walter Avancini - Dona Benta (Protagonista) - RTP
Todo o Tempo do Mundo (1999), de Tozé Martinho - Maria Sá Couto (Protagonista) - TVI
Porto dos Milagres (2001), de Aguinaldo Silva - Cigana (Participação especial) - Rede Globo
Olhos de Água (2001), de Tozé Martinho - Natália Negrão (Elenco principal) - TVI
Sonhos Traídos (2002), de Maria João Mira - Alice Silva (Elenco principal) - TVI
Coração Malandro (2003), da Casa da Criação - Antónia Brás Teles (Elenco principal) - TVI
Mistura Fina (2004), da Casa da Criação - Guadalupe Lampreia (Protagonista) - TVI
Dei-te Quase Tudo (2005), de Tozé Martinho - Amélia Capelo (Participação especial) - TVI
Ilha dos Amores (2007), de Maria João Mira - Emília (Participação especial) - TVI
Olhos nos Olhos (2008), de Rui Vilhena - Rosário Silva Pereira (Participação especial) - TVI
Equador (2008), de Rui Vilhena e Miguel Sousa Tavares - Cigana (Participação especial) - TVI
Mar de Paixão (2010), de Patrícia Müller - Alice Simões (Participação especial) - TVI


-AUTOGRAFO DE EUNICE MUÑOZ

Francisco Menezes



- Francisco Ferreira da Silva Azevedo Menezes ,nascido no Porto a 8 de Outubro de 1973 é um humorista portugues.
Viveu em Lisboa até aos sete anos, regressou ao Porto e outra vez a Lisboa onde vive agora.
Francisco Menezes ficou conhecido pelas suas várias presenças no "Levanta-te e Ri" (SIC), mas começou a sua carreira na ex-Ntv (agora RTPN) com dois programas de humor, de autoria e interpretação sua, o "N cromos" e "O desterrado", tendo depois passado pela RTP com outro programa seu, "Portugal FM". Antes disso fez rádio, cantou em casinos, e até trabalhou na secção de congelados do Continente.
De 2009 a 2011 apresentou o programa da manhã da SIC "Companhia das manhãs" ao lado de Rita Ferro Rodrigues.


- AUTOGRAFO DE FRANCISCO MENEZES

Francisco Mendes



- Carlos Francisco Diogo Lucas Teixeira Mendes, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 1 de agosto de 1973 é um cantor e apresentador portugues.

Filho de Carlos Mendes e Ana Maria Lucas, teve desde muito cedo contacto com a música, o teatro, televisão e rádio.

Privou com grandes nomes da Cultura e vivenciou na primeira pessoa grandes projectos musicais como é o caso do grande espectáculo 'Só Nós Três' com Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo Carvalho.

Em 2000 edita um álbum em nome próprio 'Dá-me Luz' álbum que diz ser o seu "Primeiro Filho" e que o projecta para um outro nível de mediatismo.

Entre 2004 e 2006 juntamente com o maestro Armindo Neves e o músico Yami apresenta "Apareçam" espectáculo musical onde o cantor, ao jeito de um espectáculo de café concerto, passa em revista as suas memórias musicais.

- Curiosidades:
Aceitou o desafio do Big Brother Famosos em 2002 por pura curiosidade.

Bem-disposto e teimoso, o cantor define-se «um desportista e amante da natureza». Daí que passe muito do seu tempo livre a fazer bodyboard, jogar futebol e a praticar capoeira (os seus desportos favoritos). Ler, ver televisão e ir à praia são outros dos seus hobbies.

Em criança sonhava ser arqueólogo, mas encontrou na música a sua grande paixão. Ter conseguido lançar um CD com as suas canções é o projecto de que mais se orgulha.

A mentira é aquilo que mais o desilude.
Defeitos? Francisco aponta a teimosia como o maior de todos. Em contrapartida, a sua maior qualidade é o sentido de humor.

Adora acordar com música, a companhia ideal quando precisa de descontrair. As férias perfeitas para Francisco Mendes seriam passadas com a sua companheira, numa viagem sem destino. Se pudesse escolher um local para passar o resto da vida, o cantor escolheria um sítio junto à praia.

Os malmequeres são as flores preferidas do cantor e o branco, a cor de que mais gosta. Se pudesse levar um animal para a casa do Big Brother Famosos, levaria um cão. Mas se fosse um animal, seria um golfinho «porque é um animal muito inteligente». Presente que mais gosta de dar e receber? «Música». Por isso, se fosse um objecto seria um piano, «para dar música às pessoas».

Mário Soares é a figura pública que Francisco Mendes mais admira. Se fosse responsável por um cargo político seria Ministro da Cultura, «para dar mais importância e apoio aos artistas portugueses».


- AUTOGRAFO DE FRANCISCO MENDES

Marco António Costa




- Identificação:

Nome: Marco António Ribeiro dos Santos Costa
Data Nascimento: 18 de Maio de 1967
Naturalidade: Fânzeres, Concelho de Gondomar, Distrito do Porto
Estado Civil: Casado, duas filhas


- Habilitações Literárias:

Licenciatura em Direito, pela Universidade Católica do Porto.



- Actividades Profissionais:

Profissão: Advogado / Consultor Jurídico



- Outras Actividades já Exercidas:

Chefe de Projectos Nacionais de Luta Contra a Pobreza;

Chefe de Projecto Social no âmbito do Programa Integrar;

Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Valongo (1994 /1997);

Vereador da Câmara Municipal de Valongo (1997 - 2001), com os Pelouros da Cultura, Juventude e Turismo, Habitação e Urbanismo;

Vice-Presidente da Câmara Municipal de Valongo, responsável pelos Pelouros de Urbanismo e Desenvolvimento Económico do Concelho (Industria, Comércio, Gabinete do Empresário, Projecto Polis; PROCOM, Candidaturas a Fundos Comunitários/Nacionais e Contratos Programa);

Presidente do Conselho de Administração dos Serviços de Água e Saneamento do Município (desde 1998/2003);

Presidente da Comissão Fiscalizadora do Contrato de Concessão Municipal de Águas e Saneamento (desde 2000/2003;

Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Habitação - Vallis Habita (desde 1998/2003);

Membro do conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento Regional - PRIMUS S.A;

Membro da Assembleia Intermunicipal - LIPOR

Representante Permanente do Município de Valongo na Assembleia Geral das Águas de Douro e Paiva S.A..;



- Funções Exercidas:

Coordenador do GP/PSD para a Comissão Eventual dos Fogos Florestais;

Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Segurança Social da Família e da Criança do XVI Governo Constitucional;

Deputado à Assembleia da República, na X Legislatura (mandato suspenso);

Deputado IX e Vice-Presidente da Bancada Parlamentar do Partido Social Democrata na Assembleia da República com os seguintes pelouros:

Matérias adstritas à 9ª Comissão (Obras Públicas, Transportes e Comunicações) e 10ª Comissão (Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas);

Vice-Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia


- FUNÇÕES QUE ACTUALMENTE EXERCE:

Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social do XIX Governo Constitucional


AUTOGRAFO DE MARCO ANTÓNIO COSTA

Pedro Guedes



- Pedro Guedes apresentador e modelo português nasceu em 1 de Maio de 1979 no Porto.

É agenciado pela Central Models e já participou em vários desfiles nacionais e internacionais. Foi o apresentador, juntamente com Vanessa Oliveira, do programa À Procura do Sonho em Agosto de 2010, aos domingos, na SIC.

Estreou-se como modelo em 1997, juntamente com o irmão gémeo, Ricardo Guedes, num desfile da Moda Lisboa, sendo depois recrutado pela Central Models.

Os gémeos já tiveram vários contratos para passagens de modelos e sessões fotográficas em Portugal e no estrangeiro, participam com frequência no Moda Lisboa e Portugal Fashion, já representaram marcas como a Emporio Armani, Tommy Hilfigger, a Versace e a Versus. Já participaram em desfiles em Nova Iorque e Paris. E fizeram trabalhos para revistas como a L'uomo Vogue, a Arena Homme, Wallpaper, a Vogue Sposa e a GQ.

- Curiosidades:
Pedro Guedes é casado com a modelo Telma Santos de quem tem uma filha.


AUTOGRAFO DE PEDRO GUEDES

Sofia Cerveira



- Sofia Cerveira nascida em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1975, é uma apresentadora portuguesa.

Começou a sua actividade como modelo fotográfico, estando agenciada actualmente na Elite Models. Contudo, como afirma, a moda sempre foi um passatempo na sua vida.
Em 1996, iniciou a sua carreira profissional com a apresentação da «Meteorologia», na RTP. Dois anos depois, já apresentava o programa de música «Os Reis do Estúdio».
Um passo marcante na sua evolução profissional foi o programa de viagens «Os Destinos de Sofia», ainda na RTP, que a tornou definitivamente conhecida do grande público. A partir daí, até à SIC, foi um passo: entre 2001 e 2005 apresentou «Caras Notícias» e «Cartaz» na SIC Notícias, «Cartaz Cultural», na SIC, entre outras participações como repórter em várias galas e eventos.
Durante a sua estadia de aproximadamente um ano e meio no Brasil, colaborou com o canal GNT, da TV Globo, e teve a seu cargo as entrevistas com personalidades brasileiras para o programa «Êxtase» e, posteriormente, para o semanário Expresso.
Em 2007, de regresso a Portugal, participou em diversos especiais, como «Globos de Ouro», «15
anos SIC» e «Família Superstar». Do seu curriculum constam também a autoria e apresentação do
lançamento de várias telenovelas brasileiras em Portugal.
Actualmente apresenta o programa semanal da SIC «Episódio Especial», centrado no mundo
das telenovelas brasileiras e portuguesas.


AUTOGRAFO DE SOFIA CERVEIRA

Bárbara Guimarães



- Bárbara Guimarães , nascida em Sá da Bandeira (Angola), a 21 de Abril de 1973, é uma profissional de televisão portuguesa.

