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Anjos



- Os Anjos são uma dupla de cantores portugueses constituída pelos irmãos Sérgio e Nelson Rosado. Nelson Rosado e Sérgio Rosado, nascidos em 3 de Fevereiro de 1976 e 22 de Fevereiro de 1980 em Lisboa, desde cedo tiveram o sonho da música, entrando para a Academia da Música aos 7 e 8 anos respectivamente.

Os irmãos Rosado começaram a sua carreira em 1988, frequentando a escola normal e aulas de música durante a semana para além de fazerem concertos de baile e animação de festas aos fins-de-semana. Percorrem todo o Portugal sempre na companhia dos pais, Manuel e Graciete Rosado.
O primeiro concerto que fizeram foi na Casa do Algarve, em Almada, tendo o Nelson 12 e o Sérgio 8 anos. Em 1996, Nelson e Sérgio foram inscritos pela professora de música no concurso «Lugar aos Novos», da Rádio Renascença/Voz de Lisboa. Venceram com distinção e dão aqui início a uma nova etapa no seu sonho. Continuaram a cantar em bailes mas sem nunca perderem de vista o sonho e ambição de construir um futuro na música. Um ano mais tarde, em 1997, novamente com o “empurrão” da professora Emília Cabrita, a RTP 1 leva-os a casa de todos os portugueses através do programa «Casa de Artistas» onde, mais uma vez, ultrapassam todas as fases do concurso chegando obviamente a ganhar a final. Foi o primeiro momento em que estiveram cara-a-cara com a fama e a exposição pública. Não se intimidaram pois lidam com tudo isso com a maior naturalidade.
Nesta fase da carreira surgem então novas oportunidades para os dois irmãos. O projecto «Sétimo Céu» é um presente caído dos céus para Sérgio e Nelson que se deparam agora com uma estrutura mais profissional. A exposição aumenta pois passaram a ser presença frequente em programas de TV, rádio e concertos pelo país. Mas também esta etapa chegaria ao fim para dar início ao que hoje são os ANJOS.
Nesta fase a empresa NZ Produções que já acompanhava a trajectória dos dois irmãos, não hesitou em assinar contrato, criando assim a dupla de maior sucesso existente em Portugal, com o nome que ficaria nos ouvidos de todos nós por imenso tempo – ANJOS. Em menos de três meses «abafam» o mercado com o álbum FICAREI, em 1999, batem todos os tops e passam a ser uma referência no panorama musical português. Com uma imagem cuidada e uma excelente produção musical, os dois irmãos arrebatam o coração dos portugueses em especial do grupo mais jovem.
Mais de 44 capas de revistas em sete meses, uma Tripla Platina, centenas de entrevistas nas rádios e programas de televisão trazem aos ANJOS o reconhecimento de anos de trabalho. O segundo álbum, ESPELHO, vem reafirmar os ANJOS como artistas de qualidade, mas eles anseiam por voos ainda mais altos e, em 2001, rescindem o contrato com a NZ Produções, apostando agora numa carreira independente e numa nova estrutura de concertos, com a presença de uma Banda que mantêm até hoje. Juntamente com esta mudança criam a ANGELMINDS, a sua própria produtora e management. Com TOUR VIVER e o DVD «ANJOS TOUR VIVER», são agraciado pelos leitores da revista DVD Review como o DVD do ano 2003 e chegam mesmo a ganhar platina. O álbum, SEGREDOS, lançado em 2004, obteve sucesso com singles como “Bem longe, num sonho meu”, “Soprar Estrelas” ou ainda “Há-de haver onde começar” o que permitiu aos ANJOS dar continuidade à sua já longa e ascendente carreira.
Regressam em 2005 com ALMA, o CD que marca uma nova fase na sua carreira e com o qual os ANJOS provam que sabem o que querem e o porquê de terem um lugar de destaque e serem uma referência na música nacional.
Em 2007 são convidados a gravar todos os temas da novela VINGANÇA, da Sic, algo inéditoem Portugal. No CDencontram-se 11 temas, que apesar de não serem originais Anjos possuem toda a garra e profissionalismo dos Manos Rosado e por isso não foi de admirar o seu enorme sucesso junto do público. Ainda em 2007 são de novo convidados para dar voz ao genérico da nova novela da SIC – RESISTIREI e para fazerem parte do Júri do programa de talentos “Família Super Star” onde desta vez se encontram do lado oposto onde se estrearam em1997. Avencedora deste programa, Filipa Azevedo, encanta de tal forma os Anjos com a sua performance que ganha de imediato o privilégio de ter Sérgio e Nelson como produtores do seu trabalho de estreia.
No final do ano de 2009 e após uma procura exaustiva pelos melhores temas a incluir num novo Disco, Sérgio e Nelson lançam finalmente o aguardado “Virar a página”. Este trabalho mostra o lado mais adulto e intimista da Banda e a própria apresentação do CD decorreu num ambiente acústico e caloroso entre familiares e amigos. A marcar este virar na sua carreira os Manos escolheram como primeiro single o tema que dá nome ao álbum onde colaboraram com o Sérginho, vocalista do famoso grupo brasileiro “Papas na Língua” fazendo deste tema um enorme sucesso tanto em Portugal como no Brasil.
Durante o ano de 2010 mais uma vez o seu lado mais solidário sobressaiu com a gravação dos hinos para instituições de solidariedade como foi o caso do Pirilampo Mágico e da Terra dos Sonhos.
2011 começou em grande para esta Banda pois o seu trabalho foi mais uma vez reconhecido tendo sido convidados pelo Biography Channel para gravar um programa intitulado “playlist” onde recordaram os seus maiores sucessos e melhores momentos ao longo dos 10 anos de música Anjos.
E porque a ideia é traçar objectivos também além fronteiras, em Fevereiro de 2011, Sérgio e Nelson gravaram o tema “Pasar la página”, uma versão do seu single em espanhol que teve direito a um novo videoclip e que fez algum furor.

Sérgio Godinho


- Sérgio Godinho ,nascido no Porto a 31 de Agosto de 1945 é um poeta, compositor e intérprete português.

História:
Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suíça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.
Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro letras. É ainda neste ano que Sérgio faz a sua estreia discográfica, com o seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes", e com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada". Recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano" e, no ano seguinte, com "Sobreviventes" - que três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado - é eleito "Melhor Disco do Ano".
Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Volta a colaborar como letrista no segundo álbum de José Mário Branco, "Margem de Certa Maneira".
Ainda que constantemente censurados, estes álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.
Em 1973 muda-se para o Canadá, onde casa com a sua primeira mulher, Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Integra a companhia de teatro Genesis. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril.
Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de Abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unanimemente aclamadas da música portuguesa - "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", "É Terça-Feira", apenas para citar três.
Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como actor. Este tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).
Em 1977 volta a colaborar num filme. Desta vez, com dois temas na banda sonora de "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-Crú", é editado no ano seguinte. Novo ano (1979), novo álbum: "Campolide", que viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor álbum de música portuguesa desse ano. Em 1980 Sérgio volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Português do Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".
Em 1983, no seu álbum "Coincidências", incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa.
Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais - "Salão de Festas", "Na Vida Real" e "Aos Amores" tendo entre outras actividades realizado centenas de espectáculos pelo país e no estrangeiro, actuando em algumas das mais famosas salas de espectáculos portuguesas.
Em 1990 voltou à música com o espectáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções", onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspectiva - apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espectáculos de grande êxito. Desses espectáculos saíu o álbum ao vivo "Escritor de Canções".
Foi autor da série "Luz na Sombra", seis programas sobre intervenientes importantes das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, etc.; série essa exibida na RTP 2 no verão de 1991. Em Janeiro de 1992, realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de "Ultimactos", foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994.
Escreveu ainda "O Pequeno Livro dos Medos", obra infanto-juvenil, que também ilustrou.
Voltou à música em 1993 com o disco "Tinta Permanente" e o espectáculo "A Face Visível", ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público.
Em Novembro de 1995 é editado o disco "Noites Passadas" que foi gravado ao vivo em três espectáculos realizados no Teatro S. Luiz em Novembro de 1993 e no Coliseu de Lisboa em Novembro de 1994. Foram espectáculos que alcançaram grande êxito, tendo o Coliseu sido considerado um dos melhores espectáculos de sempre da carreira de Sérgio Godinho, alcançando um enorme sucesso de crítica e público.
Em Junho de 1997 é editado o disco "Domingo no Mundo", disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz).
Este disco foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no Coliseu de Lisboa, nos espectáculos de nome "Godinho no mundo".
Em 1998 foi editado o álbum "Rivolitz", gravado ao vivo nos espectáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa, com uma formação de 10 músicos no primeiro de 3 no segundo.
Recebeu inúmeros prémios pelos seus discos, pela sua poesia, pela sua música, pelos seus espectáculos.
Em 2000 Sérgio Godinho volta com o seu mais recente disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Helder Gonçalves e Nuno Rafael. “Dancemos no Mundo” e “Bem-vindo Sr. Presidente” fazem já parte da lista das melhores de sempre. O disco é apresentado ao vivo, em Novembro desse ano, com dois espectáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso.
2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pela edição três CDs. Dois dos discos são lançados em 2001 (“Biografias do Amor”, uma colectânea de canções de amor e “Afinidades”, uma gravação do espectáculo em conjunto com os Clã) e o terceiro, lançado em 2003, onde Sérgio Godinho junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira.
"Ligação Directa" foi álbum de originais que se seguiu. Editado a 23 de Outubro de 2006, pôs termo a um interregno de 6 anos durante o qual o cantautor não produzira novas canções. O álbum é composto por 10 temas, todos da autoria de Sérgio Godinho, com excepção de "O Big-One da Verdade", cuja música é de Hélder Gonçalves (dos Clã), e de "O Ás da Negação", cuja música é de Nuno Rafael. Nuno Rafael foi também responsável pela produção e direcção musical do álbum, que conta ainda com a participação de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Joana Manuel, Tomás Pimentel, Nuno Cunha, Jorge Ribeiro e Jorge Teixeira como músicos convidados.
E foram necessários mais 5 anos para Sérgio Godinho voltar a editar. 12 de setembro de 2011 marcou o seu regresso aos discos de originais, com "Mútuo Consentimento". Com o habitual grupo de Assessores - os músicos que o acompanham há vários anos - Sérgio Godinho gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método habitual de composição, ao longo dos 40 anos de carreira: "Olhar à volta e ver o que se passa", disse o músico. "Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por isso", sublinhou o cantautor, hoje com 66 anos. Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das canções do novo disco, e tanto podem falar de amor ("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do presente ("Acesso bloqueado"). O álbum é ainda o resultado de um renovado "mútuo consentimento" do que tem feito em todos estes anos: "O disco vive de partilhas nossas entre os Assessores e eu, de partilhas com os outros, com os convidados, com os públicos com o qual foi sempre construído".
Tem ainda editados a banda sonora do filme "Kilas, O Mau da Fita" (1980), e várias colectâneas das quais se destaca "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985) e o álbum para crianças "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar" (1988).Depois de ter voltado do estrangeiro escreveu textos para os livros de 6º, 7º e 8ºano.