Filha de um escultor e de uma professora primária, abandonou o curso de Relações Internacionais da Universidade Lusíada de Lisboa, para se profissionalizar no jornalismo. Estreou-se na TVI, como repórter e pivot de informação, a que se seguiu a apresentação dos magazines culturais Primeira Fila e 7 ponto 15. Na SIC ganha popularidade como entertainer, apresentando Chuva de Estrelas e Furor. É ainda co-autora e apresentadora de Duetos Imprevistos, ao lado de António Vitorino de Almeida. Ainda na década de 1990 passa pela rádio, em Culto, na Antena 1. Quando surge a SIC Notícias volta aos magazines culturais com Sociedade das Belas-Artes, seguindo-se Oriente e Páginas Soltas, todos eles programas de entrevistas.

Actualmente mantém-se como o rosto da apresentação das edições anuais dos Globos de Ouro e do Campeonato da Língua Portuguesa, voltando regularmente ao entretenimento, também na SIC.

É casada com o professor universitário e ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho, de quem tem dois filhos: Dinis Maria, de seis anos, e Carlota Maria, nascida dia 10 de Outubro de 2010.


- SAPATOS USADOS POR BÁRBARA GUIMARÃES NA XII GALA DOS GLOBOS D´OURO EM 2007.
(Adquiridos em leilão)


AUTOGRAFO DE BARBARA GUIMARÃES

Ana Bola



- Ana Bela dos Santos Simões ,conhecida artisticamente como Ana Bola nascida em Lisboa a 2 de Junho de 1952 é uma actriz portuguesa.

Frequentou o Lyceé Français Charles Lepierre e terminou o curso de Secretariado do Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa. Fazia teatro amador quando conheceu o actor Henrique Viana, que a levou a estrear-se no Teatro Adóque, com a comédia 1926 Noves Fora Nada (1976).
Popularizada pela televisão, onde se iniciou com participações nos programas O Fungagá da Bicharada (1976) e O Passeio dos Alegres (1981), assinou sitcoms como A Mulher do Sr. Ministro (1994), acabando por iniciar com Herman José uma longa colaboração, a partir de 1987, data de Humor de Perdição e Casino Royal. Actualmente divide a sua actividade de actriz com a de autora de textos humorísticos, tendo assinado a autoria das peças teatrais Avalanche (Teatro Villaret, 2006) e Celadon (Casino Estoril, 2005). Para a televisão escreveu os guiões da série Vip Manicure onde representa juntamente com Maria Rueff.
Além disso integrou o conjunto Os Amigos, ao lado de Paulo de Carvalho, Luisa Basto, Fernando Tordo, Eduardo Silva e Fernando Piçarra, que vence o Festival RTP da Canção de 1977. Em 1981 fez parte do côro da canção de Carlos Paião, Play-back (juntamente com Peter Petersen), vencedora do Festival RTP da Canção desse ano, que representaria Portugal no Festival Eurovisão da Canção 1981, realizado na Irlanda.


- AUTOGRAFO DE ANA BOLA

Maria Rueff



- Maria de Deus Rueff ,nascida na Beira em Moçambique a 1 de Junho de 1972, é uma actriz portuguesa.

Referência como actriz de comédia na sua geração, esteve prestes a ingressar na Faculdade de Direito de Lisboa, mas veio a optar pela representação. Diplomou-se em Formação de Actores, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
Em 1991 estreia-se profissionalmente numa peça do castelhano Francisco Ors, Quem muda a Fralda à Menina?, sob a direcção de Armando Cortez, no Teatro Villaret. Com o actor João Baião inicia uma série de cafés-teatro na noite de Lisboa, onde é descoberta por Herman José e recomendada a Ana Bola, que a leva para a televisão.
Participou em Os Bonecos da Bola (1993) e popularizou-se como Rosa, a empregada doméstica da sitcom A Mulher do Senhor Ministro (1994).
Fez rábulas no talk-show de Marco Paulo, Eu Tenho Dois Amores (1994) e, a partir de Herman Zap (1996), passa a integrar o elenco dos programas de Herman José — Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998), Herman 99 (1999), entre outros.
A partir de 2000 integrou o HermanSIC, criando figuras conhecidas do grande público, como Zé Manel Taxista, Rosette ou Idália, esposa de Nelo na rubrica Nelo e Idália. Em 2001 estreava-se a solo, em O Programa da Maria, ajudando a revelar novos talentos, como Nuno Lopes, Pedro Tochas ou Mina Andala. Voltou esporadicamente ao teatro, em peças como Inox, com textos de Rui Zink, Clara Ferreira Alves, entre outros (2002), Antes Eles Que Nós, de João Quadros (2005), Celadon (2005) e Avalanche (2006), com autoria de Ana Bola. No cinema, além de vários telefilmes, apareceu em Os Imortais de António Pedro Vasconcelos (2003), A Passagem da Noite, de Luís Filipe Rocha (2003) e Filme da Treta, de José Sacramento (2006).
Na rádio assina e interpreta a rubrica Os Cromos da Bola, transmitida semanalmente na TSF.

Curiosidades:
- Foi casada com o actor José Pedro Vasconcelos, com quem teve uma filha.
- Actualmente vive em união de facto com o humorista Bruno Nogueira.


AUTOGRAFO DE MARIA RUEFF

Angélico Vieira (Faleceu a 28 de Junho de 2011)



- Sandro Milton Vieira Angélico, conhecido como Angélico Vieira, nascido em Lisboa a 31 de Dezembro de 1982 foi um cantor e actor português.

Aos 21 anos trabalhou como modelo para a agência DXL Models. Frequentava o 3º ano de gestão de empresas, quando surgiu a oportunidade de entrar para a série "Morangos com Açúcar", em que a sua personagem tinha o nome "David". Foi esta série a sua rampa de lançamento para a banda D'ZRT, da qual fazia parte.
Depois de três anos, os quatro elementos decidiram que "é momento de terminar" e assim aconteceu. Cada um seguiu com os seus trabalhos. Em 2008, após abandonar os D'ZRT, treinou Kung-Fu durante 6 meses no templo de Shaolin, na China. Angélico Vieira continua ligado a música e já lançou o seu primeiro álbum a solo com o nome "Angélico". No dia do seu lançamento, a 29 de Setembro de 2008, o seu disco foi logo anunciado como "disco de ouro".

Participou na boyzband D'ZRT por vários anos. Lançou um álbum a solo e gravou a música do genérico de Secret Story - A Casa dos Segredos 2010 na TVI.

No dia 25 de Junho de 2011, Angélico sofre um grave acidente de automóvel na A1 (sentido Porto-Lisboa), sofrendo um traumatismo crânio-encefálico muito grave, sendo operado nesse mesmo dia no Hospital Santo António no Porto.

Na sequencia do acidente Angélico Vieira vem a falecer a 28 de Junho de 2011.

- 1º Álbum a Solo -
1. Intro
2. Insaciável
3. Namorada
4. Nada a fazer feat. Black Company
5. Bailarina
6. Bem-vindo ao show feat. SP
7. Só Love (part II) feat. Neuza
8. Mama África
9. Crazy
10. Esse é o meu ragga (remix)feat. Ruben Gomes
11. All night long
12. Gostasses de mim
13. Saudades

- Novelas -
Morangos com Açúcar - David
Dance Dance Dance - Bruno Medeiros
Doce Fugitiva - Angélico Vieira
Feitiço de Amor - Leonardo
Espírito Indomável - Simão Teixeira

- Filmes -
20,13 Purgatório


- FOTO AUTOGRAFADA POR ANGELICO VIEIRA

Sónia Brazão (Sónia Margarida Miranda da Fonseca)


- Sónia Margarida Miranda da Fonseca , conhecida por Sónia Brazão (apelido que adoptou em homenagem à bisavó), nascida a 1 de Fevereiro de 1975, é uma actriz, cantora e modelo portuguesa.

- Biografia:
Começou a dançar com apenas oito anos de idade. É formada no Conservatório, onde entrou aos 12 anos, estudando ballet clássico e danças modernas e contemporâneas. Iniciou um hóbi como pintora de tecidos. Aos 19 anos uma lesão num joelho impediu-a de trabalhar nessa atividade durante um ano, durante o qual foi vendedora numa butique, e à noite cantava em bares para os amigos. Integrou o coro do grupo Fúria do Açúcar. Viveu durante um ano na Figueira da Foz.

Depois de um casting para um programa de TV, foi convidada para participar num espetáculo de vaudeville em Lisboa, e pouco depois integrou a girlsband Tentações. Figura alta e elegante, cativou as atenções. Foi apresentadora da TVI no programa "Ri-te, Ri-te" (2000). Em 2002 foi apresentadora da campanha política do PSD. Ainda na TVI, apresentou também o show "Reis da Música Nacional" (2001).

-As participações como atriz são:
Participação Especial em Médico de Família, SIC 1998
Elenco Principal, Cristina Prata em Super Pai, TVI 2000
Elenco Principal, Carolina em Nunca Digas Adeus, TVI 2001
Elenco Principal, Dulce em Bons Vizinhos, [TVI]] 2002
Elenco Principal, Beatriz Sampaio em Amanhecer, TVI 2002
Participação Especial em Maré Alta, SIC 2004
Participação Especial em Inspector Max, TVI 2005
Elenco Principal, Julieta Borges em Morangos com Açúcar, TVI 2006
Elenco Principal, Gabriela em Detective Maravilhas, TVI 2007
Elenco Principal, Idália em Casos da Vida (2008), TVI 2008
Elenco Principal, Susana Mendes em A Outra, TVI 2008
Elenco principal, Teresa Rodrigues em Deixa que te Leve, TVI 2009
Elenco principal, Laura em Mar de Paixão, TVI 2010

A 3 de junho de 2011, Sónia Brazão sofreu queimaduras graves na sequência de uma explosão, descrita como "muito violenta", que ocorreu no seu apartamento situado no 4ºandar do numero 73 da Avenida da República em Algés, concelho de Oeiras.
Segundo declarações de um amigo de Sónia Brazão, a actriz encontrava-se em estado grave, com queimaduras de 1º e 2º graus.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Algés, Carlos Carvalho, disse que a actriz teria cerca de 90% do corpo queimado e que estava consciente quando os bombeiros chegaram ao local.