Discografia:
-Álbuns de originais:
Os sobreviventes (1971)- Guilda da Música
Pré-histórias (1972) - Guilda da Música
À queima-roupa (1974) - Polygram
De pequenino se torce o destino (1976) - Polygram
Pano-cru (1978) - Orfeu
Campolide (1979) - Orfeu
Canto da boca (1981) - Polygram
Coincidências (1983) - Polygram
Salão de festas (1984) - Polygram
Na vida real (1986) - Polygram
Os amigos de Gaspar (1988) - Polygram
Aos amores (1989) - EMI
Tinta permanente (1993) - EMI
Domingo no mundo (1997) - EMI
Lupa (2000) - EMI
Ligação directa (2006) - EMI
Mútuo Consentimento" (2011) - Universal

-Álbuns ao vivo:
Escritor de canções (1990) - EMI
Noites passadas (1995) - EMI
Rivolitz (1998) - EMI
Afinidades (com os Clã) (2001) - EMI
Nove e Meia no Maria Matos (2008) - Universal
-Álbuns em colaboração:
O irmão do meio . Colectânea de duetos com diversos artistas (2003) - EMI
Três Cantos ao Vivo . Com José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias - (Duplo CD e DVD 2009) - EMI/Universal

-Colectâneas: Era uma vez um rapaz (1985) - Polygram
O elixir da eterna juventude (1996) - EMI
Melhor dos Melhores () - Movieplay
Clássicos da Renascença () - Movieplay
Biografias do amor (2001) - Universal
Setenta e Um - Oitenta e Seis - O melhor de Sérgio Godinho (2004) - Universal
Antologia 71-86 (2004) - Universal

-Bandas sonoras:
A Confederação (1978) - Diapasão/Sassetti
Kilas, o mau da fita (1979) - Polygram
UBUs (de Alfred Jarry, encenação de Ricardo Pais) - TNSJ

-EPs:
Romance de um dia na estrada (1971) - Guilda da Música/Sassetti

-Singles:
Na Boca do lobo(1975) - Guilda da Música/Sassetti
Liberdade (1975) - Sassetti
Nós por cá todos bem (1977) - Diapasão
Kilas, o mau da fita (1981) - Philips
Tantas vezes fui à guerra (1983) - Philips

-Colaborações:
Fausto Bordalo Dias - Madrugada dos Trapeiros (1977)
Espanta Espíritos - Espanta Espíritos (1995)
Despe e Siga . Tema: Tou Bom . Album: Os Primos (1995)
Silence 4 . Tema: Sexto Sentido . Album: Silence become it (1998)
Clã . Tema: O Sopro do Coração . Album: Lustro (2000)
Gabriel, o Pensador . Tema: Tás a ver? . Album: Tás a ver? (2003)
Manuel Paulo . Tema: Casa Inacabada com Baloiço na Janela . Album: O Assobio da Cobra (2004)
José Mário Branco . Tema: Pão Pão . Album: Resistir é vencer (2004)
Joana Melo . Tema: Com um brilho nos olhos . Album: Operação Triunfo (2004)
Sons da Fala - Sons da Fala (2007)
Camané . Tema: Sonhar Durante o Fado . Album: Sempre de Mim (2008)
Galandum Galundaina - Album: Senhor Galandum (2009)
Roda de Choro de Lisboa - Album: Lusofolias (2011)

-DVD:
De Volta ao Coliseu (2006) - EMI

Livros:
Retrovisor - Uma Biografia Musical de Sérgio Godinho (2006)
As Letras como Poesia (Objecto Cardíaco, 2006, e Afrontamento, 2009)
" O Pequeno Livro Dos Medos(2007)"
" Liberdade"
" Sérgio Godinho e as 40 ilustrações"

Francisco Mendes



- Carlos Francisco Diogo Lucas Teixeira Mendes, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 1 de agosto de 1973 é um cantor e apresentador portugues.

Filho de Carlos Mendes e Ana Maria Lucas, teve desde muito cedo contacto com a música, o teatro, televisão e rádio.

Privou com grandes nomes da Cultura e vivenciou na primeira pessoa grandes projectos musicais como é o caso do grande espectáculo 'Só Nós Três' com Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo Carvalho.

Em 2000 edita um álbum em nome próprio 'Dá-me Luz' álbum que diz ser o seu "Primeiro Filho" e que o projecta para um outro nível de mediatismo.

Entre 2004 e 2006 juntamente com o maestro Armindo Neves e o músico Yami apresenta "Apareçam" espectáculo musical onde o cantor, ao jeito de um espectáculo de café concerto, passa em revista as suas memórias musicais.

- Curiosidades:
Aceitou o desafio do Big Brother Famosos em 2002 por pura curiosidade.

Bem-disposto e teimoso, o cantor define-se «um desportista e amante da natureza». Daí que passe muito do seu tempo livre a fazer bodyboard, jogar futebol e a praticar capoeira (os seus desportos favoritos). Ler, ver televisão e ir à praia são outros dos seus hobbies.

Em criança sonhava ser arqueólogo, mas encontrou na música a sua grande paixão. Ter conseguido lançar um CD com as suas canções é o projecto de que mais se orgulha.

A mentira é aquilo que mais o desilude.
Defeitos? Francisco aponta a teimosia como o maior de todos. Em contrapartida, a sua maior qualidade é o sentido de humor.

Adora acordar com música, a companhia ideal quando precisa de descontrair. As férias perfeitas para Francisco Mendes seriam passadas com a sua companheira, numa viagem sem destino. Se pudesse escolher um local para passar o resto da vida, o cantor escolheria um sítio junto à praia.

Os malmequeres são as flores preferidas do cantor e o branco, a cor de que mais gosta. Se pudesse levar um animal para a casa do Big Brother Famosos, levaria um cão. Mas se fosse um animal, seria um golfinho «porque é um animal muito inteligente». Presente que mais gosta de dar e receber? «Música». Por isso, se fosse um objecto seria um piano, «para dar música às pessoas».

Mário Soares é a figura pública que Francisco Mendes mais admira. Se fosse responsável por um cargo político seria Ministro da Cultura, «para dar mais importância e apoio aos artistas portugueses».


- AUTOGRAFO DE FRANCISCO MENDES

Angélico Vieira (Faleceu a 28 de Junho de 2011)



- Sandro Milton Vieira Angélico, conhecido como Angélico Vieira, nascido em Lisboa a 31 de Dezembro de 1982 foi um cantor e actor português.

Aos 21 anos trabalhou como modelo para a agência DXL Models. Frequentava o 3º ano de gestão de empresas, quando surgiu a oportunidade de entrar para a série "Morangos com Açúcar", em que a sua personagem tinha o nome "David". Foi esta série a sua rampa de lançamento para a banda D'ZRT, da qual fazia parte.
Depois de três anos, os quatro elementos decidiram que "é momento de terminar" e assim aconteceu. Cada um seguiu com os seus trabalhos. Em 2008, após abandonar os D'ZRT, treinou Kung-Fu durante 6 meses no templo de Shaolin, na China. Angélico Vieira continua ligado a música e já lançou o seu primeiro álbum a solo com o nome "Angélico". No dia do seu lançamento, a 29 de Setembro de 2008, o seu disco foi logo anunciado como "disco de ouro".

Participou na boyzband D'ZRT por vários anos. Lançou um álbum a solo e gravou a música do genérico de Secret Story - A Casa dos Segredos 2010 na TVI.

No dia 25 de Junho de 2011, Angélico sofre um grave acidente de automóvel na A1 (sentido Porto-Lisboa), sofrendo um traumatismo crânio-encefálico muito grave, sendo operado nesse mesmo dia no Hospital Santo António no Porto.

Na sequencia do acidente Angélico Vieira vem a falecer a 28 de Junho de 2011.

- 1º Álbum a Solo -
1. Intro
2. Insaciável
3. Namorada
4. Nada a fazer feat. Black Company
5. Bailarina
6. Bem-vindo ao show feat. SP
7. Só Love (part II) feat. Neuza
8. Mama África
9. Crazy
10. Esse é o meu ragga (remix)feat. Ruben Gomes
11. All night long
12. Gostasses de mim
13. Saudades

- Novelas -
Morangos com Açúcar - David
Dance Dance Dance - Bruno Medeiros
Doce Fugitiva - Angélico Vieira
Feitiço de Amor - Leonardo
Espírito Indomável - Simão Teixeira

- Filmes -
20,13 Purgatório


- FOTO AUTOGRAFADA POR ANGELICO VIEIRA

Nuno Duarte ( Os Homens da Luta )



- Nuno Ricardo Rodrigues Duarte ,nascido a 01 de Novembro de 1974 nos suburbios de Lisboa, já foi tudo... artista, arrumador de copos, barman, motorista, manipulador de bonecos...na contra informação...enfim....fez um pouco de tudo.FOI HÁ LUTA..não ficou à espera...e agora está na berra...como Jel no Homens da Luta.

Nuno Duarte, é SEM DÚVIDA, o "enfant terrible" da televisão e dos políticos... Jel e o seu irmão Falâncio, no fundo um Zeca Afonso e um José Mario Branco dos tempos modernos que se manifestam contra "o grande capital como se vivessem o PREC".
São conhecidos os seus protestos num treino da selecção nacional, no tunel do marquês, durante um discurso do presidente da República, Cavaco Silva.

Em 2010, os Homens da Luta concorreram ao Festival RTP da Canção, integrando na lista para a votação on-line, de onde passaram 24 às semifinais. No entanto a sua canção foi desqualificada devido ao não cumprimento das regras do Festival de Portugal, nem do festival internacional.

Em 2011, voltaram a candidatar-se e desta vez ganharam com o tema "A Luta é Alegria" (letra: Nuno Duarte (Jel); música: Vasco Duarte (Falâncio) ), indo representar Portugal na final da Eurovisão em Dusseldorf, na Alemanha. Após a votação dos júris distritais, encontravam-se em sexto lugar, no entanto passaram para o primeiro lugar com a votação do público. Uma vez que o grupo é composto por comediantes e não cantores, algumas pessoas mostraram-se insatisfeitas com a sua vitória.

- Curiosidades:

:Formou a banda "VIOLA-ME ELECTRICA" em 2002.
:Trabalhou na banda "THE GIFT" durante dois anos.


- AUTOGRAFO DE JEL (NUNO DUARTE)

Mariza (Marisa dos Reis Nunes)


- Marisa dos Reis Nunes ,nascida em Moçambique a 16 de Dezembro de 1973, é o nome de nascimento da fadista portuguesa Mariza, segundo ela própria corrige na TSF à conversa com Carlos Vaz Marques em 2003, «cantadeira de fados».

Tem sido presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, a Ópera de Sydney ou o Royal Albert Hall. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».

Marisa dos Reis Nunes nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na antiga Lourenço Marques, à época capital da província ultramarina portuguesa de Moçambique. É filha de pai português, José Brandão Nunes, e mãe moçambicana, Isabel Nunes. Nasceu prematura, de seis meses e meio sem qualquer justificação clínica aparente, e, segundo declarações da cantora à SIC, o pai considerava-a o bebé mais feio que alguma vez vira. Segundo ela «ainda tinha as orelhas coladas e os olhos por abrir» e o próprio pai pensou que não sobreviveria.

Ao colo da mãe, com três anos, chegou ao Aeroporto da Portela em Lisboa, pela primeira vez em 1977. Na actual Maputo, o pai trabalhara como gerente de uma empresa Holandesa de nome Zuid. Durante o êxodo das famílias portuguesas nas antigas colónias ultramarinas portuguesas, o pai abandonou Moçambique com a família mais chegada, escolhendo Lisboa para recomeçar uma nova vida. Instalaram-se em Corroios e mais tarde no n.º 22 da Travessa dos Lagares, na Mouraria.

Em 1979 reabriram o restaurante Zalala no bairro típico de Lisboa, Mouraria, berço do fado e frequentado por inúmeros fadistas de referência, como Fernando Maurício e Artur Batalha bem como Alfredo Marceneiro Jr, filho de Alfredo Marceneiro, que levou Mariza com 7 anos a cantar pela primeira vez num ambiente profissional na Casa de Fado Adega Machado. Zalala, hoje fechado, o restaurante onde Mariza cresceu, foi assim nomeado em homenagem a uma praia moçambicana.

Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Segundo ela, o pai estava «sempre a ouvir fado e, na hora das refeições, nunca se via televisão; ouviam-se discos, sempre de fado…» Fernando Farinha, Fernando Maurício, Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, entre muitos outros, eram os predilectos de José Nunes, e foram os que mais influenciaram a forma de cantar de Mariza.

Com cinco anos de idade, recebeu o seu primeiro xaile, e começou então a moldar a voz que a tornou famosa. Sobre o estabelecimento onde aprendeu a cantar o fado e onde actuou pela primeira vez aos cinco anos, já envergando um xaile negro, Mariza referiu:
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!"

Ali cruzou-se «com tantos fadistas que as suas caras já se esfumam na memória». O restaurante permanece fechado há vários anos mas ainda conserva na porta a placa com o seu nome e uma legenda que diz «O cantinho do artista».

Apenas na adolescência começou a ser levada a sério como cantora, mas os pais admitiram em várias entrevistas saberem que a filha tinha um «dom». O primeiro fado que interpretou no Zalala foi Os Putos, de Carlos do Carmo, que o seu pai lhe ensinou fazendo desenhos em toalhetes de papel. Ainda a menina não sabia ler, e era a forma de decorar os fados preferidos pelo pai, assim como Ó Ai Ó Linda e Menina das Tranças Pretas.