Depois de mais de um mês e meio internada no Hospital de São José, a atriz Sónia Brazão teve alta a 18de Julho de 2011 e fez questão de enviar uma mensagem aos amigos e fãs: "Estou bem! Tem sido uma grande luta mas tenho vivido um dia de cada vez".

De acordo com declarações do seu agente, Ricardo Azedo, ao "Correio da Manhã", Sónia Brazão deixou o hospital "pelo seu próprio pé" e encontra-se em casa do irmão, Luís Fonseca.

O agente da atriz garante ainda que "a pele regenerou-se por completo" e que, mesmo com 80% do corpo queimado, "Sónia não ficou marcada". Os tratamentos da atriz vão continuar em regime ambulatório.


- AUTOGRAFO DE SONIA BRAZÃO

Alina Vaz


- Alina de Moura Guerreiro Vaz ,nascida em Faro a 19 de janeiro de 1936, é uma atriz portuguesa.

ALINA VAZ É NATURAL DO ALGARVE,MAS CEDO SE RADICA EM LISBOA.
COMO ACTRIZ FEZ PARTE DO ELENCO DE DIVERSAS COMPANHIAS .
PARA ALEM DO CURSO DO CONSERVATORIO,ALINA VAZ FREQUENTOU VARIOS OUTROS CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO DA TECNICA TEATRAL ,NOMEADAMENTE COM PETER BROOKS.
ESTREIA-SE AINDA ALUNA DO CONSERVATORIO ,NA PEÇA "REI LEAR" COM ENCENAÇÃO DE RIBEIRINHO EM 1955.
COMO PROFISSIONAL ESTREIA-SE NO TEATRO NACIONAL DONA MARIA II EM 1959 NA PEÇA " OS COMEDIANTES" COM ENCENAÇÃO DE ROBLES MONTEIRO.
NA COMPANHIA DE COMEDIAS DE LAURA ALVES,NO TEATRO MONUMENTAL SOB A EMPRESA DE VASCO MORGADO PARTICIPOU EM " A MULHER DO ROUPAO" , " CRIADA PRA TODO O SERVIÇO" , " A POBRE MILIONARIA" , " A FLOR DE CACTO" E AINDA EM " A PREGUIÇA" , " EMPRESTA-ME O TEU APARTAMENTO" , " A MALA DA BERNARDETTE" E " COM JEITO VAI VIRGINIA".
AO LONGO DA SUA CARREIRA REALIZOU VARIAS DIGRESSOES TANTO EM PORTUGAL COMO PELO ESTRANGEIRO,DESTACANDO-SE A SUA PARTICIPAÇAO NO FESTIVAL CERVENTINO(MEXICO),FESTIVAL EL PASO(MEXICO) E NO FESTIVAL RAINHA SOFIA(ESPANHA).

- CARREIRA -

2005 -Camilo Em Sarilhos (serie)
2004 -Uma Aventura (serie)
2003 -O Padre Camilo (filme)
2002-2003 -Amanhecer (serie)
2002 -Camilo, o Pendura (serie)
2002 –O Dinheiro Não Traz Felicidade
2001 -A Senhora das Águas (serie)
2001-2002 -Avó Marta
2000-2001 -Ajuste de Contas (serie)
2000 -A Noiva (filme)
2000 -A Loja de Camilo (serie)
2000 –Self Service
2000 -Esquadra de Polícia (serie)
1998 -Bom Baião (serie)
1997 -Cuidado com o Fantasma (serie)
1997 -O Vampiro
1997 -As Aventuras do Camilo (serie)
1996 -Camilo & Filho Lda. (serie)
1995 -A Pulga Atrás da Orelha (filme)
1994 -Uma Vida Normal
1994 -Milongo (filme)
1992 -Aqui D'El Rei! (filme)
1990 -Andam Ladrões Cá em Casa (filme)
1988 -Passerelle (serie)
1988 -O Romance da Raposa (serie) (voz)
1984 -Chuva na Areia (serie)
1980 -Retalhos da Vida de um Médico (serie)
1980 -Jesus Cristo em Lisboa (filme)
1979 -A Recompensa (filme)
1970 -A Maluquinha de Arroios (filme)
1969 -O Ladrão de Quem se Fala (peça teatro)
1961 -As Pupilas do Senhor Reitor (filme)
1961 -As Aventuras de Eva (serie)
1959 -A Costureirinha da Sé (filme)
1958 -Sangue Toureiro (peça teatro)
1958 -O Homem do Dia (peça teatro)
1957 -Um Pedido de Casamento (filme)

TEM SIDO CONSTANTE A SUA PARTICIPAÇÃO EM PEÇAS RADIOFONICAS COMO INTERPRETE E ADAPTADORA DE CONTOS E ROMANCES.
É VARIAS VEZES CONVIDADA PARA ESPECTACULOS DE POESIA.


- AUTOGRAFO DE ALINA VAZ

Nuno Duarte ( Os Homens da Luta )



- Nuno Ricardo Rodrigues Duarte ,nascido a 01 de Novembro de 1974 nos suburbios de Lisboa, já foi tudo... artista, arrumador de copos, barman, motorista, manipulador de bonecos...na contra informação...enfim....fez um pouco de tudo.FOI HÁ LUTA..não ficou à espera...e agora está na berra...como Jel no Homens da Luta.

Nuno Duarte, é SEM DÚVIDA, o "enfant terrible" da televisão e dos políticos... Jel e o seu irmão Falâncio, no fundo um Zeca Afonso e um José Mario Branco dos tempos modernos que se manifestam contra "o grande capital como se vivessem o PREC".
São conhecidos os seus protestos num treino da selecção nacional, no tunel do marquês, durante um discurso do presidente da República, Cavaco Silva.

Em 2010, os Homens da Luta concorreram ao Festival RTP da Canção, integrando na lista para a votação on-line, de onde passaram 24 às semifinais. No entanto a sua canção foi desqualificada devido ao não cumprimento das regras do Festival de Portugal, nem do festival internacional.

Em 2011, voltaram a candidatar-se e desta vez ganharam com o tema "A Luta é Alegria" (letra: Nuno Duarte (Jel); música: Vasco Duarte (Falâncio) ), indo representar Portugal na final da Eurovisão em Dusseldorf, na Alemanha. Após a votação dos júris distritais, encontravam-se em sexto lugar, no entanto passaram para o primeiro lugar com a votação do público. Uma vez que o grupo é composto por comediantes e não cantores, algumas pessoas mostraram-se insatisfeitas com a sua vitória.

- Curiosidades:

:Formou a banda "VIOLA-ME ELECTRICA" em 2002.
:Trabalhou na banda "THE GIFT" durante dois anos.


- AUTOGRAFO DE JEL (NUNO DUARTE)

Mariza (Marisa dos Reis Nunes)


- Marisa dos Reis Nunes ,nascida em Moçambique a 16 de Dezembro de 1973, é o nome de nascimento da fadista portuguesa Mariza, segundo ela própria corrige na TSF à conversa com Carlos Vaz Marques em 2003, «cantadeira de fados».

Tem sido presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, a Ópera de Sydney ou o Royal Albert Hall. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».

Marisa dos Reis Nunes nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na antiga Lourenço Marques, à época capital da província ultramarina portuguesa de Moçambique. É filha de pai português, José Brandão Nunes, e mãe moçambicana, Isabel Nunes. Nasceu prematura, de seis meses e meio sem qualquer justificação clínica aparente, e, segundo declarações da cantora à SIC, o pai considerava-a o bebé mais feio que alguma vez vira. Segundo ela «ainda tinha as orelhas coladas e os olhos por abrir» e o próprio pai pensou que não sobreviveria.

Ao colo da mãe, com três anos, chegou ao Aeroporto da Portela em Lisboa, pela primeira vez em 1977. Na actual Maputo, o pai trabalhara como gerente de uma empresa Holandesa de nome Zuid. Durante o êxodo das famílias portuguesas nas antigas colónias ultramarinas portuguesas, o pai abandonou Moçambique com a família mais chegada, escolhendo Lisboa para recomeçar uma nova vida. Instalaram-se em Corroios e mais tarde no n.º 22 da Travessa dos Lagares, na Mouraria.

Em 1979 reabriram o restaurante Zalala no bairro típico de Lisboa, Mouraria, berço do fado e frequentado por inúmeros fadistas de referência, como Fernando Maurício e Artur Batalha bem como Alfredo Marceneiro Jr, filho de Alfredo Marceneiro, que levou Mariza com 7 anos a cantar pela primeira vez num ambiente profissional na Casa de Fado Adega Machado. Zalala, hoje fechado, o restaurante onde Mariza cresceu, foi assim nomeado em homenagem a uma praia moçambicana.

Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Segundo ela, o pai estava «sempre a ouvir fado e, na hora das refeições, nunca se via televisão; ouviam-se discos, sempre de fado…» Fernando Farinha, Fernando Maurício, Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, entre muitos outros, eram os predilectos de José Nunes, e foram os que mais influenciaram a forma de cantar de Mariza.

Com cinco anos de idade, recebeu o seu primeiro xaile, e começou então a moldar a voz que a tornou famosa. Sobre o estabelecimento onde aprendeu a cantar o fado e onde actuou pela primeira vez aos cinco anos, já envergando um xaile negro, Mariza referiu:
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!"

Ali cruzou-se «com tantos fadistas que as suas caras já se esfumam na memória». O restaurante permanece fechado há vários anos mas ainda conserva na porta a placa com o seu nome e uma legenda que diz «O cantinho do artista».

Apenas na adolescência começou a ser levada a sério como cantora, mas os pais admitiram em várias entrevistas saberem que a filha tinha um «dom». O primeiro fado que interpretou no Zalala foi Os Putos, de Carlos do Carmo, que o seu pai lhe ensinou fazendo desenhos em toalhetes de papel. Ainda a menina não sabia ler, e era a forma de decorar os fados preferidos pelo pai, assim como Ó Ai Ó Linda e Menina das Tranças Pretas.