O recreio da escola primária da Mouraria era um palco para a menina de seis anos. Em entrevista ao Correio da Manhã, a antiga auxiliar de educação da escola, Dª. Fernanda, referiu qua a jovem fazia uma roda com as colegas e depois ia para o meio delas onde cantava, com as professoras de vigia nos vestíbulos ou atrás das janelas, para que não se sentisse constrangida.

Outro dos seus hobbies era o sapateado, praticado à porta de casa com caricas de Coca-Cola coladas nos sapatos. Cantava em casa e, a cumprir o papel de microfone, utilizava latas de laca e desodorizantes. «Era a minha imitação do Fred Astaire!», declarou posteriormente.

Já na adolescência, Mariza passa a frequentar a Escola Secundária Gil Vicente. Era hábito seu fugir de casa para ir ouvir as noites de fado para o Grupo Desportivo da Mouraria, onde permanecia à porta, já que não lhe permitiam a entrada.

Até se assumir como fadista cantou diversos géneros musicais como, pop, gospel, soul e jazz. Na época, não caía bem entre os amigos dizer que um dos seus hobbies era cantar fado. Formou com alguns amigos uma banda de covers de nome Vinyl, e costumavam cantar no bar Xafarix, em Lisboa. Mais tarde formou os Funkytown.

A música brasileira era uma atracção para Mariza que viveu durante cinco meses no Brasil, no ano de 1996.
Mariza, Foto de José Goulão

Foi numa das mais típicas casas de fados de Lisboa, o Sr. Vinho, propriedade de Maria da Fé e de José Luís Gordo, situada na Lapa, que Mariza começou a cantar mais profissionalmente. «Maria da Fé foi praticamente a professora dela aqui», segundo José Luís Gordo, que chegou a escrever dois fados para a intérprete. A primeira música que cantou em público foi Povo que lavas no rio. Cantou também no Café Café, propriedade de Herman José.

- Primeiro disco e internacionalização

Em 1998 actua, a convite da Caixa Económica Luso-Belga, em Bruxelas e Amesterdão.

Em 1999 é convidada por Filipe La Féria para a lista de cantores que homenagearam Amália Rodrigues num espectáculo no Coliseu de Lisboa (e depois no Coliseu do Porto), transmitido em directo pela TVI. Entre as músicas que cantou estava Oiça lá ó Sr. Vinho e Estranha Forma de Vida.

O disco de estreia era para ser apenas uma edição privada, feita por insistência de João Pedro Ruela, mas acabou por ser editado em 32 países. Não conseguiu contrato de nenhuma editora discográfica portuguesa. No entanto, uma editora holandesa, a World Connection, decidiu apostar na fadista editando o seu primeiro disco em vários países.

2001 foi o ano em que Mariza editou o seu primeiro álbum, Fado em Mim, primeiro em Portugal e depois em 32 países. Entre as principais faixas do disco encontram-se Chuva, Ó Gente da Minha Terra e Oiça lá ó senhor vinho.
Já na sua primeira digressão pelo estrangeiro, Mariza pisa palcos como o New Jersey Performing Arts Center e o Hollywood Bowl.

O disco é uma espécie de tributo a Amália Rodrigues, já que muitas das músicas eram do seu repertório. Uma das músicas que conseguiu melhor repercussão foi Chuva. Barco Negro surge também numa versão bastante diferente da original, ritmada pela percussão de João Pedro Ruela. Loucura, uma das mais emblemáticas músicas do seu repertório, iniciou não só este disco como dois dos seus principais concertos: o concerto em Lisboa, nos jardins da Torre de Belém, do qual se originou um álbum que recebeu uma nomeação para um Grammy Latino, e o concerto no Pavilhão Atlântico com convidados especiais, a 8 de Novembro de 2007, dado simultaneamente à festa de entrega dos Grammys para os quais estava nomeada.

Com este CD surgiram as primeiras tournés no estrangeiro e os primeiros prémios e nomeações. O primeiro prémio que recebe foi atribuído, em 2001, ao álbum Fado em Mim pela crítica alemã - Deutsche Schallplatten Kritik, com Mariza.

Deu os primeiros concertos fora de Portugal através de convites de vários teatros e salas. Nos EUA, por exemplo, entre a plateia de um espectáculo estava a esposa do secretário de estado do país, Colin Powell, que se fazia acompanhar pela esposa de um senador. Apresentou o seu disco no Central Park de Nova Iorque e no Hollywood Bowl de Los Angeles, mas numa entrevista referiu ter gostado mais do espectáculo que deu no grande auditório do New Jersey Performing Arts Center, por ser um espaço mais pequeno e intimista.

O CD vendeu muito bem em Portugal, liderando os tops portugueses, tal como todos os restantes álbuns da fadista viriam a liderar (tendo em 2007 conseguido a proeza de ter 3 álbuns seus simultaneamente no top dos 15 mais vendidos de Portugal). Nos Países Baixos também obteve sucesso comercial, assim como no Reino Unido e na Finlândia. Nos EUA o álbum chegou a atingir o sexto lugar dos mais vendidos na área de world music.

No Mundial de Futebol de 2002, interpretou o hino nacional português antes do início do jogo entre a Coreia do Sul, que jogava em casa, contra a selecção de Portugal.

- Primeira digressão

Faz uma digressão pelo mundo, passando pela Tailândia, Itália, Holanda, EUA ou Espanha. A convite da entidade reguladora do espectáculo, participou no Festival Womad 2002 (organização da Real World de Peter Gabriel), em Reading, no Reino Unido. O seu concerto no festival de world music foi gravado e lançado numa edição limitada para coleccionadores, Live at WOMAD 2002. Entre as faixas, as que mais se denotam são Primavera e uma imponente interpretação de Estranha forma de vida.

Em 2002, no decorrer da promoção deste disco participou pela primeira vez no programa da BBC, Later with Jools Holland, noutro programa de TV francês e foi capa da revista Folk Roots. Depois retornou a Portugal onde actuou para sala cheia, no Rivoli, a 27 de Setembro, e no Grande Auditório do CCB, a 1 de Outubro, duas das grandes salas portuguesas de espectáculos. Sobre esses dois espectáculos e em resposta à pergunta feita por vários jornalistas de várias publicações, Mariza fez uma declaração que ficou famosa e se tornou um emblema da comunicação social sempre que regressa das tournés do estrangeiro a Portugal:
"…isto é como voltar a casa para receber a bênção dos pais."

De regresso a Londres a 24 de Novembro, esgotou com dois meses de antecedência o Purcell Room do The Royal Festival Hall, onde actuou no âmbito do Festival Atlantic Waves.

- Fado Curvo

Um ano depois de Fado em Mim edita Fado Curvo, que repete o sucesso do anterior obtendo a quadrupla platina novamente. O tema principal desta produção de Carlos Maria Trindade foi Cavaleiro Monge.

Porém, a música que mais se destaca é Primavera, poema sublime da autoria do escritor e poeta lisboeta David Mourão-Ferreira, e proveniente do repertório amaliano. Tornou-se uma das grandes paixões de Mariza, algo que refere cada vez que o canta ao vivo, e antes deste disco ser gravado, já fazia parte do repertório dos espectáculos da intérprete. A 8 de Novembro de 2007, no concerto no Pavilhão Atlântico, a intérprete foi aplaudida de pé durante seis minutos consecutivos no final da interpretação de Primavera. Sobre a música Mariza referiu numa entrevista:

A par desta, destacam-se outras músicas, entre elas, uma homónima do disco, Fado Curvo, da autoria de Carlos Maria Trindade, música esta que estreita a relação do fado com a dança, devido ao seu teor alegre e mais contemporâneo. Segundo a intérprete, este fado relaciona-se com a sua vida pessoal e com a vida de qualquer ser-humano, já que esta nunca é linear.

No álbum interpreta Caravelas, baseado num poema de Florbela Espanca, da qual também já havia gravado um fado no CD anterior, e logo a seguir canta um poema de Gil do Carmo, um registo mais leve e contemporâneo, que se refere à cidade de Lisboa e ao Tejo. É igualmente a música mais curta do disco, com 1:59 min. Anéis do meu cabelo é outro dos temas do álbum, com base num poema de António Botto que parece ter sido feito à medida da imagem da intérprete.

O álbum inclui um fado de Coimbra, da autoria de Zeca Afonso. Mariza, pelo que ela própria conta em entrevista ao Público com Miguel Francisco Cadete, interrogou-se com a interpretação deste fado, pelo seu significado político e pelo simples facto de que não é costume as mulheres cantarem fados de Coimbra:

"Resisti muito a cantar esse tema. Em primeiro lugar porque as mulheres não cantam fado de Coimbra. Em segundo porque era uma letra de Zeca Afonso e as suas letras têm sempre outros sentidos. Ou seja, é muito difícil cantar fado de Coimbra, porque tão depressa se está nos graves como em notas muito altas. […] A letra tem uma carga política tremenda, mas não sei se as pessoas vão olhar para isso. Soube há pouco a história desse tema, contada pelo próprio Zeca Afonso. Ele tinha ido em viagem ao Porto, a meio dos anos 1970, e viu um homem a urinar para dentro de uma lata. Aquilo perturbou-o muito e chamou-lhe a atenção para o bairro onde decorria a cena: um bairro muito pobre e cinzento."

A música ser-lhe-ia útil a partir de 2005, aquando da sua nomeação como Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, e esta era uma forma cantada de transmitir uma mensagem ao público.

- Melhor Artista da Europa de World Music

Disco que mistura um pouco de diversos estilos e que abriga uma visão mais madura do fado e uma tentativa de exploração e inovação da parte dos produtores, letristas e da própria intérprete, Fado Curvo é considerado o «CD da semana» pela BBC Radio, em 2003. Também em 2003 recebe um dos mais prestigiados e importantes prémios da sua carreira: uma nomeação da BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music. Vence o galardão europeu e, em 2006, volta a ser nomeada na mesma categoria. Recebe também novamente pelo novo álbum, o prémio atribuído pela Deutsche Schallplatten Kritik, a crítica alemã, vencendo de seguida o prémio de «Personalidade do Ano» pela AIEP.

Já em 2004 recebe a Medalha de Mérito Turístico (grau ouro) da Secretaria de Estado do Turismo e o prémio European Border Breakers Award no MIDEM, em Cannes. Os leitores da revista Lux, na sequência da atribuição destes prémios a Mariza, elegem-na como «Personalidade do Ano» na área da Música.

Neste mesmo ano, a convite de autoridades e embaixadas egípcias, apresentou-se como convidada de honra no X Cairo International Song Festival 2004. Quando chegou ao aeroporto e ao evento, as individualidades que a esperavam, espantaram-se por não estar acompanhada por nenhum comité da embaixada portuguesa ou por personalidades do governo de Portugal. Na Sérvia, quando esta ainda se encontrava unida ao Montenegro, esgotou um espectáculo e aqueles que não conseguiram bilhetes concentraram-se no exterior do edifício, até lhes abrirem a porta à assistência do espectáculo.

- O primeiro DVD

Um dia antes de receber o galardão da BBC Radio das mãos de Michael Nyman, Mariza deu um concerto em Londres, que registou um dos momentos altos da sua carreira e do qual saiu o DVD Mariza Live in London. Foi o seu primeiro DVD, editado a 28 de Junho de 2004, tendo sido gravado e editado em parceria com a BBC, com realização de Janet Fraser Crook e produção de Alison Howe.

Neste ano de 2004, canta em dueto com Sting, no disco Unity gravado por ocasião dos Jogos Olímpicos.

- Concerto no Rock in Rio Lisboa
Mariza no Rock in Rio, Lisboa.

Em 2004 é convidada a representar o fado e as raízes lusas no Palco Raízes de um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio. Neste ano, o festival realizou-se na Bela Vista, em Lisboa, e Mariza foi uma das convidadas portuguesas para o espectáculo, que reuniu numa tarde de Primavera, 6 de Junho, mais de oito mil pessoas na assistência.