O recreio da escola primária da Mouraria era um palco para a menina de seis anos. Em entrevista ao Correio da Manhã, a antiga auxiliar de educação da escola, Dª. Fernanda, referiu qua a jovem fazia uma roda com as colegas e depois ia para o meio delas onde cantava, com as professoras de vigia nos vestíbulos ou atrás das janelas, para que não se sentisse constrangida.

Outro dos seus hobbies era o sapateado, praticado à porta de casa com caricas de Coca-Cola coladas nos sapatos. Cantava em casa e, a cumprir o papel de microfone, utilizava latas de laca e desodorizantes. «Era a minha imitação do Fred Astaire!», declarou posteriormente.

Já na adolescência, Mariza passa a frequentar a Escola Secundária Gil Vicente. Era hábito seu fugir de casa para ir ouvir as noites de fado para o Grupo Desportivo da Mouraria, onde permanecia à porta, já que não lhe permitiam a entrada.

Até se assumir como fadista cantou diversos géneros musicais como, pop, gospel, soul e jazz. Na época, não caía bem entre os amigos dizer que um dos seus hobbies era cantar fado. Formou com alguns amigos uma banda de covers de nome Vinyl, e costumavam cantar no bar Xafarix, em Lisboa. Mais tarde formou os Funkytown.

A música brasileira era uma atracção para Mariza que viveu durante cinco meses no Brasil, no ano de 1996.
Mariza, Foto de José Goulão

Foi numa das mais típicas casas de fados de Lisboa, o Sr. Vinho, propriedade de Maria da Fé e de José Luís Gordo, situada na Lapa, que Mariza começou a cantar mais profissionalmente. «Maria da Fé foi praticamente a professora dela aqui», segundo José Luís Gordo, que chegou a escrever dois fados para a intérprete. A primeira música que cantou em público foi Povo que lavas no rio. Cantou também no Café Café, propriedade de Herman José.

- Primeiro disco e internacionalização

Em 1998 actua, a convite da Caixa Económica Luso-Belga, em Bruxelas e Amesterdão.

Em 1999 é convidada por Filipe La Féria para a lista de cantores que homenagearam Amália Rodrigues num espectáculo no Coliseu de Lisboa (e depois no Coliseu do Porto), transmitido em directo pela TVI. Entre as músicas que cantou estava Oiça lá ó Sr. Vinho e Estranha Forma de Vida.

O disco de estreia era para ser apenas uma edição privada, feita por insistência de João Pedro Ruela, mas acabou por ser editado em 32 países. Não conseguiu contrato de nenhuma editora discográfica portuguesa. No entanto, uma editora holandesa, a World Connection, decidiu apostar na fadista editando o seu primeiro disco em vários países.

2001 foi o ano em que Mariza editou o seu primeiro álbum, Fado em Mim, primeiro em Portugal e depois em 32 países. Entre as principais faixas do disco encontram-se Chuva, Ó Gente da Minha Terra e Oiça lá ó senhor vinho.
Já na sua primeira digressão pelo estrangeiro, Mariza pisa palcos como o New Jersey Performing Arts Center e o Hollywood Bowl.

O disco é uma espécie de tributo a Amália Rodrigues, já que muitas das músicas eram do seu repertório. Uma das músicas que conseguiu melhor repercussão foi Chuva. Barco Negro surge também numa versão bastante diferente da original, ritmada pela percussão de João Pedro Ruela. Loucura, uma das mais emblemáticas músicas do seu repertório, iniciou não só este disco como dois dos seus principais concertos: o concerto em Lisboa, nos jardins da Torre de Belém, do qual se originou um álbum que recebeu uma nomeação para um Grammy Latino, e o concerto no Pavilhão Atlântico com convidados especiais, a 8 de Novembro de 2007, dado simultaneamente à festa de entrega dos Grammys para os quais estava nomeada.

Com este CD surgiram as primeiras tournés no estrangeiro e os primeiros prémios e nomeações. O primeiro prémio que recebe foi atribuído, em 2001, ao álbum Fado em Mim pela crítica alemã - Deutsche Schallplatten Kritik, com Mariza.

Deu os primeiros concertos fora de Portugal através de convites de vários teatros e salas. Nos EUA, por exemplo, entre a plateia de um espectáculo estava a esposa do secretário de estado do país, Colin Powell, que se fazia acompanhar pela esposa de um senador. Apresentou o seu disco no Central Park de Nova Iorque e no Hollywood Bowl de Los Angeles, mas numa entrevista referiu ter gostado mais do espectáculo que deu no grande auditório do New Jersey Performing Arts Center, por ser um espaço mais pequeno e intimista.

O CD vendeu muito bem em Portugal, liderando os tops portugueses, tal como todos os restantes álbuns da fadista viriam a liderar (tendo em 2007 conseguido a proeza de ter 3 álbuns seus simultaneamente no top dos 15 mais vendidos de Portugal). Nos Países Baixos também obteve sucesso comercial, assim como no Reino Unido e na Finlândia. Nos EUA o álbum chegou a atingir o sexto lugar dos mais vendidos na área de world music.

No Mundial de Futebol de 2002, interpretou o hino nacional português antes do início do jogo entre a Coreia do Sul, que jogava em casa, contra a selecção de Portugal.

- Primeira digressão

Faz uma digressão pelo mundo, passando pela Tailândia, Itália, Holanda, EUA ou Espanha. A convite da entidade reguladora do espectáculo, participou no Festival Womad 2002 (organização da Real World de Peter Gabriel), em Reading, no Reino Unido. O seu concerto no festival de world music foi gravado e lançado numa edição limitada para coleccionadores, Live at WOMAD 2002. Entre as faixas, as que mais se denotam são Primavera e uma imponente interpretação de Estranha forma de vida.

Em 2002, no decorrer da promoção deste disco participou pela primeira vez no programa da BBC, Later with Jools Holland, noutro programa de TV francês e foi capa da revista Folk Roots. Depois retornou a Portugal onde actuou para sala cheia, no Rivoli, a 27 de Setembro, e no Grande Auditório do CCB, a 1 de Outubro, duas das grandes salas portuguesas de espectáculos. Sobre esses dois espectáculos e em resposta à pergunta feita por vários jornalistas de várias publicações, Mariza fez uma declaração que ficou famosa e se tornou um emblema da comunicação social sempre que regressa das tournés do estrangeiro a Portugal:
"…isto é como voltar a casa para receber a bênção dos pais."

De regresso a Londres a 24 de Novembro, esgotou com dois meses de antecedência o Purcell Room do The Royal Festival Hall, onde actuou no âmbito do Festival Atlantic Waves.

- Fado Curvo

Um ano depois de Fado em Mim edita Fado Curvo, que repete o sucesso do anterior obtendo a quadrupla platina novamente. O tema principal desta produção de Carlos Maria Trindade foi Cavaleiro Monge.

Porém, a música que mais se destaca é Primavera, poema sublime da autoria do escritor e poeta lisboeta David Mourão-Ferreira, e proveniente do repertório amaliano. Tornou-se uma das grandes paixões de Mariza, algo que refere cada vez que o canta ao vivo, e antes deste disco ser gravado, já fazia parte do repertório dos espectáculos da intérprete. A 8 de Novembro de 2007, no concerto no Pavilhão Atlântico, a intérprete foi aplaudida de pé durante seis minutos consecutivos no final da interpretação de Primavera. Sobre a música Mariza referiu numa entrevista:

A par desta, destacam-se outras músicas, entre elas, uma homónima do disco, Fado Curvo, da autoria de Carlos Maria Trindade, música esta que estreita a relação do fado com a dança, devido ao seu teor alegre e mais contemporâneo. Segundo a intérprete, este fado relaciona-se com a sua vida pessoal e com a vida de qualquer ser-humano, já que esta nunca é linear.

No álbum interpreta Caravelas, baseado num poema de Florbela Espanca, da qual também já havia gravado um fado no CD anterior, e logo a seguir canta um poema de Gil do Carmo, um registo mais leve e contemporâneo, que se refere à cidade de Lisboa e ao Tejo. É igualmente a música mais curta do disco, com 1:59 min. Anéis do meu cabelo é outro dos temas do álbum, com base num poema de António Botto que parece ter sido feito à medida da imagem da intérprete.

O álbum inclui um fado de Coimbra, da autoria de Zeca Afonso. Mariza, pelo que ela própria conta em entrevista ao Público com Miguel Francisco Cadete, interrogou-se com a interpretação deste fado, pelo seu significado político e pelo simples facto de que não é costume as mulheres cantarem fados de Coimbra:

"Resisti muito a cantar esse tema. Em primeiro lugar porque as mulheres não cantam fado de Coimbra. Em segundo porque era uma letra de Zeca Afonso e as suas letras têm sempre outros sentidos. Ou seja, é muito difícil cantar fado de Coimbra, porque tão depressa se está nos graves como em notas muito altas. […] A letra tem uma carga política tremenda, mas não sei se as pessoas vão olhar para isso. Soube há pouco a história desse tema, contada pelo próprio Zeca Afonso. Ele tinha ido em viagem ao Porto, a meio dos anos 1970, e viu um homem a urinar para dentro de uma lata. Aquilo perturbou-o muito e chamou-lhe a atenção para o bairro onde decorria a cena: um bairro muito pobre e cinzento."

A música ser-lhe-ia útil a partir de 2005, aquando da sua nomeação como Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, e esta era uma forma cantada de transmitir uma mensagem ao público.

- Melhor Artista da Europa de World Music

Disco que mistura um pouco de diversos estilos e que abriga uma visão mais madura do fado e uma tentativa de exploração e inovação da parte dos produtores, letristas e da própria intérprete, Fado Curvo é considerado o «CD da semana» pela BBC Radio, em 2003. Também em 2003 recebe um dos mais prestigiados e importantes prémios da sua carreira: uma nomeação da BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music. Vence o galardão europeu e, em 2006, volta a ser nomeada na mesma categoria. Recebe também novamente pelo novo álbum, o prémio atribuído pela Deutsche Schallplatten Kritik, a crítica alemã, vencendo de seguida o prémio de «Personalidade do Ano» pela AIEP.