Tem também uma pequena participação no Palco Mundo, durante o concerto de Daniela Mercury, que a convidou para interpretar consigo dois temas bem conhecidos do público lusófono: Fascinação e Garota de Ipanema. Mariza apareceu em palco com um blazer preto e uma saia esvoaçante preta com rosas estampadas, e ambas cantaram uma união entre culturas, nomeadamente, Portugal e Brasil.

- O terceiro disco

Mariza envia em 2004 um convite a Jacques Morelenbaum, conceituado produtor brasileiro, que há mais década trabalha com Caetano Veloso na produção dos seus discos, incluindo Fina Estampa. para trabalhar no seu novo disco. O convinte foi aceite e resultou no disco Transparente, um disco que homenageia a sua avó africana, e que mistura novas sonoridades ao fado, entre uma busca pelas raízes moçambicanas de Mariza, uma sonoridade jazzística nova-iorquina, uma exploração dos cantares minhotos e do nordeste brasileiro e uma interpelação da música clássica, que marcou o fado contemporâneo.
"Eu sinto que há uma coincidência entre a minha vida e o fado. Mestiçagem tem um grande significado para mim"

Na edição do álbum em Espanha, Mariza interpreta a música juntamente com José Maria Merced, desta vez, em castelhano. Meu Fado Meu, outro dos temas de Mariza, foi também interpretado para, esta edição, em castelhano.

Apresenta o disco, pela primeira vez, ao vivo, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

Em 2005 é nomeada Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF e, logo em seguida, é nomeada Embaixadora de Hans Christian Andersen em Portugal, pelo embaixador da Dinamarca no país, a propósito das comemorações do bicentenário do escritor.
Mariza e Ivan Lins, foto de José Goulão.

* Prémio Fundação Amália Rodrigues Internacional

Entretanto, em 2005, a Fundação Amália Rodrigues atribui-lhe o prémio da fundação, como intérprete que mais contribui para a divulgação da música portuguesa no estrangeiro. Em 2006, ainda no procedimento da digressão obtem um dos seus principais prémios: é nomeada para um Globo de Ouro, na categoria de Melhor intérprete, e vence o galardão, que representa o principal galardão da música em Portugal. Tornou-se Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique, pelas mãos do presidente da repúbilca de então, Jorge Sampaio.

- Nova digressão e Live 8

Todo este «virar de página» emergiu também no mundo através de uma larga digressão que passou por algumas das maiores salas de espectáculos do mundo. Actuou no Olympia com a presença do seu pai que sonhava vê-la actuar nesse emblemático auditório. Numa entrevista, a mãe chegou a referir que pensou «que a Mariza não conseguia encher o Olympia. Pensava que iriamos passar uma vergonha.» Todavia, os bilhetes esgotaram-se e a sala parisiense encheu-se para ouvir um concerto de fado.

Seguiram-se a Ópera de Frankfurt, o Royal Festival Hall de Londres, Skopje Universal Hall, na Macedónia, o Le Carré de Amesterdão, o Palau de la Música de Barcelona e uma nova «grande conquista» para a música tradicional portuguesa, a 7 de Outubro de 2005, com um concerto no grande auditório do mítico Carnegie Hall, em Nova Iorque, que também lotou.

Em 2005 é convidada a integrar os concertos do Live 8, em Cornwall, contra a pobreza no mundo e em prol da paz mundial, que reúne todos os anos os mais célebres artistas internacionais. Apresenta-se no palco numa tarde de Sábado, a 2 de Julho, com o mesmo vestido que usaria durante o concerto nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa. Foi a primeira portuguesa a participar nos concertos do Live 8.

* Concerto na Ópera de Sydney

Mas foi outro o concerto que mais sobressaiu nesta nova digressão mundial. Em 2006, durante duas noites seguidas, a Ópera de Sydney encontra-se lotada para assistir ao concerto de Mariza. A sua primeira vez neste palco mundialmente célebre, reúne também a nomeação para um prémio, os Helpmann Awards, na categoria de Best International Contemporary Concert, na Austrália.

Esta digressão foi acompanhada pelo próprio Jacques Morelenbaum na condução da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, e com vários convidados especiais como Carlos do Carmo, Rui Veloso ou Tito Paris.

- Concerto em Lisboa

Após a gravação de Transparente, a artista iniciou uma longa digressão pelo mundo,[15] incluindo por Portugal, juntamente com Jacques Morelenbaum e com a companhia da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, uma das melhores e mais prestigiadas da Europa. Na noite de 6 de Setembro de 2005, durante a mesma digressão, oferece nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa, um espectáculo ao qual acorreram mais de 25.000 pessoas para assistir.

O concerto foi gravado, e dele resultaram um álbum e um DVD, homónimos. O CD Concerto em Lisboa foi editado em 6 de Novembro de 2006.

O álbum teve duas edições, uma delas especial e limitada, com 18 faixas. O DVD incluía uma gravação produzida pela BBC da actuação da fadista numa casa de fados do Bairro Alto, a Tasca do Chico, e imagens e making of do concerto.

A este concerto, seguiram-se, em Novembro do mesmo ano, duas actuações no Coliseu de Lisboa e no Coliseu do Porto.

Em Janeiro começa a rodagem do filme de Carlos Saura, Fados, no qual, Mariza é a protagonista.

- Nomeação para o Grammy Latino

O concerto em Lisboa foi considerado um espectáculo de excepção pela imprensa, mas também por várias organizações. Já em 2007, com o álbum e o DVD editados, entre cerca de 5000 gravações enviadas para a organização, Concerto em Lisboa, o álbum, é um dos quatro nomeados para o Grammy Latino na categoria de Folk Music.

Mariza tornara-se a primeira portuguesa nomeada para os Grammy latinos. Foi um momento importante no seu percurso no fado. A sua nomeação causou o corrupio da imprensa nacional em torno de si. No entanto, Mariza referiu sempre que não acreditava que fosse ganhar o gramofone, mas que esta já era uma vitória para Portugal e que abriu as portas para que outros artistas portugueses possam ser nomeados. Uma das suas respostas em relação ao Grammy foi:
"Já tenho dito em entrevistas, que não sei se sou suficientemente latina…"

- Música com Sal
Mariza, foto de José Goulão

Antes do anúncio do vencedor do prémio, a 6 de Julho deste mesmo ano, Mariza (durante a segunda fase da realização da reportágem em Primeira Pessoa, para a SIC, conduzida por Conceição Lino) encontrava-se em Aveiro, onde à noite, pelas 21h:30min daria um espectáculo juntamente com o ministro da cultura do Brasil, Gilberto Gil. O palco foi o Estádio Municipal de Aveiro, que pela primeira vez recebeu um concerto nas suas instalações.

Segundo o JN,[17] a idéia deste espectáculo começou a esboçar-se em Dezembro de 2006, quando Gilberto Gil visitou a Universidade de Aveiro para receber o doutoramento Honoris Causa. Nessa altura, surgiu a oportunidade de levar Gilberto ao Estádio Municipal, e a possibilidade manteve-se em aberto.

Da possibilidade de actuação, surgiu também a parceria com um artista português, e a escolha caiu sobre Mariza. Assim, juntaram-se no mesmo palco um ícone da música portuguesa e outro da música brasileira e criaram uma iniciativa que tinha como propósito comemorar a lusofonia à qual deram o nome de Música com Sal.

Assim, o programado no alinhamento, foi a subida de Mariza ao palco e interpretação de alguns fados, até a fadista dar lugar a Gilberto Gil, e depois subia ao palco novamente e cantavam ambos em parceria. Jacques Morelenbaum esteve presente em palco, na condução da Orquestra Filarmónica das Beiras.

Entre o repertório do espectáculo estiveram uma estrondosa interpretação de Primavera, uma entoação em parceria com Gilberto Gil de Transparente, e a cumprir um dever que lhe foi incumbido pela UNICEF, canta também com o ministro brasileiro e um dos nomes maiores e mais radiantes da MPB, A Paz. Mariza entoou também Fascinação e outros de sempre, assim como o hit maior de todo o seu percurso Ó gente da minha terra, Há uma música do povo e Chuva. Gilberto Gil cantou Aquele Abraço, A Novidade e Beira Mar.

No entanto, o espectáculo em si, ficou àquem das expectativas, já que eram esperadas oito mil pessoas, e apareceu um pouco mais da metade. Mas chegou para fazer as honras da casa, já que Mariza, impressionada com a reacção do público, prometeu gravar ali em Aveiro um DVD, ao vivo, algo recebido com uma ovação. Na assistência do espectáculo, estiveram os seus pais, que também foram entrevistados por Conceição Lino. Como media partners, teve a SIC, que promoveu o concerto com vários anúncios televisivos, o Jornal de Notícias, o Rádio Clube Português e o Jornal de Aveiro. Em suma, foi um dos concertos mais espectantes da sua carreira.

- Late Show With David Letterman

Em Outubro, Mariza encontrava-se nos Estados Unidos, na decorrência de uma tournée pelo país de 13 concertos que incluia duas das mais ilustres salas de espectáculos do mundo. A 10 de Outubro o programa da RTP1, Portugal no Coração, fazia uma homenagem a Herman José e contava com a intervenção de vários convidados amigos do humorísta. Mariza encontrava-se em Nova Iorque, mas homenageou Herman através de uma chamada telefónica que o surpreendeu. Mariza não poupou elogios ao seu amigo e aproveitou para convidá-lo a juntar-se a ela em Nova Iorque. Aproveitou a ocasião, para dizer que à noite iria estar num programa de telvisão da CBS e, no outro dia, actuaria no Carnegie Hall.

Esse programa era nem mais, nem menos que o Late Show With David Letterman, um dos mais célebres talk-shows norte-americanos, com uma audiência média entre 18 e 20 milhões de espectadores. David Letterman é também um dos mais famosos e influentes apresentadores de TV dos EUA, e o seu programa estava no ar há 25 anos. Mariza cantou para cerca de 25 milhões de espectadores Ó gente da minha terra no programa. No fim da estridente actuação, a fadista recebeu uma enorme ovação do público e a dirigir-se a si para a cumprimentar Letterman foi exclamando «Oh, my Goodness!», «Beautifull, incredible!». Foi a primeira portuguesa convidada para o programa.

Segundo declarações da cantora numa entrevista sobre o assunto ao Correio da Manhã, a fadista referiu que no dia seguinte ao programa, foi várias vezes abordada nas ruas de Nova Iorque para a congratularem pela actuação. O vídeo da actuação foi um dos vídeos mais vistos do Youtube, na semana em que foi posto em circulação na net. Entre os mais de 25 milhões de espectadores, Warren Beatty ligou para o número pessoal de Frank Gehry, para que este lhe fornecesse o contacto de Mariza, o que levou o jornalista Miguel Azevedo, numa reportágem no Correio da Manhã, a apelidá-lo de «nome de peso» na lista de «fãs ilustres» da fadista.

No dia seguinte, cantou, já pela segunda vez, para auditório esgotado no Carnegie Hall. Algumas imagens do concerto foram gravadas e incluíram uma reportágem da SIC, na qual Mariza surgia a cantar Recusa perante o público nova-iorquino. Interpretou os habituais temas como Louura, Maria Lisboa, Barco Negro e deixou o palco por minutos, para dar lugar a uma guitarrada, as Variações de Armandinho. A fadista não se fez rogada e experimentou a particularmente boa acúsitca do auditório. Desceu à plateia com os guitarristas, que apoiaram um pé numa caixa de madeira posta no chão, de forma a segurar as guitarras, e cantou sem microfone para o público. Depois empenhou-se em dar um «quê» de fado a Summertime, a interpretação que se seguiu, em inglês, e do original de Nat King Cole, cantou à capella Smile. No final, e para a metade de portugueses que preenchia os lugares da sala, interpretou Ó gente da minha terra.

- Parceria com Frank Gehry

Foi um dos concertos mais aguardados de 2007, assim como um espectante concerto que no Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, depois de passar também pelo Lobero Theatre em Santa Barbara, não fosse o arquitecto Frank Gehry a desenhar o palco onde a intérprete actuou. A proposta veio de Gehry, e seria a primeira vez que este trabalharia em parceria com uma artista musical. Idealizou uma taberna portuguesa, mais acolhedora e intimista, que o fizesse recordar Lisboa e o seu ambiente bairrista. Nos seus planos estava também o desenho dos vestidos que Mariza usaria, mas acabou por delegar a escolha à própria, que elegeu o habitual João Rôlo, para um vestido negro, e um estridente vestido prateado de traços futuristas, por Fátima Lopes, que completava as linhas contemporâneas da taberna e do auditório. Novamente, a sala esgotou para receber Mariza a 28 de Outubro, na conclusão da sua digressão nos EUA.