Já em 2004 recebe a Medalha de Mérito Turístico (grau ouro) da Secretaria de Estado do Turismo e o prémio European Border Breakers Award no MIDEM, em Cannes. Os leitores da revista Lux, na sequência da atribuição destes prémios a Mariza, elegem-na como «Personalidade do Ano» na área da Música.

Neste mesmo ano, a convite de autoridades e embaixadas egípcias, apresentou-se como convidada de honra no X Cairo International Song Festival 2004. Quando chegou ao aeroporto e ao evento, as individualidades que a esperavam, espantaram-se por não estar acompanhada por nenhum comité da embaixada portuguesa ou por personalidades do governo de Portugal. Na Sérvia, quando esta ainda se encontrava unida ao Montenegro, esgotou um espectáculo e aqueles que não conseguiram bilhetes concentraram-se no exterior do edifício, até lhes abrirem a porta à assistência do espectáculo.

- O primeiro DVD

Um dia antes de receber o galardão da BBC Radio das mãos de Michael Nyman, Mariza deu um concerto em Londres, que registou um dos momentos altos da sua carreira e do qual saiu o DVD Mariza Live in London. Foi o seu primeiro DVD, editado a 28 de Junho de 2004, tendo sido gravado e editado em parceria com a BBC, com realização de Janet Fraser Crook e produção de Alison Howe.

Neste ano de 2004, canta em dueto com Sting, no disco Unity gravado por ocasião dos Jogos Olímpicos.

- Concerto no Rock in Rio Lisboa
Mariza no Rock in Rio, Lisboa.

Em 2004 é convidada a representar o fado e as raízes lusas no Palco Raízes de um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio. Neste ano, o festival realizou-se na Bela Vista, em Lisboa, e Mariza foi uma das convidadas portuguesas para o espectáculo, que reuniu numa tarde de Primavera, 6 de Junho, mais de oito mil pessoas na assistência.

Tem também uma pequena participação no Palco Mundo, durante o concerto de Daniela Mercury, que a convidou para interpretar consigo dois temas bem conhecidos do público lusófono: Fascinação e Garota de Ipanema. Mariza apareceu em palco com um blazer preto e uma saia esvoaçante preta com rosas estampadas, e ambas cantaram uma união entre culturas, nomeadamente, Portugal e Brasil.

- O terceiro disco

Mariza envia em 2004 um convite a Jacques Morelenbaum, conceituado produtor brasileiro, que há mais década trabalha com Caetano Veloso na produção dos seus discos, incluindo Fina Estampa. para trabalhar no seu novo disco. O convinte foi aceite e resultou no disco Transparente, um disco que homenageia a sua avó africana, e que mistura novas sonoridades ao fado, entre uma busca pelas raízes moçambicanas de Mariza, uma sonoridade jazzística nova-iorquina, uma exploração dos cantares minhotos e do nordeste brasileiro e uma interpelação da música clássica, que marcou o fado contemporâneo.
"Eu sinto que há uma coincidência entre a minha vida e o fado. Mestiçagem tem um grande significado para mim"

Na edição do álbum em Espanha, Mariza interpreta a música juntamente com José Maria Merced, desta vez, em castelhano. Meu Fado Meu, outro dos temas de Mariza, foi também interpretado para, esta edição, em castelhano.

Apresenta o disco, pela primeira vez, ao vivo, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

Em 2005 é nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF e, logo em seguida, é nomeada Embaixadora de Hans Christian Andersen em Portugal, pelo embaixador da Dinamarca no país, a propósito das comemorações do bicentenário do escritor.
Mariza e Ivan Lins, foto de José Goulão.

* Prémio Fundação Amália Rodrigues Internacional

Entretanto, em 2005, a Fundação Amália Rodrigues atribui-lhe o prémio da fundação, como intérprete que mais contribui para a divulgação da música portuguesa no estrangeiro. Em 2006, ainda no procedimento da digressão obtem um dos seus principais prémios: é nomeada para um Globo de Ouro, na categoria de Melhor intérprete, e vence o galardão, que representa o principal galardão da música em Portugal. Tornou-se Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique, pelas mãos do presidente da repúbilca de então, Jorge Sampaio.

- Nova digressão e Live 8

Todo este «virar de página» emergiu também no mundo através de uma larga digressão que passou por algumas das maiores salas de espectáculos do mundo. Actuou no Olympia com a presença do seu pai que sonhava vê-la actuar nesse emblemático auditório. Numa entrevista, a mãe chegou a referir que pensou «que a Mariza não conseguia encher o Olympia. Pensava que iriamos passar uma vergonha.» Todavia, os bilhetes esgotaram-se e a sala parisiense encheu-se para ouvir um concerto de fado.

Seguiram-se a Ópera de Frankfurt, o Royal Festival Hall de Londres, Skopje Universal Hall, na Macedónia, o Le Carré de Amesterdão, o Palau de la Música de Barcelona e uma nova «grande conquista» para a música tradicional portuguesa, a 7 de Outubro de 2005, com um concerto no grande auditório do mítico Carnegie Hall, em Nova Iorque, que também lotou.

Em 2005 é convidada a integrar os concertos do Live 8, em Cornwall, contra a pobreza no mundo e em prol da paz mundial, que reúne todos os anos os mais célebres artistas internacionais. Apresenta-se no palco numa tarde de Sábado, a 2 de Julho, com o mesmo vestido que usaria durante o concerto nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa. Foi a primeira portuguesa a participar nos concertos do Live 8.

* Concerto na Ópera de Sydney

Mas foi outro o concerto que mais sobressaiu nesta nova digressão mundial. Em 2006, durante duas noites seguidas, a Ópera de Sydney encontra-se lotada para assistir ao concerto de Mariza. A sua primeira vez neste palco mundialmente célebre, reúne também a nomeação para um prémio, os Helpmann Awards, na categoria de Best International Contemporary Concert, na Austrália.

Esta digressão foi acompanhada pelo próprio Jacques Morelenbaum na condução da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, e com vários convidados especiais como Carlos do Carmo, Rui Veloso ou Tito Paris.

- Concerto em Lisboa

Após a gravação de Transparente, a artista iniciou uma longa digressão pelo mundo,[15] incluindo por Portugal, juntamente com Jacques Morelenbaum e com a companhia da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, uma das melhores e mais prestigiadas da Europa. Na noite de 6 de Setembro de 2005, durante a mesma digressão, oferece nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa, um espectáculo ao qual acorreram mais de 25.000 pessoas para assistir.

O concerto foi gravado, e dele resultaram um álbum e um DVD, homónimos. O CD Concerto em Lisboa foi editado em 6 de Novembro de 2006.

O álbum teve duas edições, uma delas especial e limitada, com 18 faixas. O DVD incluía uma gravação produzida pela BBC da actuação da fadista numa casa de fados do Bairro Alto, a Tasca do Chico, e imagens e making of do concerto.

A este concerto, seguiram-se, em Novembro do mesmo ano, duas actuações no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto.

Em Janeiro começa a rodagem do filme de Carlos Saura, Fados, no qual, Mariza é a protagonista.

- Nomeação para o Grammy Latino

O concerto em Lisboa foi considerado um espectáculo de excepção pela imprensa, mas também por várias organizações. Já em 2007, com o álbum e o DVD editados, entre cerca de 5000 gravações enviadas para a organização, Concerto em Lisboa, o álbum, é um dos quatro nomeados para o Grammy Latino na categoria de Folk Music.

Mariza tornara-se a primeira portuguesa nomeada para os Grammy latinos. Foi um momento importante no seu percurso no fado. A sua nomeação causou o corrupio da imprensa nacional em torno de si. No entanto, Mariza referiu sempre que não acreditava que fosse ganhar o gramofone, mas que esta já era uma vitória para Portugal e que abriu as portas para que outros artistas portugueses possam ser nomeados. Uma das suas respostas em relação ao Grammy foi:
"Já tenho dito em entrevistas, que não sei se sou suficientemente latina…"

- Música com Sal
Mariza, foto de José Goulão

Antes do anúncio do vencedor do prémio, a 6 de Julho deste mesmo ano, Mariza (durante a segunda fase da realização da reportágem em Primeira Pessoa, para a SIC, conduzida por Conceição Lino) encontrava-se em Aveiro, onde à noite, pelas 21h:30min daria um espectáculo juntamente com o ministro da cultura do Brasil, Gilberto Gil. O palco foi o Estádio Municipal de Aveiro, que pela primeira vez recebeu um concerto nas suas instalações.

Segundo o JN,[17] a idéia deste espectáculo começou a esboçar-se em Dezembro de 2006, quando Gilberto Gil visitou a Universidade de Aveiro para receber o doutoramento Honoris Causa. Nessa altura, surgiu a oportunidade de levar Gilberto ao Estádio Municipal, e a possibilidade manteve-se em aberto.

Da possibilidade de actuação, surgiu também a parceria com um artista português, e a escolha caiu sobre Mariza. Assim, juntaram-se no mesmo palco um ícone da música portuguesa e outro da música brasileira e criaram uma iniciativa que tinha como propósito comemorar a lusofonia à qual deram o nome de Música com Sal.

Assim, o programado no alinhamento, foi a subida de Mariza ao palco e interpretação de alguns fados, até a fadista dar lugar a Gilberto Gil, e depois subia ao palco novamente e cantavam ambos em parceria. Jacques Morelenbaum esteve presente em palco, na condução da Orquestra Filarmónica das Beiras.

Entre o repertório do espectáculo estiveram uma estrondosa interpretação de Primavera, uma entoação em parceria com Gilberto Gil de Transparente, e a cumprir um dever que lhe foi incumbido pela UNICEF, canta também com o ministro brasileiro e um dos nomes maiores e mais radiantes da MPB, A Paz. Mariza entoou também Fascinação e outros de sempre, assim como o hit maior de todo o seu percurso Ó gente da minha terra, Há uma música do povo e Chuva. Gilberto Gil cantou Aquele Abraço, A Novidade e Beira Mar.