Depois de uma passagem pelo México, onde esteve pela primeira vez, tornou a Portugal, para um dos concertos mais aguardados de Lisboa, esgotado à cerca de um mês.

- Concerto no Pavilhão Atlântico
Mariza no concerto no Pavilhão Atlântico, foto de José Goulão.

Mariza chegou a Portugal, vinda do México, e recebeu a notícia de que os bilhetes para o seu concerto em Lisboa estavam esgotados há um mês. De facto, a decorrência simultânea dos Grammys para os quais estava nomeada ao concerto foi um grande chamariz para o público. Contudo, nem a própria imprensa esperava que o Pavilhão Atlântico, nas suas possibilidades máximas com lugares sentados (12.500), fosse lotar para receber um concerto de fado. Um dos objectivos do espectectáculo era assumir um dos compromissos estabelecidos com a UNICEF, que nomeou Mariza, em 2005, como Embaixadora da Boa Vontade. Parte das receitas da bilheteira do Pavilhão Atlântico reverteram então, a favor da UNICEF.

Durante todo o dia 8 de Novembro, Mariza esteve a preparar, junto dos seus convidados, aquele espectáculo, o qual a própria denominou «Festa da Lusofonia». Entre os convidados estavam incluidos Rui Veloso, a Sinfonietta de Lisboa, Felipe Mukenga, Carlos do Carmo, Ivan Lins e o cabo-verdiano Tito Paris, da mesma editora de Mariza, a World Connection. Entre o repertório, estavam alguns dos temas mais famosos da lusofonia.

Na zona do Pavilhão Atlântico, todas as entradas de rotundas estavam congestionadas, o trânsito acumulava filas em todas as faixas, os próprios estacionamentos encontravam-se lotados. Às portas do Pavilhão alargavam-se as filas para entrar no recinto. No entanto, a maioria do público conseguiu chegar a tempo do início. O espectáculo foi marcado para as 22h:00min e começou somente com um atraso de cinco minutos.

Entrou a Orquestra Sinfonietta de Lisboa em primeiro lugar, desta feita conduzida por Vasco Pearce de Azevedo. Testaram os instrumentos de cordas, e de seguida entrou o combi de guitarristas, Vasco Sousa, António Neto e Luís Guerreiro, e os percurssionistas, João Pedro Ruela e Viky. E, ao invés de começar no palco, como seria de esperar, começou num grande ecrã sobre este, com umas cenas do filme Fados, de Carlos Saura, nomeadamente, a interpretação de Meu fado meu, juntamente com Miguel Poveda; ele em castelhano, ela em português, com a companhia de dois bailarinos. Por fim,sim, entrou Mariza batendo palmas ao público, e como habitualmente, vestida por João Rôlo. O vestido era negro, justo, e parecia abrir uma clarabóia perto da coxa, onde se percebia um folho. O traje foi completado com um bolero negro e vários colares de voltas a lembrar as origens africanas, que naquela noite seriam igualmente recordadas.

* Alinhamento do concerto

1. Loucura Mariza
2. Há uma música do povo Mariza
3. Chuva Mariza
4. Barco Negro Mariza
5. Duas lágrimas de orvalho Mariza e Carlos do Carmo
6. Canoas do Tejo Carlos do Carmo
7. Lisboa Menina e Moça Carlos do Carmo
8. Cavaleiro Monge Mariza
9. Combi Combi Felipe Mukenga
10. O mal que eles nos fazem Felipe Mukenga
11. Dilombe (?) Felipe Mukenga
12. Sodade Tito Paris, Mariza, Felipe Mukenga
13. Dança ma mi criola Tito Paris
14. Verdianinha Tito Paris
15. Madalena Ivan Lins
16. Quando ela passa por mim Ivan Lins
17. Garota de Ipanema Ivan Lins
18. Lembra de mim? Ivan Lins
19. Fado do sonho Ivan Lins
20. Começar de novo Ivan Lins e Mariza
21. Transparente Mariza e Rui Veloso
22. Jura Rui Veloso
23. Não queiras saber de mim Rui Veloso e Mariza
24. Feira de Castro Mariza
25. Oiça lá ó Sr. Vinho Mariza
26. Primavera Mariza
27. Meu fado meu Mariza
28. Ó gente da minha terra Mariza

Iniciou o alinhamento com Loucura, como começa muitos dos seus espectáculos. Seguiu-se o «desejo de bom serão» naquele seu concerto e pouca fala, já que a fadista referiu não ter palavras para descrever o que sentia. Prosseguiu com Há uma música do povo e depois Chuva, largamente aplaudida. Com a participação da secção rítmica, interpretou Barco Negro balançando-se pelo palco ao som dos tambores.

Eis que a fadista começa a falar acerca das suas referências maiores no fado, apontando que se fosse falar sobre todas, ficaria ali a noite toda. Referiu então as três maiores: Fernando Maurício, a «única» Amália Rodrigues e outro se nhor que viria a entrar no palco, a meio da interpretação de Duas lágrimas de orvalho. Com uma versão acompanhada pelas guitarras e de forma menos melancólica, chega Carlos do Carmo ao palco, que no final da actuação beijou Mariza na testa, como se de um pai se tratásse. Mariza retirou-se do palco, deixando-o entregue ao fadista.

Começou nova música, e o público entusiasmado começou a bater palmas, paradas logo a seguir, a pedido de Carlos do Carmo. Interpretou o emblemático Canoas do Tejo, em conjunto com o público. Seguidamente surgiu a primeira ovação em pé, da noite. Em género trocista, Carlos do Carmo virou-se para Mariza e disse-lhe: «Oh miúda, não me disseste que tinhas a claque preparada!» Seguiu-se Lisboa menina e moça, também cantado com o público. Chegou Mariza ainda no meio da música e ambos dançaram juntos a canção. Mariza atirou depois uma frase, em ironia, aos puristas que tanto criticaram o filme Fados, de Carlos Saura:
"Viram?! Quem é que diz que o fado não pode ser dançado? É claro que pode ser dançado…"


Antes da fadista cantar Cavaleiro monge dedicou-a a um amigo que se encontrava na plateia. Depois subiu ao palco Felipe Mukenga, cantando O mal que eles nos fazem e Dilombe. Subiram Mariza e Tito Paris de uma só vez, e, em conjunto com Mukenga, cantaram a mítica morna de Cesária Évora, Sodade.

Saíram, novamente Mariza, sempre ajudada pelos assistentes devido aos sapatos de salto, e Mukenga, para dar lugar a uma animada Dança mami criola de Tito Paris. Verdianinha foi o tema que se lhe seguiu. Depois de Tito, subiu ao palco o convidado brasileiro, sem antes uma apresentação de Mariza, que começou por cantar a asua música mais célebre, Madalena. Surgiu então o terceiro mais esperado da noite, Ivan Lins, que se sentou em frente a um órgão e se atrapalhou um pouco com a tecnologia de som, lançando algumas piadas sobre o assunto. Cantou Madalena. Depois seguiram-se novos problemas de som, que tiveram de ser resolvidos por um técnico da assistência, devido à «inexperiência tecnológica» de Ivan… Seguiu-se o tema Quando ela passa por mim, depois Garota de Ipanema, a emblemática bossa-nova, e a segui-la, Lembra de mim?. Com Carlos do Carmo de novo em palco, começaram a Cantar Fado do sonho, da autoria de Ivan. Chegou finalmente Mariza para interpretar com Ivan Começar de novo.

Saiu Ivan e chegou, apoiado em muletas, Rui Veloso, para cantar e tocar com Mariza, Transparente. Mariza sai novamente e Rui Veloso começa a cantar Jura. Mariza surgiu de novo para cantar uma extasiante versão de Não queiras saber de mim. Seguiu-se a saia, também escrita por Rui Veloso, Feira de castro e logo de seguida Oiça lá ó Sr. Vinho. Segui-se uma das canções mais esperadas da noite, Primavera, na qual Mariza encheu todo o enorme Pavilhão Atlântico com toda a sua garra e extensão vocal. Foi ovacionada de pé durante cerca de seis minutos. Depois começou a interpretação de Meu fado meu, original de Paulo de Carvalho.

Despediu-se do público com acenos e saiu e, após uma valente ovação, entrou, como já havia sido programado, para cantar o seu emblemático hit. Porém antes disso falou outra vez com o público:
Cquote1.svg Sei que há por aí alguma ansiedade devido a um dito cujo prémio [o grammy]. Pois bem, esse prémio foi para a Colômbia… Como vêem, fiz bem em escolher ficar aqui com a gente da minha terra! Boa noite!

Deixando o anúncio por que todos esperavam, ou seja, de que não tinha arrecadado o Grammy Latino, prossegue com Ó gente da minha terra. Interrompeu a meio, tendo que se voltar para trás, começando a lacrimejar. Depois desceu ao público, acto repetido várias vezes, e continuou a cantar acenando a todas a bancadas. Despediu-se e deu por encerrado o concerto.

Foi um concerto sem dúvida expectante, que reuniu critícas e elogios, enfim, a atenção de toda a imprensa. No entanto, esperava-se mais enérgico e uma presença maior de Mariza em palco. O concerto foi transmitido em directo pela Antena 1.

- Fados

Depois de Lisboa, Mariza teve em agenda concertos em Bruxelas e na Holanda, em Amesterdão, no dia 18, e em Tilburg, a 21 de Novembro.

Entretanto, é em Novembro que estreia em Portugal o filme de Carlos Saura, Fados, que completou a triologia inciada anos antes pelo autor, documentários musicais sobre três grandes gêneros de música urbana tradicional, que se tornaram ícone do país de origem. Flamengo, Tango e agora Fados.

Fados, que começou a ser rodado em Janeiro, surge, ao invés de um filme, como um documentário musical que imortalizou o fado na película e o tratou com toda a contemporaneidade que merece, aliando-lhe alguns dos mais famosos artistas de world music na sua interpretação, tornando-o novamente dançável, como era quando surgiu pelos bairros de Lisboa carregado pela voz dos boémios e nas guitarras apoiadas à perna. O filme é tido igualmente como um ataque aos puristas e conservadores.
Mariza, foto de José Goulão

Entre os artistas que participam estão Mariza, com três aparições em cena, para cantar Tranparente, depois um fado-flamengo dividido com Miguel Poveda, Meu fado meu e mesmo no final Ó gente da minha terra. Outra das participações mais aclamadas, a par de Mariza, foi Carlos do Carmo também com três aparições, uma delas com Chico Buarque. Participaram também Camané, Lura, Brigada Victor Jara, Argentina Santos e Estranha forma de vida num falsete de Caetano Veloso. Teve-se honorifica presença da guitarra de Mário Pacheco, acompanhada em voz por Cuca Roseta, e outro nome de peso, Lila Downs, a cantar Foi na travessa da palha. O filme teve ainda outras participações.

Mariza untou-se à promoção do filme nos Estados Unidos e em Espanha. O filme reuniu tanto críticas como elogios, e uma das críticas apontadas, é o facto de se afastar da concepção natural do fado. O filme não foi aceite no Festival de Cinema de Cannes.

Entretanto consegue uma nova proeza, desta feita, ter três discos seus no top 15 de vendas, em Portugal, em primeiro lugar, Concerto em Lisboa. Durante 2007 também, uma foto da artista surge ao lado de mais cinco fotos de intérpretes da música do mundo, na margem superior da página da web da Songlines, em primeiro-plano. Na mesma barra surge a fotografia de outro intérprete lusófono, Gilberto Gil, que também em 2007 deu em Aveiro um concerto juntamente com Mariza.

* Comemorações dos 500 anos do Funchal

Depois de regressar da Europa Central, a convite da organização das comemorações dos 500 anos de fundação da cidade do Funchal, na Madeira, a intérprete agenda para dia 23 de Novembro um concerto no Madeira Tecnopolo.