No entanto, o espectáculo em si, ficou àquem das expectativas, já que eram esperadas oito mil pessoas, e apareceu um pouco mais da metade. Mas chegou para fazer as honras da casa, já que Mariza, impressionada com a reacção do público, prometeu gravar ali em Aveiro um DVD, ao vivo, algo recebido com uma ovação. Na assistência do espectáculo, estiveram os seus pais, que também foram entrevistados por Conceição Lino. Como media partners, teve a SIC, que promoveu o concerto com vários anúncios televisivos, o Jornal de Notícias, o Rádio Clube Português e o Jornal de Aveiro. Em suma, foi um dos concertos mais espectantes da sua carreira.

- Late Show With David Letterman

Em Outubro, Mariza encontrava-se nos Estados Unidos, na decorrência de uma tournée pelo país de 13 concertos que incluia duas das mais ilustres salas de espectáculos do mundo. A 10 de Outubro o programa da RTP1, Portugal no Coração, fazia uma homenagem a Herman José e contava com a intervenção de vários convidados amigos do humorísta. Mariza encontrava-se em Nova Iorque, mas homenageou Herman através de uma chamada telefónica que o surpreendeu. Mariza não poupou elogios ao seu amigo e aproveitou para convidá-lo a juntar-se a ela em Nova Iorque. Aproveitou a ocasião, para dizer que à noite iria estar num programa de telvisão da CBS e, no outro dia, actuaria no Carnegie Hall.

Esse programa era nem mais, nem menos que o Late Show With David Letterman, um dos mais célebres talk-shows norte-americanos, com uma audiência média entre 18 e 20 milhões de espectadores. David Letterman é também um dos mais famosos e influentes apresentadores de TV dos EUA, e o seu programa estava no ar há 25 anos. Mariza cantou para cerca de 25 milhões de espectadores Ó gente da minha terra no programa. No fim da estridente actuação, a fadista recebeu uma enorme ovação do público e a dirigir-se a si para a cumprimentar Letterman foi exclamando «Oh, my Goodness!», «Beautifull, incredible!». Foi a primeira portuguesa convidada para o programa.

Segundo declarações da cantora numa entrevista sobre o assunto ao Correio da Manhã, a fadista referiu que no dia seguinte ao programa, foi várias vezes abordada nas ruas de Nova Iorque para a congratularem pela actuação. O vídeo da actuação foi um dos vídeos mais vistos do Youtube, na semana em que foi posto em circulação na net. Entre os mais de 25 milhões de espectadores, Warren Beatty ligou para o número pessoal de Frank Gehry, para que este lhe fornecesse o contacto de Mariza, o que levou o jornalista Miguel Azevedo, numa reportágem no Correio da Manhã, a apelidá-lo de «nome de peso» na lista de «fãs ilustres» da fadista.

No dia seguinte, cantou, já pela segunda vez, para auditório esgotado no Carnegie Hall. Algumas imagens do concerto foram gravadas e incluíram uma reportágem da SIC, na qual Mariza surgia a cantar Recusa perante o público nova-iorquino. Interpretou os habituais temas como Louura, Maria Lisboa, Barco Negro e deixou o palco por minutos, para dar lugar a uma guitarrada, as Variações de Armandinho. A fadista não se fez rogada e experimentou a particularmente boa acúsitca do auditório. Desceu à plateia com os guitarristas, que apoiaram um pé numa caixa de madeira posta no chão, de forma a segurar as guitarras, e cantou sem microfone para o público. Depois empenhou-se em dar um «quê» de fado a Summertime, a interpretação que se seguiu, em inglês, e do original de Nat King Cole, cantou à capella Smile. No final, e para a metade de portugueses que preenchia os lugares da sala, interpretou Ó gente da minha terra.

- Parceria com Frank Gehry

Foi um dos concertos mais aguardados de 2007, assim como um espectante concerto que no Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, depois de passar também pelo Lobero Theatre em Santa Barbara, não fosse o arquitecto Frank Gehry a desenhar o palco onde a intérprete actuou. A proposta veio de Gehry, e seria a primeira vez que este trabalharia em parceria com uma artista musical. Idealizou uma taberna portuguesa, mais acolhedora e intimista, que o fizesse recordar Lisboa e o seu ambiente bairrista. Nos seus planos estava também o desenho dos vestidos que Mariza usaria, mas acabou por delegar a escolha à própria, que elegeu o habitual João Rôlo, para um vestido negro, e um estridente vestido prateado de traços futuristas, por Fátima Lopes, que completava as linhas contemporâneas da taberna e do auditório. Novamente, a sala esgotou para receber Mariza a 28 de Outubro, na conclusão da sua digressão nos EUA.

Depois de uma passagem pelo México, onde esteve pela primeira vez, tornou a Portugal, para um dos concertos mais aguardados de Lisboa, esgotado à cerca de um mês.

- Concerto no Pavilhão Atlântico
Mariza no concerto no Pavilhão Atlântico, foto de José Goulão.

Mariza chegou a Portugal, vinda do México, e recebeu a notícia de que os bilhetes para o seu concerto em Lisboa estavam esgotados há um mês. De facto, a decorrência simultânea dos Grammys para os quais estava nomeada ao concerto foi um grande chamariz para o público. Contudo, nem a própria imprensa esperava que o Pavilhão Atlântico, nas suas possibilidades máximas com lugares sentados (12.500), fosse lotar para receber um concerto de fado. Um dos objectivos do espectectáculo era assumir um dos compromissos estabelecidos com a UNICEF, que nomeou Mariza, em 2005, como Embaixadora da Boa Vontade. Parte das receitas da bilheteira do Pavilhão Atlântico reverteram então, a favor da UNICEF.

Durante todo o dia 8 de Novembro, Mariza esteve a preparar, junto dos seus convidados, aquele espectáculo, o qual a própria denominou «Festa da Lusofonia». Entre os convidados estavam incluidos Rui Veloso, a Sinfonietta de Lisboa, Felipe Mukenga, Carlos do Carmo, Ivan Lins e o cabo-verdiano Tito Paris, da mesma editora de Mariza, a World Connection. Entre o repertório, estavam alguns dos temas mais famosos da lusofonia.

Na zona do Pavilhão Atlântico, todas as entradas de rotundas estavam congestionadas, o trânsito acumulava filas em todas as faixas, os próprios estacionamentos encontravam-se lotados. Às portas do Pavilhão alargavam-se as filas para entrar no recinto. No entanto, a maioria do público conseguiu chegar a tempo do início. O espectáculo foi marcado para as 22h:00min e começou somente com um atraso de cinco minutos.

Entrou a Orquestra Sinfonietta de Lisboa em primeiro lugar, desta feita conduzida por Vasco Pearce de Azevedo. Testaram os instrumentos de cordas, e de seguida entrou o combi de guitarristas, Vasco Sousa, António Neto e Luís Guerreiro, e os percurssionistas, João Pedro Ruela e Viky. E, ao invés de começar no palco, como seria de esperar, começou num grande ecrã sobre este, com umas cenas do filme Fados, de Carlos Saura, nomeadamente, a interpretação de Meu fado meu, juntamente com Miguel Poveda; ele em castelhano, ela em português, com a companhia de dois bailarinos. Por fim,sim, entrou Mariza batendo palmas ao público, e como habitualmente, vestida por João Rôlo. O vestido era negro, justo, e parecia abrir uma clarabóia perto da coxa, onde se percebia um folho. O traje foi completado com um bolero negro e vários colares de voltas a lembrar as origens africanas, que naquela noite seriam igualmente recordadas.

* Alinhamento do concerto

1. Loucura Mariza
2. Há uma música do povo Mariza
3. Chuva Mariza
4. Barco Negro Mariza
5. Duas lágrimas de orvalho Mariza e Carlos do Carmo
6. Canoas do Tejo Carlos do Carmo
7. Lisboa Menina e Moça Carlos do Carmo
8. Cavaleiro Monge Mariza
9. Combi Combi Felipe Mukenga
10. O mal que eles nos fazem Felipe Mukenga
11. Dilombe (?) Felipe Mukenga
12. Sodade Tito Paris, Mariza, Felipe Mukenga
13. Dança ma mi criola Tito Paris
14. Verdianinha Tito Paris
15. Madalena Ivan Lins
16. Quando ela passa por mim Ivan Lins
17. Garota de Ipanema Ivan Lins
18. Lembra de mim? Ivan Lins
19. Fado do sonho Ivan Lins
20. Começar de novo Ivan Lins e Mariza
21. Transparente Mariza e Rui Veloso
22. Jura Rui Veloso
23. Não queiras saber de mim Rui Veloso e Mariza
24. Feira de Castro Mariza
25. Oiça lá ó Sr. Vinho Mariza
26. Primavera Mariza
27. Meu fado meu Mariza
28. Ó gente da minha terra Mariza

Iniciou o alinhamento com Loucura, como começa muitos dos seus espectáculos. Seguiu-se o «desejo de bom serão» naquele seu concerto e pouca fala, já que a fadista referiu não ter palavras para descrever o que sentia. Prosseguiu com Há uma música do povo e depois Chuva, largamente aplaudida. Com a participação da secção rítmica, interpretou Barco Negro balançando-se pelo palco ao som dos tambores.

Eis que a fadista começa a falar acerca das suas referências maiores no fado, apontando que se fosse falar sobre todas, ficaria ali a noite toda. Referiu então as três maiores: Fernando Maurício, a «única» Amália Rodrigues e outro se nhor que viria a entrar no palco, a meio da interpretação de Duas lágrimas de orvalho. Com uma versão acompanhada pelas guitarras e de forma menos melancólica, chega Carlos do Carmo ao palco, que no final da actuação beijou Mariza na testa, como se de um pai se tratásse. Mariza retirou-se do palco, deixando-o entregue ao fadista.