O concerto, patrocinado pela TMN,[28] teve os seus bilhetes esgotados rapidamente, já que o espectáculo na Madeira há muito que era aguardado. A organização tentou que Mariza concedesse a autorização para entrar mais pessoas, além das duas mil previstas, já que a procura de ingressos era tão vasta. Mas a comitiva da fadista não o deixou.

Ainda no aeroporto a fadista foi recebida por um batalhão de jornalistas, mas somente se deixou fotografar, alheando-se de quaisquer declarações. Todavia, duas horas antes do concerto, concedeu uma conferência de imprensa onde referiu o agrado por participar no evento.
Mariza em concerto na Torre de Belém, 2008

A acompanhar o concerto, onde Mariza cantou os habituais temas de Concerto em Lisboa, teve o seu combi de cordas e percussão, e a Orquestra Clássica da Madeira, conduzida por Rui Massena. A expectativa maior recaía sobre Ó gente da minha terra.

Participou, já no fim do mês no concerto de Rui Veloso, no Palácio de Seteais, também já esgotado. No entanto, devido à falta de infra-estruturas com condições para acolher os espectadores e protegê-los do frio e da chuva que se faziam sentir, a plateia reduziu-se a metade, pois muitos abandonaram o recinto.

Em 2007 o seu mediatismo levou os criadores do Contra Informação, da RTP, a adicionarem o fantoche de Mariza à sua já vasta colecção. A fadista foi também caricaturada no programa dos Gato Fedorento, Diz que é uma espécie de magazine, onde foi apresentada como a «salvação da pátria».

Ao anúncio de uma pausa de sete meses para a gravação do novo trabalho, produzido, desta feita, por Javier Limón, seguiu-se o anúncio da edição de uma caixa de luxo, colocada à venda pela FNAC, em exclusivo e em edição limitada, no princípio de Dezembro, com a discografia de estúdio da cantora juntamente com os dois DVD's, um livro sobre o fado, e outras opções. Porém, devido a problemas de fabrico, essa edição foi posta à venda em Janeiro de 2008.

Participa então na campanha de promoção do Ministério do Turismo de Portugal, que contou com as figuras mais mediáticas portuguesas no estrangeiro, como José Mourinho, Cristiano Ronaldo ou Joana Vasconcelos. É ainda em Janeiro deste ano, que é a primeira convidada do talk-show de José Carlos Malato, Sexta-à-noite, e foi também a primeira a estrear o palco do programa, onde cantou Ó gente da minha terra.


A 9 de Maio de 2008, um novo concerto nos jardins da Torre de Belém, serviu para que Mariza apresentásse três dos temas do seu novo álbum, Terra, a editar no dia 30 de Junho em Portugal.

No mesmo mês foi divulgado a ligação à gravadora Blue Note Records, a mais importante editora de jazz do mundo.

Terra é o quarto disco de originais de Mariza, apresentado oficialmente a 16 de Junho de 2008 para a imprensa nacional e estrangeira na Culturgest, com a produção de Javier Limon. O disco baseia-se nas várias tournées realizadas por Mariza e é descrito como "orgânico", como "uma viagem". Inclui alguns fados clássicos, como Alfama e Rosa Branca, e outros com letra de David Mourão-Ferreira, como Recurso musicado por Mário Pacheco, Florbela Espanca, Paulo Abreu Lima e outros. Incluiu não só fados, mas também mornas, duetos (com Tito Paris e Concha Buika) e parcerias com Rui Veloso, Ivan Lins e Dominic Miller (guitarrista de Sting). O single é Rosa Branca.

A apresentação mundial ao público terá lugar dia 21 de Junho em Santarém (onde nunca deu um concerto), no Monumental Graça Celestino, um espaço com lotação para catorze mil pessoas. Até ao fim de 2008 a fadista tem agendados concertos em 18 países, entre os quais Espanha, Letónia, Luxemburgo, Reino Unido, Roménia e Bélgica, e inúmeras cidades, entre as quais Huelva, Badajoz, Barcelona, Timisoara, Paris, Amsterdão, Helsínquia, Sófia, Oslo, Riga e Budapeste, e, em Portugal, Viseu, Coimbra, Lisboa, Ponte de Lima e Pombal. A digressão levá-la-á, até ao final do ano, a várias cidades portuguesas, como e Pombal, e a dezoito países, entre outros.
[editar] Mariza e o fado contemporâneo
Mariza durante a interpretação do tema Rosa Branca, no final do concerto promovido pela EDP junto à Torre de Belém.

Apesar de reunir algumas críticas dos espectadores mais conservadores, Mariza foi a maior impulsionadora da nova geração de fadistas que surgiram depois do milénio, e uma das pessoas que mais contribuíram para o reconhecimento e o valor que fado conseguiu recuperar, tanto em Portugal como no estrangeiro.

* A influência de Amália Rodrigues

Mariza é hoje, indubitavelmente, a fadista mais reconhecida do fado contemporâneo, e reúne pelo menos três das características que Amália teve, e que muito impulsionaram o seu sucesso: ser proviniente de um bairro típico de Lisboa, ter uma excelente voz e a dramatização das suas interpretações. E Mariza conheceu a música de Amália já relativamente tarde, já que o pai só tinha o hábito de ouvir fadistas masculinos em casa. Acusada de explorar negativamente o repertório mais célebre de Amália, é inquestionável que Mariza revitalizou essas canções, colocando de novo o fado na ribalta, algo que não se via ainda na década de noventa. Para além disso, colocou o fado no topo da world music, levando-o aos mais ilustres palcos, como a Sala Kongresowa, em Varsóvia, a Ópera de Sydney e o Carnegie Hall, e colocando-o no top nacional de vendas da Finlândia e Holanda, algo impensável até à altura.

Mariza faz, cada vez mais, um fado muito autêntico e muito próprio, sendo considerada o expoente do fado experimental. Representa, além de tudo, um virar de página no Fado.

- Discografia

* Fado em Mim (2002), 4x Platina
* Fado Curvo (2003), 4x Platina
* Transparente (2005), 3x Platina
* Concerto em Lisboa CD (2006), 3x Platina
* Terra (2008), 3x Platina
* Fado Tradicional (2010)

- Videografia

* Mariza Live in London DVD (2004), Platina
* Concerto em Lisboa DVD (2006), 3x Platina

- Documentários

* Simon Broughton, Mariza and the Story of Fado, BBC & RTP, 2007.

- Colaborações

* Pirilampo Mágico (Maria João e Teresa Salgueiro) - Faz a Magia Voar (2003)
* Chill Fado - O Deserto [remix] (2004)
* Sting - A Thousand Years (2004)
* Carlos Guilherme - "Tudo Isto É Fado" (2005)
* Tim - Fado do Encontro (2007)
* Rui Veloso
* Paulo de Carvalho - O Meu Mundo Inteiro(2008)
* Boss Ac - Alguém me ouviu (Mantem-te firme) (2009)

- Prémios, nomeações e outras honrarias

* 2003 - Prémio BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2003 - Prémio da Deutscheschalplatten Kritik
* 2003 - Prémio Personalidade do Ano da AIEP
* 2004 - Medalha de Mérito Turístico (grau ouro) da Secretaria de Estado do Turismo
* 2004 - Prémio European Border Breakers Award do MIDEM
* 2004 - Convidada de honra no X Cairo International Song Festival 2004
* 2004 - OGAE Video Contest, por Cavaleiro Monge
* 2004 - Nomeação para os Prémios Internacionais Terenci Moix, na área das Artes e Ciências.
* 2005 - Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF
* 2005 - Convite para integrar os concertos do Live 8
* 2005 - Nomeação para o prémio BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2005 - Prémio Fundação Amália Rodrigues Internacional
* 2006 - Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim, na categoria de Melhor Música de Filme, por Ó Gente da Minha Terra no filme Isabella de Pang Ho-Cheung.
* 2006 - Globo de Ouro, na categoria de Música, como Melhor Intérprete Individual pelo álbum Transparente
* 2006 - Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique
* 2006 – Nomeação para os Helpmann Awards (Austrália), para o Melhor Concerto Contemporâneo Internacional
* 2006 – Nomeação para o prémio BBC Radio 3, como Melhor Artista da Europa de World Music.
* 2006 – Nomeação para os Emma Gaala (Finlândia), como Melhor Artista Internacional
* 2007 - Nomeação para um Grammy Latino, na categoria de Folk Music
* 2007 - Apresentada pela revista Visão como uma das 25 mulheres mais influentes de Portugal.
* 2008 - Embaixadora do Turismo, pelo Instituto de Turismo de Portugal
* 2008 - Prémio Rádio Clube/O Metro, na categoria de Cultura
* 2008 - Medalha de Vermeil da Sociedade de Artes Ciências e Letras Francesa
* 2008 - Nomeação para um Grammy Latino na categoria de 'Melhor Álbum Folk' pelo CD 'Terra'.
o Foi escolhida para representar Portugal no projecto 100 most important Women in Europe.
* 2009 - Globo de Ouro para Melhor Intérprete Individual.

- Criticas e Comentários

Ao mesmo tempo que a sua enorme voz, o público era chamado à atenção por outra coisa: a sua imagem. O seu criador habitual é João Rôlo, que lhe permitiu uma imagem de alta-costura que impressionou até o público estrangeiro. Na sua imagem sobressai ainda mais a cor platinada do seu cabelo «à la garçonne». Esta imagem gerou várias críticas do puristas, cujos argumentos colocavam a imagem da fadista longe da imagem que (para eles) o fado deveria ter. Quando lhe colocaram esta questão Mariza referiu que «não foi nada programado».

Outra crítica que lhe foi apontada foi o excesso de temas originalmente interpretados por Amália Rodrigues. A esta Mariza respondeu:
Se aparecesse um americano a cantar Frank Sinatra era fantástico. Aparece uma fadista a cantar Amália e é muito mau. Será que mais ninguém pode cantar aquilo? Não conheço nenhuma fadista que não cante, pelo menos, um tema da Amália.

- Curiosidades

* Nasceu prematura.
* Aquando da adolescência, escondia dos amigos que cantava fado.
* Segundo auxiliares de educação e professores da Escola Secundária Gil Vicente era uma miúda discreta e recatada que, talvez por gostar de fado e este género ser na altura considerado uma «música menor», em consequência da Revolução de Abril, andava muito sozinha. Contudo, nas visitas de estudo, era a primeira que se dispunha a cantar no microfone para uma plateia formada pelos colegas e professores. Na altura, ainda tinha o cabelo preto e sempre embaraçado, hoje «substituído» por famosos anéis platinados, aos quais dedicou a música Os anéis do meu cabelo.
* Segundo uma reportagem da SIC, transmitida dia 6 de Setembro de 2007, a fadista diz que detesta chorar em público, como aconteceu no Concerto em Lisboa, visível do DVD homónimo. Mariza diz que queria cortar essa parte, mas não a deixaram. Acabou por ser o ponto mais alto e memorável do espectáculo.
* O seu poeta de eleição é Fernando Pessoa.
* A sua música preferida, retirado do repertório de Amália Rodrigues, é Primavera.
* Nas digressões, no estrangeiro ou em Portugal, opta sempre por hotéis de quatro estrelas, e uma das suas exigências é a abundância de chá.
* 2006 - Ó gente da minha terra foi o principal tema da banda sonora do filme Isabella, realizado por Pang Ho-cheung, e vencedor do Urso de Prata na categoria de Melhor Banda Sonora, no 56º Festival de Cinema de Berlim;
* 2007 - Tornou-se na primeira artista de Portugal a ser nomeada para um Grammy latino, o qual perdeu para Los Gaiteros de San Jacinto, da Colômbia.
* Foi a única portuguesa a integrar os concertos do Live 8.
* 2007 - Foi a primeira artista Portuguesa a actuar no programa "Late show with David Letterman", nos EUA e no programa "Later with Jools Holland" da BBC Inglesa.
* 2009, 5 de Maio- Mariza sobe ao palco do Pavilhão Atlântico para um dueto com Lenny Kravitz. Cantam o tema Again.



- AUTOGRAFO DE MARIZA

João Gil



- João Manuel Gil Lopes, mais conhecido por João Gil, nascido na Covilhã a 14 de Dezembro de 1955, é um guitarrista e compositor português e um dos fundadores de grupos como Trovante e Ala dos Namorados.