Começou nova música, e o público entusiasmado começou a bater palmas, paradas logo a seguir, a pedido de Carlos do Carmo. Interpretou o emblemático Canoas do Tejo, em conjunto com o público. Seguidamente surgiu a primeira ovação em pé, da noite. Em género trocista, Carlos do Carmo virou-se para Mariza e disse-lhe: «Oh miúda, não me disseste que tinhas a claque preparada!» Seguiu-se Lisboa menina e moça, também cantado com o público. Chegou Mariza ainda no meio da música e ambos dançaram juntos a canção. Mariza atirou depois uma frase, em ironia, aos puristas que tanto criticaram o filme Fados, de Carlos Saura:
"Viram?! Quem é que diz que o fado não pode ser dançado? É claro que pode ser dançado…"


Antes da fadista cantar Cavaleiro monge dedicou-a a um amigo que se encontrava na plateia. Depois subiu ao palco Felipe Mukenga, cantando O mal que eles nos fazem e Dilombe. Subiram Mariza e Tito Paris de uma só vez, e, em conjunto com Mukenga, cantaram a mítica morna de Cesária Évora, Sodade.

Saíram, novamente Mariza, sempre ajudada pelos assistentes devido aos sapatos de salto, e Mukenga, para dar lugar a uma animada Dança mami criola de Tito Paris. Verdianinha foi o tema que se lhe seguiu. Depois de Tito, subiu ao palco o convidado brasileiro, sem antes uma apresentação de Mariza, que começou por cantar a asua música mais célebre, Madalena. Surgiu então o terceiro mais esperado da noite, Ivan Lins, que se sentou em frente a um órgão e se atrapalhou um pouco com a tecnologia de som, lançando algumas piadas sobre o assunto. Cantou Madalena. Depois seguiram-se novos problemas de som, que tiveram de ser resolvidos por um técnico da assistência, devido à «inexperiência tecnológica» de Ivan… Seguiu-se o tema Quando ela passa por mim, depois Garota de Ipanema, a emblemática bossa-nova, e a segui-la, Lembra de mim?. Com Carlos do Carmo de novo em palco, começaram a Cantar Fado do sonho, da autoria de Ivan. Chegou finalmente Mariza para interpretar com Ivan Começar de novo.

Saiu Ivan e chegou, apoiado em muletas, Rui Veloso, para cantar e tocar com Mariza, Transparente. Mariza sai novamente e Rui Veloso começa a cantar Jura. Mariza surgiu de novo para cantar uma extasiante versão de Não queiras saber de mim. Seguiu-se a saia, também escrita por Rui Veloso, Feira de castro e logo de seguida Oiça lá ó Sr. Vinho. Segui-se uma das canções mais esperadas da noite, Primavera, na qual Mariza encheu todo o enorme Pavilhão Atlântico com toda a sua garra e extensão vocal. Foi ovacionada de pé durante cerca de seis minutos. Depois começou a interpretação de Meu fado meu, original de Paulo de Carvalho.

Despediu-se do público com acenos e saiu e, após uma valente ovação, entrou, como já havia sido programado, para cantar o seu emblemático hit. Porém antes disso falou outra vez com o público:
Cquote1.svg Sei que há por aí alguma ansiedade devido a um dito cujo prémio [o grammy]. Pois bem, esse prémio foi para a Colômbia… Como vêem, fiz bem em escolher ficar aqui com a gente da minha terra! Boa noite!

Deixando o anúncio por que todos esperavam, ou seja, de que não tinha arrecadado o Grammy Latino, prossegue com Ó gente da minha terra. Interrompeu a meio, tendo que se voltar para trás, começando a lacrimejar. Depois desceu ao público, acto repetido várias vezes, e continuou a cantar acenando a todas a bancadas. Despediu-se e deu por encerrado o concerto.

Foi um concerto sem dúvida expectante, que reuniu critícas e elogios, enfim, a atenção de toda a imprensa. No entanto, esperava-se mais enérgico e uma presença maior de Mariza em palco. O concerto foi transmitido em directo pela Antena 1.

- Fados

Depois de Lisboa, Mariza teve em agenda concertos em Bruxelas e na Holanda, em Amesterdão, no dia 18, e em Tilburg, a 21 de Novembro.

Entretanto, é em Novembro que estreia em Portugal o filme de Carlos Saura, Fados, que completou a triologia inciada anos antes pelo autor, documentários musicais sobre três grandes gêneros de música urbana tradicional, que se tornaram ícone do país de origem. Flamengo, Tango e agora Fados.

Fados, que começou a ser rodado em Janeiro, surge, ao invés de um filme, como um documentário musical que imortalizou o fado na película e o tratou com toda a contemporaneidade que merece, aliando-lhe alguns dos mais famosos artistas de world music na sua interpretação, tornando-o novamente dançável, como era quando surgiu pelos bairros de Lisboa carregado pela voz dos boémios e nas guitarras apoiadas à perna. O filme é tido igualmente como um ataque aos puristas e conservadores.
Mariza, foto de José Goulão

Entre os artistas que participam estão Mariza, com três aparições em cena, para cantar Tranparente, depois um fado-flamengo dividido com Miguel Poveda, Meu fado meu e mesmo no final Ó gente da minha terra. Outra das participações mais aclamadas, a par de Mariza, foi Carlos do Carmo também com três aparições, uma delas com Chico Buarque. Participaram também Camané, Lura, Brigada Victor Jara, Argentina Santos e Estranha forma de vida num falsete de Caetano Veloso. Teve-se honorifica presença da guitarra de Mário Pacheco, acompanhada em voz por Cuca Roseta, e outro nome de peso, Lila Downs, a cantar Foi na travessa da palha. O filme teve ainda outras participações.

Mariza untou-se à promoção do filme nos Estados Unidos e em Espanha. O filme reuniu tanto críticas como elogios, e uma das críticas apontadas, é o facto de se afastar da concepção natural do fado. O filme não foi aceite no Festival de Cinema de Cannes.

Entretanto consegue uma nova proeza, desta feita, ter três discos seus no top 15 de vendas, em Portugal, em primeiro lugar, Concerto em Lisboa. Durante 2007 também, uma foto da artista surge ao lado de mais cinco fotos de intérpretes da música do mundo, na margem superior da página da web da Songlines, em primeiro-plano. Na mesma barra surge a fotografia de outro intérprete lusófono, Gilberto Gil, que também em 2007 deu em Aveiro um concerto juntamente com Mariza.

* Comemorações dos 500 anos do Funchal

Depois de regressar da Europa Central, a convite da organização das comemorações dos 500 anos de fundação da cidade do Funchal, na Madeira, a intérprete agenda para dia 23 de Novembro um concerto no Madeira Tecnopolo.

O concerto, patrocinado pela TMN,[28] teve os seus bilhetes esgotados rapidamente, já que o espectáculo na Madeira há muito que era aguardado. A organização tentou que Mariza concedesse a autorização para entrar mais pessoas, além das duas mil previstas, já que a procura de ingressos era tão vasta. Mas a comitiva da fadista não o deixou.

Ainda no aeroporto a fadista foi recebida por um batalhão de jornalistas, mas somente se deixou fotografar, alheando-se de quaisquer declarações. Todavia, duas horas antes do concerto, concedeu uma conferência de imprensa onde referiu o agrado por participar no evento.
Mariza em concerto na Torre de Belém, 2008

A acompanhar o concerto, onde Mariza cantou os habituais temas de Concerto em Lisboa, teve o seu combi de cordas e percussão, e a Orquestra Clássica da Madeira, conduzida por Rui Massena. A expectativa maior recaía sobre Ó gente da minha terra.

Participou, já no fim do mês no concerto de Rui Veloso, no Palácio de Seteais, também já esgotado. No entanto, devido à falta de infra-estruturas com condições para acolher os espectadores e protegê-los do frio e da chuva que se faziam sentir, a plateia reduziu-se a metade, pois muitos abandonaram o recinto.

Em 2007 o seu mediatismo levou os criadores do Contra Informação, da RTP, a adicionarem o fantoche de Mariza à sua já vasta colecção. A fadista foi também caricaturada no programa dos Gato Fedorento, Diz que é uma espécie de magazine, onde foi apresentada como a «salvação da pátria».

Ao anúncio de uma pausa de sete meses para a gravação do novo trabalho, produzido, desta feita, por Javier Limón, seguiu-se o anúncio da edição de uma caixa de luxo, colocada à venda pela FNAC, em exclusivo e em edição limitada, no princípio de Dezembro, com a discografia de estúdio da cantora juntamente com os dois DVD's, um livro sobre o fado, e outras opções. Porém, devido a problemas de fabrico, essa edição foi posta à venda em Janeiro de 2008.

Participa então na campanha de promoção do Ministério do Turismo de Portugal, que contou com as figuras mais mediáticas portuguesas no estrangeiro, como José Mourinho, Cristiano Ronaldo ou Joana Vasconcelos. É ainda em Janeiro deste ano, que é a primeira convidada do talk-show de José Carlos Malato, Sexta-à-noite, e foi também a primeira a estrear o palco do programa, onde cantou Ó gente da minha terra.


A 9 de Maio de 2008, um novo concerto nos jardins da Torre de Belém, serviu para que Mariza apresentásse três dos temas do seu novo álbum, Terra, a editar no dia 30 de Junho em Portugal.

No mesmo mês foi divulgado a ligação à gravadora Blue Note Records, a mais importante editora de jazz do mundo.

Terra é o quarto disco de originais de Mariza, apresentado oficialmente a 16 de Junho de 2008 para a imprensa nacional e estrangeira na Culturgest, com a produção de Javier Limon. O disco baseia-se nas várias tournées realizadas por Mariza e é descrito como "orgânico", como "uma viagem". Inclui alguns fados clássicos, como Alfama e Rosa Branca, e outros com letra de David Mourão-Ferreira, como Recurso musicado por Mário Pacheco, Florbela Espanca, Paulo Abreu Lima e outros. Incluiu não só fados, mas também mornas, duetos (com Tito Paris e Concha Buika) e parcerias com Rui Veloso, Ivan Lins e Dominic Miller (guitarrista de Sting). O single é Rosa Branca.