- Biografia

João Gil iniciou a sua carreira musical, juntamente com Artur Costa no grupo de música de intervenção, Soviete do Areeiro em 1975. Em 1976, com Luís Represas, João Nuno Represas e Manuel Faria, forma os Trovante, grupo que alcançou um êxito significativo até à sua dissolução em 1991. Em 1992, sempre com Artur Costa, funda os Moby Dick, do qual faz parte ainda, Alex Cortez dos Rádio Macau.

Em 1993, com João Monge, Manuel Paulo, José Moz Carrapa e Nuno Guerreiro, funda a Ala dos Namorados, grupo que abandona em 2006 já após ter formado com Rui Costa, ex-Silence 4 e Nuno Norte, recém vencedor da primeira época do concurso Ídolos, a Filarmónica Gil.

Participou ainda nos projectos Rio Grande juntamente com João Monge, Rui Veloso, Vitorino, Tim dos Xutos & Pontapés e Jorge Palma em 1996 e nos Cabeças no Ar, com Carlos Tê, Rui Veloso, Jorge Palma e Tim, no ano de 2002.

Em 2010 juntou-se a João Pedro Pais e Rita Redshoes, como porta voz da Associação Fonográfica Portuguesa no combate à pirataria na Internet.


- AUTOGRAFO DE JOÃO GIL

Olavo Bilac



- Olavo Bilac Alves dos Reis ,nascido a 26 de Dezembro de 1967, é um cantor português.

Para o grande público foi dado a conhecer através do projecto Resistência e do álbum "Palavras ao Vento".

Os Santos & Pecadores lançaram o seu primeiro single, intitulado "Não Voltarei a Ser Fiel", em 1995, e ainda nesse mesmo ano o álbum "Onde Estás?".

Um dos marcos da sua carreira foi o convite para participar na regravação do tema "Jardins Proibidos" de Paulo Gonzo.

- Curiosidades
Casou-se no Verão de 2009.


- AUTOGRAFO DE OLAVO BILAC

Nuno Guerreiro



- Nuno Guerreiro ,nascido em Loulé a 5 de Setembro de 1972, é um cantor português e ex-vocalista na banda Ala dos Namorados, onde ganhou popularidade.

- Percurso

Começou a cantar muito cedo, tendo como influência primordial a grande Amália Rodrigues.

Colaborou ocasionalmente com o grupo Diva de Natália Casanova. Foi visto por Carlos Paredes que o convidou a participar, em 1992, nos concertos do músico em Lisboa e Porto.

Nuno colaborou também com o ex-Madredeus Rodrigo Leão.

É convidado por João Gil e Manuel Paulo para os Ala dos Namorados.

Gravou a solo o álbum "Carta de Amor" com produção e arranjos do maestro japonês Akira Senju. O disco inclui vários "standards" e algumas composições da Ala dos Namorados. O disco inclui os temas "Amazing grace", "Manhã de Carnaval","Amapola", "Ao Sul", "Love letters", "Greensleeves", "My funny Valentine", "Perdidamente", "Takeda no komoriuta" e "When the saints go marchin' in".

Em 2002 gravou o álbum "Tento Saber" com produção de Gonçalo Pereira. Rui Veloso toca guitarra em "3 Minute Song", uma canção sua e de Carlos Tê. Inclui também "Por Amor, Por Alguém" (uma canção de Sara Tavares), "Tu Podes Dar" (de Lúcia Moniz e Pedro Campos) e uma versão de "Careless Whisper" de George Michael.

A versão internacional do segundo disco inclui "Ampola" na versão usada num anúncio nipónico da Nissan.

Em 2007 participou no disco do cantor TT. No mesmo ano lança último álbum da Ala dos Namorados. Actualmente prepara um disco a solo de soul e hip-hop.

- Vida pessoal

Abertamente homossexual, Nuno Guerreiro assumiu em entrevista ao 24 Horas, em 2009, que tinha sido vítima de agressões por parte do ex-companheiro, de quem se separou por esse motivo.

- Discografia

* Carta de Amor - 1999
* Tento Saber - 2002

- Colaborações

* Rodrigo Leão - Ave Mundi Luminar (1993)
* Diva - Santa Maria (1995)
* Shout! Natal - Natal (2003)
* Aldo Brizzi - Velada ou revelada (Virgínia Rodrigues & Nuno Guerreiro)
* TT - Vem Cá/Não Olhes Para Trás(2007)

- Contra-tenor

Uma vez que é contra-tenor, a sua voz permite-lhe explorar diversas sonoridades; possui assim a capacidade de interpretar repertório barroco - oratória, árias de Handel ou Purcell, assim como fado, pop ou música soul.

Estudou canto lírico no Conservatório Nacional português, onde também obteve o seu diploma como bailarino profissional.


- AUTOGRAFO DE NUNO GUERREIRO

Luís Filipe Reis



- Luís Filipe Reis, natural da cidade da Guarda, é uma cantor portugues.

Iniciou a sua carreira, como cantor profissional, em França, país que o acolheu há já duas décadas e lhe proporcionou a oportunidade de realizar o seu sonho: gravar um disco.

Consciente das suas capacidades, o jovem cantor, que até aí apenas conhecia os palcos de pequenas salas de Portugal, arrisca mostrar as suas canções e finalmente alguém acredita no seu talento, levando-o a gravar o seu primeiro disco “Olé do Cigano”, no Canadá, este valendo-lhe um disco de prata. A partir deste momento proliferam os contactos e convites no sentido de realizar espectáculos por toda a Europa, Estados Unidos, Canadá, África do Sul e ainda Austrália. As portas estavam abertas e o cantor vê reconhecido aquilo em que acreditava: a sua capacidade vocal e a vontade de atenuar as saudades a tantos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, levando-lhes a música cantada na língua de Camões.

Ao longo da sua carreira como profissional, o artista já conta com 18 álbuns entre eles “Obrigado Portugueses”, “Bate Coração”, “Três Meses de Amor”, “Corpo a Corpo”, “Telefone do Amor”, “Esquece o meu Nome”, “O que é Meu é Meu”, “Paixão e Sentimento”, “Clássico” e o mais recente “À Portuguesa”. Destes grandes temas resultam quatro discos de platina, sete de ouro, um de prata, diversos LP’s, singles, CD’s, vários vídeo clip’s que ilustram os seus temas de maior sucesso e por último a sua maior revelação: um DVD gravado ao vivo por ocasião do concerto levado a cabo no Coliseu de Lisboa em Fevereiro de 2005.

Entre as diversas conquistas, destacam-se os convites para realizar dois concertos na ilustre sala de Paris, Olympia, nos anos 2000 e 2002. Um dos pontos altos da sua carreira artística tratou-se da nomeação para melhor canção nacional, do ano de 2002, nos Globos de Ouro da SIC. Foi de bom grado que acolheu essa nomeação considerando-a tratar-se de uma mais-valia e um reconhecimento para a música ligeira popular portuguesa. Comprovando a sua capacidade de trabalho e a procura incessante de novos desafios, Luís Filipe Reis revela-se um artista polifacetado: canta, compõe, escreve os seus temas, coordena, produz e nunca se afasta das suas metas.

Artista atento, rigoroso e de uma exigência implacável, considera que o seu público merece o melhor “Os meus fãs permitiram que eu realizasse o meu sonho e por esse motivo, nunca me esqueço do que ficou para trás. Atingi um nível deveras exigente e é minha obrigação contemplar o meu público com um trabalho sério e de qualidade!”. Definindo-se na música ligeira/popular, o disco “Luís Filipe Reis – Clássico” dá mostras da versatilidade como cantor, em que apresenta três vertentes: um estilo mais Clássico, Fado e Música Ligeira. Este álbum, de cariz intemporal, é algo que permanecerá como uma referência do Cantor. É um disco que, devido às suas características invulgares comparativamente com anteriores lançamentos do artista, conseguiu alcançar outra faixa de público, talvez menos voltado para a música ligeira/popular.

De uma qualidade refinada, à qual Luís Filipe Reis já nos habituou, gravado com todos os instrumentos ao vivo, esta produção cumpriu a missão de comprovar o alcance da qualidade a que o artista se dedica, em todos os seus projectos, quer seja em palco, estúdio, na rádio, na TV, em entrevistas a revistas e jornais ou, simplesmente, na sua forma de estar: discreto, exigente, elegante, humilde e sempre bem disposto!

O seu trabalho discográfico mais recente “À Portuguesa”, irá certamente encantar e fazer sucesso com toda a alegria e vivacidade que transmite. Com temas fortes e cheios de ritmo, comprova mais uma vez, a qualidade, bem ao estilo do cantor. “À Portuguesa” é um disco repleto de entusiasmo que nos transporta para ambientes latinos, composto de um estilo vivo, alegre e animado, características sempre presentes na música popular de Luís Filipe Reis. Passando pela fé, pela paixão e até pelo futebol, é um álbum cujas canções farão as delícias dos seus fãs, animando as festas de verão e os espectáculos quer em Portugal, quer junto das comunidades portuguesas no estrangeiro. Relativamente a espectáculos de maior envergadura, realizar-se-á em Fevereiro de 2007 o concerto no Coliseu do Porto, com o intuito de contemplar novamente o público com o seu o ritmo, voz e presença em palco, prevendo-se mais uma vez a produção de grandiosos momentos!

A inspiração para escrever os inúmeros temas de sucesso, surge-lhe de uma forma espontânea: é nato, é algo que não se descreve. Através da sua música, exprime sentimentos de angústia ou felicidade, fala-nos de amor, do quotidiano, das coisas que nos rodeiam entrando nas nossas vidas de um modo simples mas encantador. Enfim, um “trovador de canções de amor e de amigo” dos tempos que correm! Quanto ao seu percurso o cantor refere: “Gosto de ver reconhecer o meu trabalho e para tal, exigência, rigor e empenho são o ponto fulcral do patamar que atingi. Neste momento é-me legítimo afirmar que possuo uma carreira estável e saudável. Ser cantor não passa meramente por ter a sorte de possuir um timbre de voz agradável, antes de mais é necessário a existência de um trabalho de bastidores, que o público não vê mas torna possível o sucesso do artista. Refiro-me à produção de ideias e imagem, acompanhamento e organização de espectáculos, no marketing, na promoção, na procura e aposta em novos desafios. Trabalho com uma equipa mas a estrutura da máquina do espectáculo a que me refiro tem um nome: Luís Filipe Reis!”

Quanto à sua personalidade, é um cantor discreto e humilde, persistente e ambicioso no que refere aos seus objectivos, homem de fé cujo valor que mais preza é a honestidade. Relativamente ao seu sucesso, o artista afirma: “Para mim, sinónimo de sucesso não são as grandes conquistas alcançadas. É, acima de tudo, a capacidade de me congratular com o carinho e apoio manifestado pelo meu público e a motivação para apostar em novos projectos. A carreira de um artista não tem metas atingidas ou patamares estagnados. É necessário conduzir o nosso trabalho no sentido de acompanhar as exigências do público, por isso o termo “Vedeta” não faz parte do meu léxico! As conquistas da minha carreira nunca as encaro como um fim em si mesmas: uma meta alcançada provoca sempre o início de um novo desafio!”

Na sua vida pessoal, consciente das implicações a longo prazo de uma vida repleta de uma agitação, entre aviões e hotéis, o artista não menospreza o seu corpo: pratica desporto regularmente e sempre que pode, opta por uma alimentação saudável (nunca desprezando uma boa ementa portuguesa…). Cuida ele próprio da sua imagem, frequentando gabinetes de estética e gosta de vestir bem, fazendo jus ao facto de residir na capital da moda - Paris. Quando lhe é possível e para aliviar o stress, foge para fora da Europa tentando abstrair-se de tudo e descansar por alguns dias.


O meu sonho
“Continuar a ser feliz”

A sua paixão
“A música, sempre a música…”

A sua meta
“Cantar até que Deus permita!”

Vanessa da Mata



- Vanessa Sigiane da Mata Ferreira , é uma cantora e compositora brasileira.

Nasceu a 10 de fevereiro de 1976, em Alto Garças, (Mato Grosso no Brasil)– uma pequena cidade a 400 quilômetros de Cuiabá, cercada de rios e cachoeiras. Possui ascendência, através da avó materna, de índios Xavantes.