A apresentação mundial ao público terá lugar dia 21 de Junho em Santarém (onde nunca deu um concerto), no Monumental Graça Celestino, um espaço com lotação para catorze mil pessoas. Até ao fim de 2008 a fadista tem agendados concertos em 18 países, entre os quais Espanha, Letónia, Luxemburgo, Reino Unido, Roménia e Bélgica, e inúmeras cidades, entre as quais Huelva, Badajoz, Barcelona, Timisoara, Paris, Amsterdão, Helsínquia, Sófia, Oslo, Riga e Budapeste, e, em Portugal, Viseu, Coimbra, Lisboa, Ponte de Lima e Pombal. A digressão levá-la-á, até ao final do ano, a várias cidades portuguesas, como e Pombal, e a dezoito países, entre outros.
[editar] Mariza e o fado contemporâneo
Mariza durante a interpretação do tema Rosa Branca, no final do concerto promovido pela EDP junto à Torre de Belém.

Apesar de reunir algumas críticas dos espectadores mais conservadores, Mariza foi a maior impulsionadora da nova geração de fadistas que surgiram depois do milénio, e uma das pessoas que mais contribuíram para o reconhecimento e o valor que fado conseguiu recuperar, tanto em Portugal como no estrangeiro.

* A influência de Amália Rodrigues

Mariza é hoje, indubitavelmente, a fadista mais reconhecida do fado contemporâneo, e reúne pelo menos três das características que Amália teve, e que muito impulsionaram o seu sucesso: ser proviniente de um bairro típico de Lisboa, ter uma excelente voz e a dramatização das suas interpretações. E Mariza conheceu a música de Amália já relativamente tarde, já que o pai só tinha o hábito de ouvir fadistas masculinos em casa. Acusada de explorar negativamente o repertório mais célebre de Amália, é inquestionável que Mariza revitalizou essas canções, colocando de novo o fado na ribalta, algo que não se via ainda na década de noventa. Para além disso, colocou o fado no topo da world music, levando-o aos mais ilustres palcos, como a Sala Kongresowa, em Varsóvia, a Ópera de Sydney e o Carnegie Hall, e colocando-o no top nacional de vendas da Finlândia e Holanda, algo impensável até à altura.

Mariza faz, cada vez mais, um fado muito autêntico e muito próprio, sendo considerada o expoente do fado experimental. Representa, além de tudo, um virar de página no Fado.

- Discografia

* Fado em Mim (2002), 4x Platina
* Fado Curvo (2003), 4x Platina
* Transparente (2005), 3x Platina
* Concerto em Lisboa CD (2006), 3x Platina
* Terra (2008), 3x Platina
* Fado Tradicional (2010)

- Videografia

* Mariza Live in London DVD (2004), Platina
* Concerto em Lisboa DVD (2006), 3x Platina

- Documentários

* Simon Broughton, Mariza and the Story of Fado, BBC & RTP, 2007.

- Colaborações

* Pirilampo Mágico (Maria João e Teresa Salgueiro) - Faz a Magia Voar (2003)
* Chill Fado - O Deserto [remix] (2004)
* Sting - A Thousand Years (2004)
* Carlos Guilherme - "Tudo Isto É Fado" (2005)
* Tim - Fado do Encontro (2007)
* Rui Veloso
* Paulo de Carvalho - O Meu Mundo Inteiro(2008)
* Boss Ac - Alguém me ouviu (Mantem-te firme) (2009)

- Prémios, nomeações e outras honrarias

* 2003 - Prémio BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2003 - Prémio da Deutscheschalplatten Kritik
* 2003 - Prémio Personalidade do Ano da AIEP
* 2004 - Medalha de Mérito Turístico (grau ouro) da Secretaria de Estado do Turismo
* 2004 - Prémio European Border Breakers Award do MIDEM
* 2004 - Convidada de honra no X Cairo International Song Festival 2004
* 2004 - OGAE Video Contest, por Cavaleiro Monge
* 2004 - Nomeação para os Prémios Internacionais Terenci Moix, na área das Artes e Ciências.
* 2005 - Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF
* 2005 - Convite para integrar os concertos do Live 8
* 2005 - Nomeação para o prémio BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2005 - Prémio Fundação Amália Rodrigues Internacional
* 2006 - Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim, na categoria de Melhor Música de Filme, por Ó Gente da Minha Terra no filme Isabella de Pang Ho-Cheung.
* 2006 - Globo de Ouro, na categoria de Música, como Melhor Intérprete Individual pelo álbum Transparente
* 2006 - Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique
* 2006 – Nomeação para os Helpmann Awards (Austrália), para o Melhor Concerto Contemporâneo Internacional
* 2006 – Nomeação para o prémio BBC Radio 3, como Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2006 – Nomeação para os Emma Gaala (Finlândia), como Melhor Artista Internacional
* 2007 - Nomeação para um Grammy Latino, na categoria de Folk Music
* 2007 - Apresentada pela revista Visão como uma das 25 mulheres mais influentes de Portugal.
* 2008 - Embaixadora do Turismo, pelo Instituto de Turismo de Portugal
* 2008 - Prémio Rádio Clube/O Metro, na categoria de Cultura
* 2008 - Medalha de Vermeil da Sociedade de Artes Ciências e Letras Francesa
* 2008 - Nomeação para um Grammy Latino na categoria de 'Melhor Álbum Folk' pelo CD 'Terra'.
o Foi escolhida para representar Portugal no projecto 100 most important Women in Europe.
* 2009 - Globo de Ouro para Melhor Intérprete Individual.

- Criticas e Comentários

Ao mesmo tempo que a sua enorme voz, o público era chamado à atenção por outra coisa: a sua imagem. O seu criador habitual é João Rôlo, que lhe permitiu uma imagem de alta-costura que impressionou até o público estrangeiro. Na sua imagem sobressai ainda mais a cor platinada do seu cabelo «à la garçonne». Esta imagem gerou várias críticas do puristas, cujos argumentos colocavam a imagem da fadista longe da imagem que (para eles) o fado deveria ter. Quando lhe colocaram esta questão Mariza referiu que «não foi nada programado».

Outra crítica que lhe foi apontada foi o excesso de temas originalmente interpretados por Amália Rodrigues. A esta Mariza respondeu:
Se aparecesse um americano a cantar Frank Sinatra era fantástico. Aparece uma fadista a cantar Amália e é muito mau. Será que mais ninguém pode cantar aquilo? Não conheço nenhuma fadista que não cante, pelo menos, um tema da Amália.

- Curiosidades

* Nasceu prematura.
* Aquando da adolescência, escondia dos amigos que cantava fado.
* Segundo auxiliares de educação e professores da Escola Secundária Gil Vicente era uma miúda discreta e recatada que, talvez por gostar de fado e este género ser na altura considerado uma «música menor», em consequência da Revolução de Abril, andava muito sozinha. Contudo, nas visitas de estudo, era a primeira que se dispunha a cantar no microfone para uma plateia formada pelos colegas e professores. Na altura, ainda tinha o cabelo preto e sempre embaraçado, hoje «substituído» por famosos anéis platinados, aos quais dedicou a música Os anéis do meu cabelo.
* Segundo uma reportagem da SIC, transmitida dia 6 de Setembro de 2007, a fadista diz que detesta chorar em público, como aconteceu no Concerto em Lisboa, visível do DVD homónimo. Mariza diz que queria cortar essa parte, mas não a deixaram. Acabou por ser o ponto mais alto e memorável do espectáculo.
* O seu poeta de eleição é Fernando Pessoa.
* A sua música preferida, retirado do repertório de Amália Rodrigues, é Primavera.
* Nas digressões, no estrangeiro ou em Portugal, opta sempre por hotéis de quatro estrelas, e uma das suas exigências é a abundância de chá.
* 2006 - Ó gente da minha terra foi o principal tema da banda sonora do filme Isabella, realizado por Pang Ho-cheung, e vencedor do Urso de Prata na categoria de Melhor Banda Sonora, no 56º Festival de Cinema de Berlim;
* 2007 - Tornou-se na primeira artista de Portugal a ser nomeada para um Grammy latino, o qual perdeu para Los Gaiteros de San Jacinto, da Colômbia.
* Foi a única portuguesa a integrar os concertos do Live 8.
* 2007 - Foi a primeira artista Portuguesa a actuar no programa "Late show with David Letterman", nos EUA e no programa "Later with Jools Holland" da BBC Inglesa.
* 2009, 5 de Maio- Mariza sobe ao palco do Pavilhão Atlântico para um dueto com Lenny Kravitz. Cantam o tema Again.



- AUTOGRAFO DE MARIZA

CAMISOLA DO APRESENTADOR "JORGE GABRIEL" USADA NUM PROGRAMA TELEVISIVO A QUANDO DO MUNDIAL DE 2010



- COM A DEDICATÓRIA -
"ISMAEL, ACEITA COM UM ABRAÇO ESTA LEMBRANÇA DO MUNDIAL 2010 "FORÇA PORTUGAL" JORGE GABRIEL 11/7/10"




- REVISTA CARAS (26 de maio de 2012) -

"XVII GALA DOS GLOBOS DE OURO NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA AO LADO DE ARTUR ALBARRAN"


- REVISTA CARAS (02 de junho de 2012) -

"XVII GALA DOS GLOBOS DE OURO NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA AO LADO DE LILI CANEÇAS"




- AMÁLIA RODRIGUES EM 1947 -
QUANDO PROTAGONIZOU O FILME
"FADO, HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA"

- FOTO AUTOGRAFADA -



- DESENHO COM DEDICATÓRIA DO EX. PRESIDENTE DA REPUBLICA MÁRIO SOARES ATRIBUIDO AO ACTOR RAUL SOLNADO

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-SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI (MAIO 2010)-

-- FATIMA -- (CASA Nª Sª DO CARMO ONDE O PAPA FICOU INSTALADO)

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-- VILA NOVA DE GAIA -- ( À SAIDA DO QUARTEL DA SERRA DO PILAR )





- CARTAZ DA PEÇA "MORANGOS COM AÇUCAR" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "A REVISTA É LINDA" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "E VIVA A REVISTA !" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "ÚLTIMO EPISÓDIO" AUTOGRAFADO





- "MAIS RESPEITO QUE SOU TUA MÃE"

CARTAZ AUTOGRAFADO
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CONTADOR DE VISITAS

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