Em 1990, aos 14 anos, Vanessa mudou-se para Uberlândia, em Minas Gerais, cidade a mil e duzentos quilômetros de distância de Alto Garças. Foi para lá sozinha, morar numa pensão, preparava-se então para prestar formação em medicina. Mas já sabia o queria; cantar. Aos 15, começou a apresentar-se em bares locais.

Em 1992, foi para São Paulo, onde começou a cantar na Shalla-Ball, uma banda feminina de reggae. Três anos depois, com 19 anos, excursionou com a banda jamaicana Black Uhuru. Em seguida, fez parte do grupo de ritmos regionais Mafuá. Neste período, ainda dividia o seu tempo entre as carreiras de jogadora de basquete e de modelo.

Em 1997, com 21 anos, conheceu Chico César; com ele, compôs "A força que nunca seca". A música foi gravada por Maria Bethânia, que a colocou como título do seu disco de 1999. A gravação concorreu ao Grammy Latino e também foi gravada no CD de Chico, "Mama Mundi". O Brasil descobria uma grande compositora. Bethânia voltou a gravar Vanessa: "O Canto de Dona Sinhá" esteve no CD Maricotinha – com a participação de Caetano Veloso - e na sua versão ao vivo. Já "Viagem" foi gravada por Daniela Mercury em Sol da Liberdade. Com Ana Carolina compôs "Me Sento na Rua", do CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina em 2001.

A voz e a presença de Vanessa começavam também a chamar atenção. Fez participações em shows de Milton Nascimento, Bethânia e nas últimas apresentações de Baden Powell; estava pronta para estrear na carreira a solo.

Em 2002, aos 26 anos, Vanessa lançou seu primeiro CD, Vanessa da Mata, pela Sony – que teve produção conjunta de Liminha, Jaques Morelenbaum, Luiz Brasil, Dadi e Kassin. Entre os sucessos deste disco estão "Nossa Canção" (tema sonoro da novela Celebridade), "Não me Deixe só" - que estourou nas pistas com remix de Ramilson Maia - e "Onde Ir" (tema da novela Esperança).

O segundo disco, Essa Boneca Tem Manual, foi lançado em 2004 pela Sony e teve produção de Liminha, com quem também dividiu as composições. Além das suas próprias canções – como "Ai, Ai, Ai..." (tema da novela Belíssima), "Ainda Bem" (tema da novela Pé na Jaca) e "Não Chore, Homem" - Vanessa regravou "Eu Sou Neguinha" de Caetano Veloso (versão que integrou o tema da novela A Lua me Disse) e "História de Uma Gata" de Saltimbancos de Chico Buarque. Com "Ai, Ai, Ai...", música nacional mais tocada nas rádios em 2006 e "Música", o álbum chegou a Disco de Platina.

Sim, o terceiro disco, lançado em 28 de maio de 2007, foi produzido por Mario Caldato e Kassin. O álbum foi gravado entre a Jamaica e o Brasil. Das 13 faixas, cinco têm a participação de Sly & Robbie, dois ícones da música jamaicana. Sim é definido, pelo seu título, como "uma resposta positiva à vida, uma resposta de luta". E conta com a participações de Ben Harper, João Donato, Wilson das Neves, Don Chacal e um time da nova geração da música brasileira, como o baterista Pupillo (Nação Zumbi) e os guitarristas Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Pedro Sá e Davi Moraes, entre outros. O ano de 2007 também foi marcado pela união de Vanessa e o cantor internacional Ben Harper, com o lançamento de Boa Sorte/Good Luck, que foi um dos grandes sucessos da cantora.

A música foi lançada, a princípio nas rádios, com a sua versão original e depois com sua versão Remix, que garantiu a autenticidade da cantora.

Em 2008, a música Amado, do mesmo álbum, foi o tema principal da novela da Rede Globo, A Favorita. No mesmo ano, recebe uma indicação ao Grammy Latino, o premio mais importante do meio musical, na categoria; Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro por Sim - que ganhou o premio.


Em Maio de 2009, Vanessa lançou um álbum ao vivo em comemoração aos seus 6 anos de sucesso, o CD/DVD "Multishow ao Vivo Vanessa da Mata". Sendo assim, para promover o álbum, a canção "Vermelho" foi lançada nas rádios.

Toy (António Manuel Neves Ferrão)



- Toy (nome artístico de António Manuel Neves Ferrão), nascido em Setúbal a 10 de Fevereiro de 1963, é um cantor popular português .

Começou a sua carreira artística com tenra idade, aos 5 anos, numa festa de uma colectividade de Setúbal. Com 10 anos de idade, integrou um grupo de teatro local, ao qual permaneceu ligado durante 10 anos.

Emigrou para a Alemanha, após terminar os seus estudos. Nesse país, lançou o seu primeiro trabalho com uma banda de músicos alemães denominada Prestige. Viveu 8 anos em solo alemão, trabalhando como produtor de diversos artistas e, ao mesmo tempo, realizando trabalhos próprios.

Em 1984, editou em Portugal o tema "Dias de paz", seguido pela edição do tema "Depois de ti". Em 1988, pela primeira vez com o nome artístico de Toy, lançou o tema "Mulher latina".

O tema "Mãe (três letras de saudade)" foi lançado em 1989, vindo a ser mais tarde incorporado num LP. No ano seguinte, foi editado o LP "Por ti", contendo 10 temas.

Nesse mesmo ano, 1990, participou no festival da canção da RTP, com o tema "Mais e mais", obtendo a segunda posição no certame, assim como prémio para a melhor interpretação.

Em 1991, lançou o tema "E até quando", com a editora Valentim de Carvalho, com a qual assinou na altura um contrato para 5 anos. Desse contrato resultaram trabalhos discográficos como "Champanhe e amor", "Quem é quem é", "Cabana junto à praia", "Anjo vingador", que foram incorporados numa colectânea dos seus maiores êxitos. Após o lançamento desta colectânea, Toy lançou o conhecido tema "Chama o António".

Durante este período, desenvolveu também alguns temas destinados a programas televisivos, entre eles o Buereré e o 1-2-3.

Em 1997, assinou novo contrato, desta feita com a editora Espacial. "Aguenta-te com esta" foi o primeira tema que lançou com esta editora. No ano seguinte, gravou "Estupidamente apaixonado". Pouco tempo mais tarde, participou no júri residente do programa de televisão "Ri-te, ri-te", apresentado pela TVI.

Em 2000, apresentou o tema "Tu foste o grande amor", dando relevo à sua faceta de cantor romântico. Foi, nessa altura, convidado para director musical do programa "Tic-tac milionário", também apresentado pela TVI.



- AUTOGRAFO DE TOY

Beto ( Albertino João Santos Pereira )



- Albertino João Santos Pereira ,nascido em Peniche a 28 de Dezembro de 1967, foi um cantor portugues.

Conhecido apenas por Beto, (nome que adoptou artisticamente),começou a cantar aos 5 anos de idade nos Incas, o grupo do seu pai Verissimo.
Aos 17 anos foi para Torres Vedras e passa por vários grupos de música portuguesa (1983)- ZIG-ZAG, (1986)- FLASH, (1989)- CTT.
Em 1992, fundou os Tanimara que eram uma das melhores banda de covers da altura. Actuavam no bar Xafarix em Lisboa.
Em 1998 é convidado pelo Maestro José Marinho para representar Portugal no Festival da OTI na Costa Rica com o tema "Quem Espera (Desespera)" ficando em 3º lugar.
A partir daqui vários colegas de profissão reconheceram-lhe o enorme talento e convidaram-no para participar nos seus álbuns (no caso de Rita Guerra e Paulo de Carvalho, em duetos), e ainda em centenas de concertos (no caso de Luís Represas e Paulo Gonzo), por todo o país e em salas de prestígio como os Coliseus, o Centro Cultural de Belém, etc.
Destaca-se "Brincando com o Fogo", com Rita Guerra, que até hoje é um tema muito do agrado do público.
Em 2000 é convidado a gravar um disco a duo com Rita Guerra. O álbum "Desencontros" deu origem a uma tournée com dezenas de espectáculos em todo o país.
Entre 2000 e 2003 grava 8 temas para bandas sonoras de telenovelas.
No dia 14 de Julho de 2003 lança o seu álbum de estreia a solo, "Olhar em frente", com temas como "Memórias Esquecidas" (tema da novela "Coração Malandro"), «Dois Corações Unidos» (da novela «Nunca Digas Adeus») e «Tudo Por Amor» (da novela «Tudo Por Amor»).
O disco vendeu em quatro meses mais de 13.000 cópias e foi certificado Disco de Prata pela Associação Fonográfica Portuguesa.
Passado pouco mais de um ano deste álbum estar à venda entrou para os lugares cimeiros do Top de vendas nacional permanecendo mais de 57 semanas consecutivas no Top e atingindo o disco de Platina (dupla platina segundo as novas regras da AFP) e sendo o disco português mais vendido no ano de 2004 (cerca de 50 mil exemplares).
Faz entretanto algumas participações em álbuns de outros artistas como Gonçalo Pereira e Ménito Ramos.
No dia 2 de Maio de 2005 lança o álbum "Influências". Em apenas 6 meses é Platina com quase 30.000 cópias vendidas. E para marcar o início da sua tournée, apresentou-se ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Em Outubro de 2005 a convite de Maria João Abreu e José Raposo estreia-se no teatro: 'A Revista é Liiinda', espectáculo que o empresário Hélder Freire Costa apresenta no Teatro Maria Vitória. Interpreta "Estrela Da Manhã" e "Podia Ter Sido Amor" em dueto com Paula Sá.
Muda de editora e edita "Porto de Abrigo", um disco com uma sonoridade mais acústica e pura, tentando consolidar os laços já criados com o seu público.
Em 2009 numa parceria com Menito Ramos, lança o album "Cumplicidade a duas vozes" com grandes êxitos da música Portuguesa como: Lusitana Paixão, Porto Côvo, E Depois do Adeus, Teus Olhos Castanhos, entre outros ...

Curiosidades:
- Foi pai aos 30 anos de idade.
- Vivia nas Caldas da Rainha, onde era sócio do bar "RadioBar".

Na manhã do dia 23 de Maio de 2010, Beto faleceu na sequência de uma paragem cardio-respiratória em Caldas da Rainha, aos 42 anos de idade.


- AUTOGRAFO DE BETO


- POSTAL AUTOGRAFADO

CAMISOLA DO APRESENTADOR "JORGE GABRIEL" USADA NUM PROGRAMA TELEVISIVO A QUANDO DO MUNDIAL DE 2010



- COM A DEDICATÓRIA -
"ISMAEL, ACEITA COM UM ABRAÇO ESTA LEMBRANÇA DO MUNDIAL 2010 "FORÇA PORTUGAL" JORGE GABRIEL 11/7/10"




- REVISTA CARAS (26 de maio de 2012) -

"XVII GALA DOS GLOBOS DE OURO NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA AO LADO DE ARTUR ALBARRAN"


- REVISTA CARAS (02 de junho de 2012) -

"XVII GALA DOS GLOBOS DE OURO NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA AO LADO DE LILI CANEÇAS"




- AMÁLIA RODRIGUES EM 1947 -
QUANDO PROTAGONIZOU O FILME
"FADO, HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA"

- FOTO AUTOGRAFADA -



- DESENHO COM DEDICATÓRIA DO EX. PRESIDENTE DA REPUBLICA MÁRIO SOARES ATRIBUIDO AO ACTOR RAUL SOLNADO

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-SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI (MAIO 2010)-

-- FATIMA -- (CASA Nª Sª DO CARMO ONDE O PAPA FICOU INSTALADO)

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-- VILA NOVA DE GAIA -- ( À SAIDA DO QUARTEL DA SERRA DO PILAR )





- CARTAZ DA PEÇA "MORANGOS COM AÇUCAR" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "A REVISTA É LINDA" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "E VIVA A REVISTA !" AUTOGRAFADO





- CARTAZ DA PEÇA "ÚLTIMO EPISÓDIO" AUTOGRAFADO





- "MAIS RESPEITO QUE SOU TUA MÃE"

CARTAZ AUTOGRAFADO
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